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Transplante de intestino delgado

Por

Martin Hertl

, MD, PhD, Rush University Medical Center

Última revisão/alteração completa dez 2018| Última modificação do conteúdo dez 2018
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O transplante do intestino delgado é a remoção do intestino delgado de uma pessoa recentemente falecida e, então, a transferência do intestino delgado, às vezes com outros órgãos, para uma pessoa que não consegue absorver nutrientes suficientes devido a um distúrbio no intestino delgado.

O transplante do intestino delgado pode ser feito quanto os indivíduos não conseguem absorver nutrientes suficientes porque

  • Eles têm uma doença grave que impede que o intestino absorva nutrientes.

  • O intestino tem que ser removido devido a doença ou a lesão.

  • Eles apresentam tumores múltiplos, abscessos crônicos ou outros problemas que bloqueiam o intestino.

  • Os indivíduos precisam se alimentar de forma intravenosa (nutrição parenteral total), mas já não podem mais devido aos problemas, como a falência hepática ou infecções recorrentes.

Transplantes de intestino delgado são realizados com menor frequência, porque existem novos tratamentos e técnicas que tornam os transplantes menos necessários.

Depois de 3 anos, mais de 50% dos transplantes do intestino delgado ainda funcionam, e cerca de 65% dos indivíduos que tiveram um transplante intestinal ainda estão vivos.

Procedimento

O intestino delgado pode ser transplantado isoladamente ou conjuntamente com outros órgãos – fígado, estômago e/ou pâncreas. Estes procedimentos podem ser muito complicados.

Um cirurgião remove a parte doente do intestino delgado do receptor e substitui com uma parte saudável do intestino delgado do doador. Os vasos sanguíneos do receptor e do transplante são conectados e o intestino do doador é conectado ao trato digestivo do receptor.

Parte do intestino delgado transplantado é conectado a uma abertura pela parede abdominal para a pele – chamada ileostomia. Esta abertura permite que o médico monitore como o transplante está funcionando e verifique a existência de problemas. Em geral, a abertura pode ser fechada depois de certo tempo. Enquanto a ileostomia estiver presente, os dejetos do corpo passam por ela para uma bolsa específica.

Complicações

O transplante pode causar várias complicações. Os transplantes intestinais são especialmente propensos à infecção e à rejeição.

Rejeição

A rejeição ocorre, pelo menos, uma vez em cada 30 a 50% das pessoas no primeiro ano após o transplante de intestino delgado. Os sintomas incluem diarreia, febre e cólicas abdominais.

Após o transplante, o médico utiliza um tubo de visualização (endoscópio) para verificar se existem sinais de rejeição no intestino. Este exame é feito com frequência, inicialmente até uma vez por semana. Depois o exame é feito em um intervalo semanal e, mais adiante, mensal.

Doença do enxerto contra o hospedeiro

Visto que o intestino delgado contém uma grande quantidade de tecido linfático, o novo tecido intestinal pode produzir células que atacam as células do receptor, causando a doença do enxerto contra o hospedeiro.

Outras complicações

Às vezes, o novo tecido intestinal desenvolve problemas com os vasos sanguíneos e, portanto, carece de uma irrigação sanguínea adequada. O tecido precisa ser cirurgicamente removido. As pessoas também podem acabar desenvolvendo linfoma.

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