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Transfusão de sangue

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Última revisão/alteração completa mar 2018| Última modificação do conteúdo mar 2018
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O sangue transporta oxigênio e nutrientes pelos vasos sanguíneos até os órgãos para mantê-los saudáveis. Sem sangue suficiente, passamos mal e podemos até morrer.

O sangue é formado por diversos tipos de células e por um líquido chamado plasma.

Os diversos tipos de células incluem:

  • Glóbulos vermelhos para transportar oxigênio para os tecidos

  • Glóbulos brancos para combater infecções

  • Plaquetas para ajudar o sangue a coagular, quando sangramos

O plasma é formado principalmente por água. Ele transporta minerais (eletrólitos) e nutrientes para todos os tecidos do corpo. Ele também transporta proteínas úteis que o corpo fabrica, tais como as que ajudam o sangue a coagular ou ajudam a combater infecções. O plasma também recebe produtos residuais vindos dos tecidos e os leva até os rins para serem eliminados pela urina.

O que é uma transfusão de sangue?

Uma transfusão de sangue ocorre quando o sangue doado por outras pessoas é administrado a você por um cateter IV (um tubo na veia).

O que há em uma transfusão de sangue?

Os médicos raramente aplicam transfusões do sangue total. Em geral, os laboratórios separam os diferentes componentes do sangue para que se receba somente o componente necessário. Por exemplo, pode-se receber apenas:

  • Glóbulos vermelhos (o chamado “concentrado de hemácias”)

  • Plaquetas

  • Plasma

Porém, existem diversos tipos sanguíneos. Se for necessária uma transfusão, é preciso que a pessoa receba o sangue compatível com seu tipo sanguíneo.

O que determina o tipo sanguíneo?

Os glóbulos vermelhos têm dois marcadores químicos principais em sua superfície. Os marcadores são designados A e B. O tipo sanguíneo é determinado pelo marcador presente nos glóbulos vermelhos:

  • A: o marcador A está presente

  • B: o marcador B está presente

  • AB: os marcadores A e B estão presentes

  • O: nem o marcador A nem o B estão presentes

Há também um marcador Rh. Se ele estiver presente, o tipo sanguíneo é “positivo” (+). Se o marcador Rh não estiver presente, o tipo sanguíneo é “negativo” (-). Assim, por exemplo, podemos ser do tipo A+ ou A-.

Qual a importância do tipo sanguíneo?

Uma transfusão é mais segura quando se recebe sangue compatível com o próprio tipo sanguíneo. Receber o tipo errado pode ser perigoso e até mesmo fatal.

De onde vem o sangue transfundido?

Um voluntário doa cerca de 450 ml de sangue por vez. O sangue é enviado a um banco de sangue para ser armazenado.

Antes de doar sangue, as pessoas precisam responder a perguntas para garantir que seu sangue seja seguro para ser doado para outras pessoas. São feitas perguntas sobre os países que visitaram e sobre comportamentos que podem colocá-las em risco de certas doenças. Essas doenças incluem infecção pelo vírus da hepatite e pelo HIV. Depois que o sangue é doado, ele é testado para detectar alguns tipos de infecções. Os testes tornam a transfusão de sangue muito segura, embora não possam eliminar todos os possíveis riscos.

Às vezes, é possível doar sangue para si próprio. Por exemplo, se uma pessoa estiver agendada para realizar uma cirurgia que possa envolver muita hemorragia, o médico pode pedir a ela que doe uma ou duas unidades de seu próprio sangue algumas semanas antes da cirurgia. Em seguida, até o dia da cirurgia, ela tomará comprimidos de ferro para ajudar o corpo a fabricar mais sangue. Se ela necessitar de sangue durante a cirurgia, o médico poderá transfundir o próprio sangue que ela doou.

Por que uma pessoa pode precisar de uma transfusão de sangue?

Uma transfusão de sangue pode ser necessária se:

  • A pessoa tiver perdido muito sangue, por exemplo, em consequência de uma lesão ou durante uma cirurgia

  • A pessoa tiver uma doença ou tomou algum medicamento que impede o corpo de fabricar certas células de sangue

Pode ser necessária uma transfusão de plasma se a pessoa estiver com muita hemorragia e precisar das proteínas de coagulação presentes no plasma.

Que problemas podem surgir de uma transfusão de sangue?

Em geral, as transfusões de sangue não causam problemas, pois os profissionais de saúde que estão administrando a transfusão de sangue adotam precauções para manter a pessoa segura. Quando as pessoas têm problemas, a maioria é de natureza leve, mas, eventualmente, podem ser graves.

Os efeitos colaterais mais sérios, mas muito raros, são:

  • Receber excesso de líquido, o que pode causar dificuldade para respirar

  • Danos aos pulmões que podem dificultar a respiração

  • Degradação de glóbulos vermelhos porque o tipo sanguíneo na transfusão não combinou com o do receptor — isso pode fazer com que a urina fique escura e surja uma cor amarelada na parte branca do olho

  • Infecções por vírus ou bactérias presentes no sangue doado

Os efeitos colaterais mais comuns são febre e reações alérgicas.

Febre

  • Pode-se ter febre e calafrios

  • Os médicos prescreverão um medicamento (paracetamol) para aliviar os sintomas

  • Para quaisquer transfusões futuras, eles prescreverão paracetamol antes do início da transfusão

Reações alérgicas

  • Pode-se ter coceira, erupção cutânea, inchaço, tontura, cefaleia, dor no peito, dor nas costas e batimentos cardíacos rápidos

  • Às vezes, a pessoa também pode ter dificuldade para respirar, sibilos ou micção involuntária

  • Os médicos interromperão a transfusão e administrarão um antialérgico para aliviar a coceira e reduzir o inchaço

  • Em quaisquer transfusões futuras, eles poderão filtrar o sangue doado para reduzir a chance de uma reação alérgica

Que precauções de segurança são adotadas durante uma transfusão de sangue?

Antes da transfusão, os profissionais de saúde:

  • Examinarão o sangue do doador para detectar certos organismos que podem causar infecção

  • Misturarão uma gota do sangue do receptor com o sangue do doador para garantir que funcionam bem juntos (compatibilidade cruzada)

  • Inspecionarão as etiquetas nas bolsas de sangue doado para garantir que são as certas

Durante a transfusão, os profissionais de saúde:

  • Observarão a pessoa atentamente durante os primeiros quinze minutos da transfusão, pois é o período mais provável de se ter uma reação alérgica

  • Depois dos primeiros quinze minutos, eles observarão a pessoa frequentemente para poder interromper a transfusão se houver alguma intercorrência

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