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loíase

(Loa loa Filariasis; African Eye Worm; Calabar Swellings)

Por

Richard D. Pearson

, MD, University of Virginia School of Medicine

Última revisão/alteração completa set 2020| Última modificação do conteúdo set 2020
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Recursos do assunto

A loíase é uma infecção dos tecidos sob a pele ou sob a membrana externa transparente que cobre o olho (conjuntiva) pelo verme nematódeo Loa loa.

  • Podem surgir inchaços pruriginosos, principalmente nos braços e nas pernas.

  • Às vezes, os vermes viajam sob a membrana transparente que cobre os olhos.

  • Os médicos diagnosticam loíase identificando as larvas do verme (microfilárias) em uma amostra de sangue ou visualizando um verme adulto quando ele estiver se movimentando pelo olho.

  • O único medicamento que mata os vermes adultos e as larvas é a dietilcarbamazina.

Loíase é uma infecção pelo verme filária que ocorre somente em áreas de florestas pluviais da África ocidental e central.

Transmissão de loíase

A loíase é transmitida quando um moscardo africano ou mutuca infectada pica uma pessoa e deposita larvas do verme. As larvas penetram através da ferida da picada e amadurecem em vermes adultos nos tecidos sob a pele (tecidos subcutâneos). Os vermes adultos se movem pelos tecidos sob a pele e sob a membrana mucosa transparente que cobre os olhos. Os vermes adultos podem ter cerca de 3 a 7 cm de comprimento.

Os vermes adultos produzem larvas de vermes imaturos (chamadas microfilárias) que circulam na corrente sanguínea durante o dia e permanecem nos pulmões à noite. A infecção se dissemina quando a pessoa infectada é picada por uma mosca durante o dia, quando as microfilárias estão na corrente sanguínea. Depois, o inseto transmite as larvas do verme ao picar outra pessoa.

Sintomas

A maioria das pessoas com loíase não apresenta sintomas.

Surgem inchaços pruriginosos (edemas de Calabar) principalmente nos braços e nas pernas, mas eles podem surgir em qualquer parte do corpo. Eles são considerados uma reação alérgica a substâncias liberadas pelos vermes durante sua migração. Os inchaços duram geralmente de um a três dias em moradores de áreas infectadas, mas em pessoas que viajam para essas áreas os inchaços podem ocorrer mais vezes e ser mais graves.

O movimento dos vermes adultos pelo olho pode ser desconfortável e fazer com que os olhos cocem ou fiquem irritados. Mas geralmente ele não causa dano permanente.

Às vezes, a loíase afeta o coração, os rins ou o cérebro, mas os sintomas são geralmente leves. A urina pode conter mais proteína que o normal e um pouco de sangue.

Diagnóstico

  • Exame ou análise de uma amostra de sangue

  • Observação de vermes se movimentando pela conjuntiva do olho

  • Identificação de vermes retirados do olho ou da pele

Os médicos suspeitam de loíase em pessoas que têm sintomas típicos se elas tiverem viajado para áreas da África ocidental e central em que ocorre a infecção ou emigrado de lá.

Os médicos diagnosticam loíase quando identificam microfilárias em uma amostra de sangue analisada ao microscópio. A amostra é coletada entre 10h00 e 14h00, quando a maioria das microfilárias está na corrente sanguínea.

Ocasionalmente, os médicos diagnosticam loíase quando veem vermes se movimentando pela conjuntiva do olho ou quando identificam vermes retirados do olho ou da pele.

Novos testes diagnósticos podem identificar o material genético (DNA) do parasita em uma amostra de sangue, mas esses testes não estão amplamente disponíveis.

Prevenção

Para viajantes de longa permanência em regiões endêmicas que não tenham sido previamente expostos ao Loa loa ou ao Onchocerca volvulus, a dietilcarbamazina, administrada uma vez por semana, pode ajudar a prevenir a doença.

Para reduzir o número de picadas de moscardos e mutucas, as pessoas podem

  • Usar repelentes contra insetos

  • Usar vestuário que tenha sido saturado com o inseticida permetrina

  • Use camisas de mangas compridas e calças compridas

Como as moscas picam durante o dia, mosquiteiros sobre as camas não ajudam.

Tratamento

  • Dietilcarbamazina

  • Antes de administrar dietilcarbamazina a pessoas com infecções maciças, albendazol ou um procedimento para filtrar o sangue, o que reduz o número de microfilárias e o risco de efeitos colaterais sérios.

O único medicamento que mata microfilárias e vermes adultos é a dietilcarbamazina. Ela é tomada por via oral durante 21 dias. O tratamento pode ter que ser repetido para eliminar a infecção.

A dietilcarbamazina pode ter efeitos colaterais sérios, às vezes fatais, sobretudo se a infecção for grave. Reduzir o número de microfilárias na corrente sanguínea antes de usar a dietilcarbamazina pode reduzir este risco. Assim, antes do tratamento com dietilcarbamazina, os médicos determinam o número de microfilárias no sangue. Quando o número for alto, eles reduzem o número de microfilárias administrando outro medicamento (albendazol) às pessoas ou realizando um procedimento que usa um dispositivo que filtra o sangue (aférese) para retirar as microfilárias. Esta abordagem reduz o risco de efeitos colaterais sérios.

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