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Displasia fibromuscular

Por

Koon K. Teo

, MBBCh, PhD, McMaster University, Hamilton, Ontario, Canada

Última revisão/alteração completa jul 2019| Última modificação do conteúdo jul 2019
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A displasia fibromuscular é o espessamento anormal das paredes das artérias que não está relacionado a aterosclerose ou inflamação, mas causa estreitamento ou bloqueio da artéria.

Displasia fibromuscular é um tipo de vasculopatia periférica oclusiva.

A displasia fibromuscular geralmente ocorre em mulheres entre 40 e 60 anos de idade. Desconhece-se a causa. Entretanto, pode haver um componente genético, e o tabagismo pode ser um fator de risco. A displasia fibromuscular é mais comum entre pessoas com certos distúrbios do tecido conjuntivo (por exemplo, síndrome de Ehlers-Danlos, necrose cística da camada média [uma doença na qual as paredes da aorta degeneram], nefrite hereditária ou neurofibromatose).

A displasia fibromuscular pode afetar as artérias que suprem os rins (artérias renais), o cérebro (artérias carótidas e intracranianas), o estômago e o intestino (artérias intra-abdominais, como as artérias celíaca e mesentérica) ou as artérias que se ramificam na parte inferior da aorta para suprir as pernas (artérias ilíacas externas). As pessoas podem ter displasia fibromuscular em mais de uma artéria.

A displasia fibromuscular geralmente não causa sintomas, independentemente da localização. Os sintomas, quando presentes, variam por localização.

  • Artérias das pernas: dores, câimbras ou sensação de cansaço nos músculos da perna (claudicação), sons incomuns auscultados com estetoscópio e causados pelo sangue correndo pela artéria espessada (sopros) e diminuições das pulsações na veia femoral

  • Artérias renais: Hipertensão arterial

  • Artérias carótidas: sintomas de ataque isquêmico transitório ou acidente vascular cerebral (como dificuldade para falar, fraqueza muscular, paralisia em um lado do corpo, problemas de visão)

  • Artérias intracranianas: sintomas semelhantes aos de um aneurisma cerebral (como dores de cabeça, dor acima e atrás dos olhos, dormência, fraqueza, paralisia em um lado do corpo, problemas de visão)

  • Artérias intra-abdominais: vômito ou dor abdominal (rara)

A ultrassonografia pode sugerir o diagnóstico, mas, para confirmá-lo, é feita uma angiografia.

Tratamento

  • Angioplastia, cirurgia ou reparo do aneurisma

O tratamento varia de acordo com a localização. Ele pode envolver angioplastia, cirurgia de revascularização ou reparo do aneurisma.

É importante parar de fumar.

Como a aterosclerose também bloqueia as artérias, as pessoas com displasia fibromuscular e fatores de risco para aterosclerose (como hipertensão arterial, altos níveis de colesterol no sangue e diabetes) também podem precisar de tratamento desses distúrbios.

Cirurgia de revascularização na perna

Uma cirurgia de revascularização pode ser feita para tratar artérias que estão estreitadas ou bloqueadas. Nesse procedimento, o sangue é redirecionado e passa a contornar a artéria afetada — por exemplo, em torno de parte da artéria femoral na coxa ou parte da artéria poplítea no joelho. Um enxerto consistindo de um tubo feito de material sintético ou de parte de uma veia de outra região do corpo é ligado à artéria obstruída acima e abaixo da obstrução.

Cirurgia de revascularização na perna

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