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Alergias sazonais

(Febre do feno; rinite alérgica)

Por

Peter J. Delves

, PhD, University College London, London, UK

Última revisão/alteração completa jul 2019| Última modificação do conteúdo jul 2019
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As alergias sazonais são produzidas pela exposição a substâncias suspensas no ar (como o pólen) que aparecem apenas durante determinadas épocas do ano.

  • As alergias sazonais causam coceira na pele, corrimento nasal, espirros e, às vezes, lacrimejamento, coceira e vermelhidão nos olhos.

  • O médico geralmente pode diagnosticar essas alergias quando se desenvolvem sintomas típicos (como corrimento e prurido nasal e prurido nos olhos) durante uma estação específica.

  • Sprays nasais de corticosteroides, anti-histamínicos e descongestionantes ajudam a aliviar os sintomas.

As alergias sazonais (comumente designadas febre do feno) são frequentes. Surgem apenas durante determinadas épocas do ano - especialmente na primavera, no verão ou no outono - dependendo da substância à qual a pessoa é alérgica. Os sintomas envolvem principalmente a mucosa nasal, causando rinite alérgica, ou a membrana que reveste as pálpebras e cobre a parte branca dos olhos (conjuntiva), causando conjuntivite alérgica.

O termo febre do feno é um pouco enganoso, já que os sintomas não surgem unicamente no verão, quando tradicionalmente se recolhe o feno, e nunca incluem febre. A febre do feno é, geralmente, uma reação ao pólen e às gramas. Os pólens que provocam a febre do feno variam de acordo com a estação:

  • Primavera: Normalmente árvores (como o carvalho, o olmo, o bordo, o amieiro, a bétula, o zimbro e a oliveira)

  • Verão: Gramas (como bermuda, rabo-de-gato, vernal doce, pomar e Johnson) e ervas (como o cardo russo e a língua de ovelha)

  • Outono: Erva-de-santiago

As estações do pólen variam de acordo com o país e a região. No oeste dos Estados Unidos, o cedro de montanha (zimbro) é uma das principais fontes de pólen de árvores desde o mês de dezembro até o mês de março. Nas regiões áridas do sudoeste, as gramas polinizam durante muito mais tempo e, no outono, o pólen de outras ervas, como a artemísia e o cardo russo, podem causar febre do feno. As pessoas podem reagir a um ou mais pólens, assim, a época de alergia da pessoa pode durar desde o início da primavera até ao fim do outono. A alergia sazonal também é provocada por esporos de fungos, que podem ser transportados pelo ar durante períodos de tempo bastante prolongados na primavera, verão e outono.

Pode ocorrer conjuntivite alérgica quando algumas substâncias suspensas no ar, como o pólen, entram em contato direto com os olhos.

Sintomas

A febre do feno pode provocar coceira no nariz, no céu da boca, na parte posterior da garganta e nos olhos. O prurido pode começar de forma gradual ou súbita. O nariz escorre, produzindo uma secreção aquosa transparente, e pode ficar obstruído. Nas crianças, a obstrução nasal pode levar a uma otite. O revestimento do nariz pode inchar e adquirir uma cor vermelha azulada.

Os seios paranasais também podem ficar obstruídos, provocando dores de cabeça e, ocasionalmente, sinusite. Os espirros são frequentes.

Os olhos se umedecem e coçam, por vezes profusamente. A parte branca dos olhos pode ficar avermelhada e as pálpebras podem inchar e apresentar vermelhidão. O uso de lentes de contato pode irritar ainda mais os olhos.

Outros sintomas incluem tosse e sibilos (especialmente em pessoas que também têm asma) e, às vezes, irritabilidade e dificuldade para dormir.

A gravidade dos sintomas varia de acordo com as estações.

Muitas pessoas com rinite alérgica também sofrem de asma (que provoca sibilos), possivelmente causada pelos mesmos alérgenos que causam rinite alérgica e conjuntivite.

Diagnóstico

  • Avaliação de um médico

  • Às vezes, um teste cutâneo ou um teste de imunoglobulina específico para o alérgeno

O diagnóstico de alergias sazonais baseia-se nos sintomas e nas circunstâncias em que ocorrem, ou seja, se ocorrem apenas durante determinadas estações. Essa informação também pode ajudar o médico a identificar o alérgeno.

Normalmente, não é necessário realizar exames, mas ocasionalmente a secreção nasal é examinada para avaliar se contém eosinófilos (um tipo de leucócito produzido em grande quantidade durante uma reação alérgica).

Teste de alergia

Os testes cutâneos (prick test) podem ser úteis para confirmar o diagnóstico e identificar o alérgeno. Para estes testes, coloca-se sobre a pele uma gota de cada extrato e, em seguida, pica-se a pele com uma agulha. Os médicos então verificam se ocorre uma reação de pápula (um edema pálido, levemente elevado, circundado por uma área vermelha)

Se os resultados do teste cutâneo não forem claros, realiza-se um teste de imunoglobulina (IgE) específico para o alérgeno. Para este teste, uma amostra de sangue é colhida e testada.

Tratamento

  • Sprays nasais com corticosteroides

  • Anti-histamínicos

  • Descongestionantes

  • Colírio

  • Imunoterapia com alérgenos

Sintomas nasais

Um spray nasal com corticosteroide é geralmente bastante eficaz e é usado primeiro. A maioria destes sprays tem poucos efeitos colaterais, embora possam provocar sangramento nasal e dor no nariz.

É possível usar um anti-histamínico, por via oral ou como spray nasal em vez de ou conjuntamente com um spray nasal com corticosteroide. Os anti-histamínicos são frequentemente usados com um descongestionante administrado por via oral, como a pseudoefedrina.

Muitas combinações de descongestionantes com anti-histamínicos encontram-se disponíveis, sem prescrição, como dose única. No entanto, as pessoas com hipertensão arterial não devem tomar descongestionantes, a menos que o médico os recomende e vigie o seu uso. Além disso, pessoas que tomam inibidores da monoaminoxidase (um tipo de antidepressivo), não podem tomar um produto que combine um anti-histamínico com um descongestionante.

Os anti-histamínicos podem ter efeitos colaterais, especialmente efeitos anticolinérgicos. Esses efeitos incluem sonolência, boca seca, visão turva, constipação, dificuldade na micção, confusão e tonturas.

Também há descongestionantes disponíveis sem prescrição, na forma de gotas ou sprays nasais. Estes não devem ser usados por mais que alguns dias de cada vez, pois seu uso contínuo por uma semana ou mais pode piorar ou prolongar a congestão nasal - o efeito rebote - e podem até resultar em congestão crônica.

Os efeitos colaterais tendem a diminuir e ser menos severos com sprays nasais do que com fármacos orais.

Às vezes, outros fármacos são úteis. A cromolina em forma de spray nasal está disponível com prescrição e pode ajudar a aliviar o corrimento nasal. Para ser eficaz, deve ser usado regularmente. A azelastina (um anti-histamínico) e o ipratrópio, ambos disponíveis na forma de spray nasal com prescrição, podem ser eficazes. No entanto, esses fármacos podem provocar efeitos anticolinérgicos semelhantes aos dos anti-histamínicos ingeridos por via oral, especialmente a sonolência.

Montelucaste, um modificador dos leucotrienos disponível com prescrição, reduz a inflamação e ajuda a aliviar a coriza. Porém, a melhor de maneira de utilizá-lo ainda não foi estabelecida.

A limpeza regular dos seios paranasais com água morna e soro fisiológico pode ajudar a soltar e lavar o muco e a hidratar o revestimento nasal. Essa técnica é denominada irrigação dos seios paranasais.

Quando esses tratamentos são ineficazes, um corticosteroide pode ser administrado por via oral ou pode ser injetado durante um curto período de tempo (em geral, durante menos de 10 dias). Se forem administrados por via oral ou injetados durante muito tempo, os corticosteroides podem provocar efeitos colaterais graves.

Sintomas oculares

A limpeza dos olhos com soluções oculares simples (como as lágrimas artificiais) pode ajudar a reduzir a irritação. Deve ser evitada qualquer substância que possa estar provocando a reação alérgica. Durante os episódios de conjuntivite não devem ser utilizadas lentes de contato.

Colírios que contêm anti-histamínicos e um fármaco que causa a contração dos vasos sanguíneos (um vasoconstritor) são muitas vezes eficazes. Estes colírios estão disponíveis sem prescrição. Entretanto, podem ser menos eficazes e ter mais efeitos colaterais do que os colírios vendidos sob prescrição.

Os colírios que contêm cromolina, disponível com prescrição médica, são mais utilizados para evitar a conjuntivite alérgica do que propriamente aliviá-la. Podem ser utilizados quando se antecipa uma exposição ao alérgeno.

Se os sintomas forem muito graves, podem ser utilizados colírios que contenham corticosteroides, disponíveis com prescrição. Durante o tratamento com colírio de corticosteroides, os olhos devem ser avaliados regularmente por um oftalmologista para verificar o aumento da pressão e infecção.

Anti-histamínicos tomados por via oral (como fexofenadina) também podem ser úteis, especialmente quando outras áreas do corpo (como ouvidos, nariz ou garganta) são afetados por alergias.

Imunoterapia com alérgenos (dessensibilização)

Se outros tratamentos forem ineficazes, a imunoterapia com alérgenos pode ser benéfica.

A imunoterapia é necessária nas seguintes situações:

  • Quando os sintomas são graves

  • Quando o alérgeno não pode ser evitado

  • Quando os fármacos normalmente usados para tratar a rinite alérgica ou a conjuntivite não controlam os sintomas

A imunoterapia alergênica para a febre do feno deve ser iniciada após a estação do pólen a fim de preparar a pessoa para a estação seguinte. A imunoterapia tem mais efeitos colaterais quando é iniciada durante a estação do pólen, porque os alérgenos já estimularam o sistema imunológico. A imunoterapia é mais eficaz quando realizada durante o ano todo.

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