Desidratação em crianças

Revisado/Corrigido: modificado out. 2025
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Toda pessoa precisa de água e determinadas substâncias químicas (eletrólitos) para ser saudável. Geralmente, a pessoa ingere líquidos para atender à necessidade, e a sede é um sinal de que a pessoa precisa ingerir mais líquido. Porém, os bebês e crianças muito jovens nem sempre conseguem comunicar que precisam de líquido, sobretudo quando estão doentes.

O que é a desidratação em crianças?

A desidratação significa quanto não há uma quantidade suficiente de água no corpo. Em geral, as crianças se desidratam em decorrência de vômitos ou diarreia (eliminação frequente de fezes soltas e aguadas) e de não consumirem líquidos suficientes para compensar essa perda. A febre piora a desidratação.

  • Vômitos e diarreia podem causar a desidratação

  • Não consumir uma quantidade suficiente de leite durante a amamentação causa a desidratação em bebês

  • A desidratação grave pode fazer com que a criança fique muito doente ou, às vezes, causar a morte

  • A criança desidratada precisa de líquidos e de minerais denominados eletrólitos

  • O leite materno e as soluções de reidratação oral (vendidas em farmácias e mercados de alimentos) contêm o equilíbrio correto de água e eletrólitos

Refrigerantes, sucos e bebidas esportivas não contêm o equilíbrio correto entre água e eletrólitos.

Quais são os sintomas da desidratação?

A criança terá os sintomas relacionados àquilo que está fazendo com que ela fique desidratada, como vômitos abundantes, diarreia ou ambos.

Bebês desidratados precisam receber cuidados médicos imediatamente se:

  • A moleira estiver afundada

  • Os olhos estiverem afundados

  • Não houver lágrimas ao chorar

  • A boca estiver seca

  • Eles não estiverem urinando muito

  • Eles não estiverem tão alertas ou ativos como de costume (letárgico)

A desidratação leve a moderada geralmente causa ressecamento da boca e dos lábios. É possível que a criança esteja sentindo mais sede que o normal e esteja urinando menos que o habitual. É possível que a criança esteja interagindo menos com as pessoas ou esteja menos brincalhona que de costume.

A criança deve ser levada imediatamente ao médico se ela apresentar algum dos sinais de alerta a seguir:

  • Vomitar todos os líquidos que bebe

  • Não apresenta lágrimas

  • Não ter uma quantidade normal de urina ou ter menos fraldas molhadas

  • Ficar simplesmente deitada sem se mexer e parecer estar fraca e cansada

  • Às vezes, tem uma cor azulada na pele e respiração rápida

A desidratação grave pode ser fatal caso não seja tratada rapidamente.

De que maneira o médico trata a desidratação em crianças?

A criança que teve uma quantidade pequena de vômito ou diarreia, mas que não está desidratada, pode continuar a ingerir os líquidos que costuma beber.

A criança desidratada precisa de uma quantidade a mais de líquido que tenha a mistura certa de água e eletrólitos. Água pura, leite, refrigerantes transparentes, suco e bebidas esportivas não têm o equilíbrio certo entre água e eletrólitos.

Quais líquidos devem ser administrados:

  • Leite materno, caso o bebê já esteja sendo amamentado (o leite materno contém eletrólitos e é o melhor líquido para os bebês lactentes)

  • No caso de bebês que não estão amamentando no seio, solução de reidratação oral (uma combinação de água e eletrólitos) que pode ser comprada em pó ou líquido em farmácias ou supermercados. Assim que o bebê tiver passado 12 horas sem vomitar, ele pode então beber fórmula láctea.

  • A criança com mais de um ano de idade pode tentar tomar pequenos goles de sopas ralas, refrigerantes transparentes, gelatina ou sucos diluídos com água em metade da concentração normal, ou picolés. Água pura, suco não diluído ou bebidas esportivas não são ideais para tratar a desidratação em nenhuma idade. A solução de reidratação oral também é uma opção, sobretudo no caso de desidratação leve.

De que maneira os líquidos devem ser administrados:

  • Se a desidratação da criança estiver sendo causada por vômitos, ela deve tomar pequenos goles a cada 10 minutos, seguidos por quantidades cada vez maiores, administradas com mais frequência se ela não vomitar

  • Se a desidratação da criança estiver sendo causada por diarreia, uma quantidade maior de líquidos deve ser administrada com menos frequência; a criança pode também consumir fórmula láctea ou alimentação normal se ela não estiver vomitando

Se a criança estiver gravemente desidratada ou estiver tão mal que não consegue ingerir uma quantidade suficiente de líquido, o médico irá:

  • Administrar líquidos pela veia (por via intravenosa)

  • Administrar líquidos através de um tubo de plástico fino que é inserido através do nariz e garganta da criança até chegar ao estômago

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