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Tumores dos dutos biliares e da vesícula biliar

Por

Christina C. Lindenmeyer

, MD, Cleveland Clinic

Última revisão/alteração completa abr 2020| Última modificação do conteúdo abr 2020
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Tumores, tanto malignos quanto benignos, dentro dos dutos biliares ou da vesícula biliar são raros.

  • A ultrassonografia pode geralmente detectar um tumor nos dutos biliares ou vesícula biliar.

  • Esses cânceres são geralmente fatais, mas os sintomas podem ser tratados.

A bile é um líquido que é produzido pelo fígado e ajuda na digestão. A bile é transportada em pequenos tubos (canais biliares) através do fígado e, em seguida, do fígado para a vesícula biliar e para o intestino delgado. A vesícula biliar é um órgão pequeno em forma de pera, localizado por baixo do fígado, que armazena a bile e a libera quando necessário. (Consulte também Considerações gerais sobre distúrbios da vesícula biliar e dutos biliares.)

O câncer dos dutos biliares (colangiocarcinoma) é raro. Ele pode se originar em qualquer local dos dutos biliares, especialmente naqueles fora do fígado. Ser mais velho ou ter colangite esclerosante primária aumenta o risco de desenvolver este câncer.

O câncer da vesícula biliar também é raro. Quase todas as pessoas com câncer da vesícula biliar apresentam cálculos biliares. Muitas pessoas vivem somente poucos meses após o desenvolvimento do câncer. Este câncer é mais comum em índios americanos, pessoas com grandes cálculos biliares e pessoas com cicatrização extensiva da vesícula biliar, que pode ser secundária a colecistite crônica grave.

Os pólipos, que são crescimentos não cancerosos (benignos) do tecido, podem se desenvolver na vesícula biliar. Eles raramente causam sintomas ou necessitam de tratamento. Eles são encontrados em cerca de 5% das pessoas durante a ultrassonografia.

Às vezes, os cânceres podem bloquear o fluxo da bile, mas a maioria das obstruções é causada por cálculos biliares. Menos frequentemente, o câncer pode se espalhar (tumores metastáticos) de outros locais do corpo para estruturas adjacentes ou linfonodos próximos, provocando obstrução. Tumores não cancerosos nos dutos biliares também provocam obstruções.

Sintomas

Os sintomas iniciais incluem:

  • Agravamento da icterícia (cor amarelada da pele e da parte branca dos olhos)

  • Desconforto abdominal

  • Perda de apetite

  • Perda de peso

  • Coceira

Os sintomas agravam-se de forma gradual. A dor abdominal pode se tornar cada vez mais grave e constante. A dor é geralmente provocada por obstrução dos dutos biliares. As fezes podem ficar esbranquiçadas. As pessoas se sentem cansadas e desconfortáveis. Elas podem sentir uma massa no abdômen.

O câncer da vesícula biliar causa sintomas semelhantes.

A maioria dos pólipos da vesícula biliar não causam sintomas.

Diagnóstico

  • Ultrassonografia, seguida por outros exames de imagem

  • Algumas vezes a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) ou a coleta de uma amostra de tecido

Os médicos suspeitam de câncer nos dutos biliares ou na vesícula biliar quando um duto biliar fica bloqueado e nenhuma outra causa é identificada. Há suspeita de câncer nos canais biliares especialmente em pessoas com colangite esclerosante primária (CEP). Em pessoas com CEP, exames de sangue são feitos periodicamente para medir substâncias secretadas por tumores (marcadores tumorais) e verificar o desenvolvimento deste câncer.

O diagnóstico é confirmado por exames de imagem. Geralmente, a ultrassonografia é o primeiro exame. Às vezes, uma tomografia computadorizada (TC) é realizada, mas com frequência os resultados são inconclusivos. Em geral, é necessária a realização de uma colangiografia por TC (TC dos dutos biliares realizada após a injeção de contraste radiopaco na veia) ou colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM).

Se os resultados dos exames de imagem forem inconclusivos, uma colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) é realizada. Neste procedimento, um tubo de visualização flexível (endoscópio) é introduzido pela boca descendo até o intestino delgado. Um tubo fino (cateter) é introduzido através do endoscópio e um agente de contraste radiopaco, visível nas radiografias, é injetado pelo cateter nos dutos biliares. Em seguida, são realizadas radiografias para detectar quaisquer anormalidades. Este procedimento permite que os médicos registrem imagens e colham uma amostra de tecido para exame ao microscópico ( Entendendo a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica).

Se esses exames sugerirem um tumor, mas não forem conclusivos, os médicos retiram uma amostra de tecido com uma agulha fina inserida na pele até a área suspeita de estar anormal. A ultrassonografia ou a TC é usada para guiar a agulha.

Para determinar a extensão do câncer, os médicos podem ter que fazer uma cirurgia para examinar a área diretamente (um procedimento denominado laparotomia diagnóstica ou laparotomia a céu aberto).

Tratamento

  • Inserção de stents nos dutos biliares bloqueados

  • Algumas vezes cirurgia para remover o tumor

A maioria dos cânceres de dutos biliares e da vesícula biliar é fatal, mas o tratamento pode ajudar a controlar os sintomas.

Os tubos (stents) inseridos em um duto permitem que a bile flua, desviando da obstrução. Esse procedimento ajuda a controlar a dor e aliviar a coceira. Os stents podem ser inseridos durante a CPRE.

A cirurgia para remover os tumores cancerosos pode ser feita, mas normalmente eles não são completamente removidos. A quimioterapia e a radioterapia para o colangiocarcinoma estão sendo estudadas. Se os tumores se propagaram a partir outras partes do corpo (tumores metastáticos), a quimioterapia pode proporcionar algum alívio dos sintomas, mas não aumenta consideravelmente a sobrevida.

Um câncer de vesícula biliar descoberto bem no início, durante a cirurgia de cálculos biliares, pode ser curado com a remoção da vesícula biliar.

Se o câncer nos canais biliares for limitado à parte inferior do fígado (onde os canais biliares fora do fígado encontram os canais biliares dentro do fígado), um transplante de fígado pode ser uma opção para a cura.

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