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Diabetes insipidus nefrogênico

Por

L. Aimee Hechanova

, MD, Texas Tech University

Última revisão/alteração completa fev 2019| Última modificação do conteúdo fev 2019
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No diabetes insipidus nefrogênico, os rins produzem um grande volume de urina diluída porque os túbulos renais não respondem à vasopressina (hormônio antidiurético) e são incapazes de reabsorver a água filtrada para o organismo.

  • Frequentemente, o diabetes insipidus é hereditário, mas pode ser causado por medicamentos ou distúrbios que afetam os rins.

  • Os sintomas incluem sede excessiva e excreção de grandes quantidades de urina.

  • O diagnóstico de diabetes insipidus nefrogênico se baseia em exames de sangue e urina.

  • Tomar quantidades maiores de água ajuda a evitar desidratação.

  • Para tratar o diabetes insipidus nefrogênico, as pessoas restringem o sal em sua dieta e, algumas vezes, tomam medicamentos que reduzem a quantidade de urina excretada.

Tanto o diabetes insipidus como o diabetes mellitus, o tipo de diabetes mais conhecido, resultam na eliminação de grandes volumes de urina. No entanto, os dois tipos de diabetes são bastante diferentes.

Existem dois tipos de diabetes insipidus:

  • No diabetes insipidus nefrogênico, os rins não respondem à vasopressina (hormônio antidiurético), de modo que continuam a excretar uma grande quantidade de urina diluída.

  • No diabetes insipidus central, que é mais comum, a glândula hipófise não secreta vasopressina.

Você sabia que...

  • O diabetes insipidus nefrogênico e o diabetes mellitus são muito diferentes, exceto que ambos fazem as pessoas excretar grandes quantidades de urina.

Causas

Normalmente, os rins ajustam a concentração e a quantidade de urina de acordo com as necessidades do corpo. Os rins realizam esse ajuste na resposta ao nível de vasopressina no sangue. A vasopressina, que é secretada pela glândula hipófise, sinaliza aos rins para conservar a água e concentrar a urina. No diabetes insipidus nefrogênico, os rins não respondem ao sinal.

O diabetes insipidus nefrogênico pode ser

  • Hereditários

  • Adquirida

Diabetes insipidus nefrogênico hereditário

No diabetes insipidus nefrogênico hereditário, o gene que tipicamente causa o distúrbio é recessivo e transportado no cromossomo X, um dos dois cromossomos sexuais, de forma que normalmente somente os homens desenvolvem os sintomas. No entanto, as mulheres portadoras do gene podem transmitir a doença aos seus filhos. Raramente outro gene anormal pode causar diabetes insipidus nefrogênicos em homens e mulheres.

Diabetes insipidus nefrogênico adquirido

Na forma adquirida, o diabetes insipidus nefrogênico pode ser causado por certos medicamentos que bloqueiam a ação da vasopressina, como o lítio.

O diabetes insipidus nefrogênico também pode ocorrer se o rim for afetado por distúrbios, como doença renal policística, anemia falciforme, rim espongiomedular, infecções (pielonefrite) graves, amiloidose, síndrome de Sjögren e certos cânceres (por exemplo, sarcoma ou mieloma).

Além disso, níveis elevados de cálcio ou níveis baixos de potássio no sangue, especialmente se persistirem, bloqueiam parcialmente a ação da vasopressina.

A causa é, às vezes, desconhecida.

Sintomas

Os sintomas do diabetes insipidus nefrogênico são

  • Sede excessiva (polidipsia)

  • Excreção de grandes volumes de urina diluída (poliúria)

As pessoas podem eliminar 3 a 20 litros (1 a 6 galões) de urina por dia.

Quando o diabetes insipidus nefrogênico é hereditário, os sintomas normalmente começam logo após o nascimento. Visto que os lactentes não conseguem queixar-se de sede, podem ficar muito desidratados. Podem apresentar febre acompanhada de vômitos e convulsões.

Idosos com demência também são mais propensos a desenvolver desidratação, pois eles também podem não ser capazes de indicar que estão com sede.

Diagnóstico

  • Exames de sangue

  • Exames de urina

Os exames laboratoriais revelam altos níveis de sódio no sangue e urina muito diluída. O médico pode utilizar um teste de privação de águapara ajudar a fazer o diagnóstico.

Prognóstico

O prognóstico é positivo se o diabetes insipidus nefrogênico for diagnosticado antes da pessoa sofrer episódios graves de desidratação.

Com tratamento adequado, é provável que um lactente com esse distúrbio tenha desenvolvimento normal. Entretanto, se o diabetes insipidus nefrogênico hereditário não for diagnosticado e tratado com rapidez, o cérebro pode ser lesionado, causando uma deficiência intelectual permanente no lactente. Os episódios frequentes de desidratação também podem atrasar o seu desenvolvimento físico.

Nos casos em que o distúrbio não é herdado, a correção da anormalidade subjacente ajuda a função renal a voltar ao normal.

Tratamento

  • Quantidades adequadas de água para beber

  • Dieta e medicamentos para diminuir o volume de urina

Para prevenir a desidratação, as pessoas que sofrem de diabetes insipidus nefrogênico devem beber sempre quantidades suficientes de água assim que sentirem sede. Lactentes, crianças pequenas e idosos muito doentes devem receber água com frequência. É provável que as pessoas que bebem água suficiente não desidratem, mas várias horas sem beber água pode provocar desidratação séria.

Pode ser útil fazer uma alimentação com pouco sal e poucas proteínas.

Por vezes, são utilizados medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e diuréticos tiazídicos para tratar este distúrbio. Os AINEs e os diuréticos tiazídicos atuam por meio de mecanismos diferentes para aumentar as quantidades de sódio e água que são reabsorvidos pelo rim. Essas alterações diminuem o volume de urina.

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