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Tratamento medicamentoso da doença arterial coronariana

Por

Ranya N. Sweis

, MD, MS, Northwestern University Feinberg School of Medicine;


Arif Jivan

, MD, PhD, Northwestern University Feinberg School of Medicine

Última revisão/alteração completa abr 2019| Última modificação do conteúdo abr 2019
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O músculo cardíaco precisa de um fornecimento constante de sangue rico em oxigênio. As artérias coronarianas, que se ramificam da aorta assim que esta sai do coração, fornecem esse sangue. A doença arterial coronariana, que estreita uma ou mais dessas artérias, pode bloquear o fluxo de sangue causando dor no peito (angina) ou uma síndrome coronariana aguda (consulte também Considerações gerais sobre a doença arterial coronariana).

Em uma síndrome coronariana aguda, o bloqueio repentino em uma artéria coronariana reduz extremamente ou interrompe o fornecimento de sangue a uma área do músculo cardíaco (miocárdio). A falta de fornecimento de sangue a qualquer tecido é denominada isquemia. Se o fornecimento for reduzido extremamente ou cortado por mais de alguns minutos, o tecido cardíaco morre. Um ataque cardíaco, também denominado infarto do miocárdio (IM), é a morte do tecido cardíaco devido a isquemia.

Há muitos motivos diferentes para os médicos prescreverem medicamentos a pessoas com doença arterial coronariana:

  • Aliviar a dor no peito reduzindo a carga de trabalho do coração e dilatando as artérias (nitratos)

  • Prevenir a ocorrência de angina e sintomas coronarianos agudos (betabloqueadores, bloqueadores do canal de cálcio e, às vezes, ranolazina)

  • Prevenir e reverter o estreitamento da artéria coronariana decorrente de aterosclerose (inibidores da enzima conversora de angiotensina [ECA], bloqueadores dos receptores de angiotensina II [BRAs], estatinas e medicamentos antiplaquetários)

  • Desobstruir uma artéria bloqueada (medicamentos para dissolução de coágulos, anticoagulantes)

Nitratos

A maioria das pessoas recebe nitroglicerina, que alivia a dor através da redução da carga de trabalho do coração, possivelmente por dilatar as artérias. Normalmente, ela é administrada sob a língua primeiramente e, em seguida, por via intravenosa.

Morfina

A maioria das pessoas que tiveram um ataque cardíaco está enfrentando um grave desconforto e ansiedade. A morfina tem um efeito calmante e reduz a carga de trabalho do coração. Ela é administrada quando a nitroglicerina não puder ser utilizada ou não for eficaz; no entanto, dados recentes sugerem que ela pode interagir com medicamentos antiplaquetários e reduzir a eficácia destes.

Betabloqueadores

Como diminuir a carga de trabalho do coração também ajuda a reduzir a lesão tecidual, geralmente é administrado um betabloqueador para reduzir o ritmo cardíaco. Isso permite que o coração a trabalhe com menos esforço e reduz a área de tecido lesionado.

Bloqueadores dos canais de cálcio

Bloqueadores dos canais de cálcio evitam que os vasos sanguíneos se estreitem (constrição) e podem reverter espasmo da artéria coronariana. Todos os bloqueadores dos canais de cálcio reduzem a pressão arterial. Alguns desses medicamentos, como o verapamil e diltiazem, também podem reduzir a frequência cardíaca. Esse efeito pode ser útil para muitas pessoas, especialmente para aquelas que não podem tomar betabloqueadores ou que não sentem alívio suficiente com nitratos.

Ranolazina

Ranolazina é um medicamento usado para tratar angina em pessoas que continuam a ter sintomas apesar de tomarem todas as demais terapias antianginosas. Ela pode ser mais eficaz em mulheres do que em homens.

Inibidores da enzima conversora de angiotensina e bloqueadores dos receptores da angiotensina II

Os inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA) e os bloqueadores dos receptores da angiotensina II (BRAs) podem reduzir o aumento do coração e aumentar a chance de sobrevida para muitas pessoas. Portanto, esses medicamentos são administrados geralmente nos primeiros dias após um ataque cardíaco e prescritos por tempo indeterminado.

Estatinas

As estatinas têm sido muito utilizadas para ajudar a prevenir a doença arterial coronariana, mas os médicos descobriram recentemente que elas também têm benefício de curto prazo para as pessoas com síndrome coronariana aguda. Os médicos administram uma estatina para pessoas que ainda não estão tomando uma.

Medicamentos antiplaquetários

As pessoas que acreditam que podem estar tendo um ataque cardíaco deve mastigar uma aspirina imediatamente após chamar uma ambulância. Se a aspirina não for tomada em casa ou administrada pelo pessoal de emergência, ela é administrada imediatamente no hospital. Esta terapia melhora as chances de sobrevivência pela redução do tamanho do coágulo (se presente) na artéria coronariana. As pessoas também podem receber outros tipos de medicamentos antiplaquetários como clopidogrel, ticlopidina ou ticagrelor tomados por via oral, ou inibidores da glicoproteína IIb/IIIa administrados por veia (via intravenosa).

Medicamentos para dissolução de coágulos

Os medicamentos para dissolução de coágulos (fármacos trombolíticos) são administrados por via intravenosa para abrir as artérias se não puderem ser realizadas intervenções coronarianas percutâneas em 90 minutos depois que a pessoa chegar no hospital.

Anticoagulantes

A maioria das pessoas também recebem um medicamento anticoagulante, como heparina, para ajudar a prevenir a formação de coágulos sanguíneos adicionais.

Muitas vezes, oxigênio é administrado através de tubos nasais ou uma máscara facial. Fornecer mais oxigênio ao coração ajuda a manter a lesão do tecido cardíaco em um nível mínimo.

Tabela
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Medicamentos usados ​​para tratar doença arterial coronariana*

Exemplos

Alguns efeitos colaterais

Comentários

Inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA)

Benazepril

Captopril

Enalapril

Fosinopril

Lisinopril

Moexipril

Perindopril

Quinapril

Ramipril

Trandolapril

Tosse, geralmente seca e metálica

Erupção cutânea

Raramente, uma reação alérgica grave (angioedema)

Possivelmente, piora da função renal, quando as pessoas já têm doença renal ou quando a artéria de um dos rins está muito estreitada

Esses medicamentos baixam a pressão arterial, tratam a insuficiência cardíaca e previnem lesões renais em pessoas com hipertensão arterial ou diabetes. Eles também beneficiam pessoas que tiveram ataques cardíacos.

As pessoas que têm hipertensão arterial, insuficiência cardíaca ou ataques cardíacos prévios e que são tratados com um inibidor da ECA vivem mais do que as pessoas que não tomam um inibidor da ECA.

Bloqueadores dos receptores da angiotensina II

Candesartana

Eprosartana

Irbesartana

Losartana

Olmesartana

Telmisartana

Valsartana

Similar aos inibidores da ECA, mas tosse é muito menos comum

Esses medicamentos têm efeitos e benefícios equivalentes aos de inibidores da ECA. Em pessoas com hipertensão ou insuficiência cardíaca grave, esses medicamentos podem ser utilizados em combinação com um inibidor da ECA.

Outros medicamentos

Ranolazina

Tontura, dor de cabeça, constipação e enjoo

Este medicamento é usado para tratar pessoas que continuam a ter sintomas de angina apesar do tratamento com outros medicamentos.

Este medicamento pode ser mais eficaz em mulheres do que em homens.

Anticoagulantes

Argatrobana

Bivalirrudina

Dalteparina

Enoxaparina

Fondaparinux

Heparina

Tinzaparina

Varfarina

Sangramento, especialmente quando usado com outros medicamentos que têm um efeito semelhante (como a aspirina e outros medicamentos anti-inflamatórios não esteroides)

Esses medicamentos impedem a coagulação do sangue. Eles são usados ​​para tratar pessoas que têm angina instável ou que tiveram um ataque cardíaco.

Medicamentos antiplaquetários

Aspirina

Clopidogrel

Prasugrel

Ticagrelor

Ticlopidina

Sangramento, especialmente quando usado com outros medicamentos que têm um efeito semelhante (como anticoagulantes)

Com aspirina, irritação do estômago

Com ticlopidina e menos com clopidogrel, pequeno risco de redução do número de leucócitos

Esses medicamentos impedem que as plaquetas se aglomerem e a formação de coágulos sanguíneos. Eles também reduzem o risco de um ataque cardíaco. Eles são usados ​​para tratar pessoas que têm angina estável ou instável ou que tiveram um ataque cardíaco.

A aspirina é tomada assim que houver suspeita de um ataque cardíaco. Pessoas com alergia a aspirina podem tomar clopidogrel ou ticlopidina como alternativa.

Betabloqueadores

Acebutolol

Atenolol

Bisoprolol

Carvedilol

Metoprolol

Espasmo das vias aéreas (broncoespasmo)

Frequência cardíaca anormalmente lenta (bradicardia)

Insuficiência cardíaca

Mãos e pés frios

Insônia

Fadiga

Falta de ar

Depressão

Síndrome de Raynaud

Sonhos vívidos

Alucinações

Disfunção sexual

Com muitos betabloqueadores, um aumento do nível de triglicérides e uma diminuição no nível de HDL

Esses medicamentos reduzem a carga de trabalho do coração e o risco de um ataque cardíaco e morte súbita. Eles são usados ​​para tratar pessoas que têm angina estável ou instável ou síndrome X ou que tiveram um ataque cardíaco.

Bloqueadores dos canais de cálcio

Anlodipino

Diltiazem

Felodipino

Nifedipino (de liberação sustentada apenas)

Verapamil

Tontura

Acúmulo de líquidos (edema) nos tornozelos

Rubor

Dor de cabeça

Azia

Gengivas inchadas

Ritmos cardíacos anormais (arritmias)

Com verapamil, constipação

Com bloqueadores dos canais de cálcio de ação rápida, mas não de ação prolongada, possível aumento do risco de morte por ataque cardíaco, especialmente em pessoas que têm angina instável ou que tiveram um ataque cardíaco recentemente

Esses medicamentos evitam que vasos sanguíneos sofram estreitamento e podem reverter espasmo da artéria. Diltiazem e verapamil reduzem a frequência cardíaca. Os bloqueadores dos canais de cálcio são usados ​​para tratar pessoas que têm angina estável.

Glicoproteína IIb/IIIa (um tipo de medicamento antiplaquetária)

Abciximabe

Eptifibatida

Tirofibana

Sangramento, especialmente quando usado com outros medicamentos que têm um efeito semelhante (como anticoagulantes ou trombolíticos)

Redução do número de plaquetas

Esses medicamentos impedem que as plaquetas se aglomerem e a formação de coágulos sanguíneos. Eles podem ser usados ​​para tratar pessoas que têm angina instável ou que serão submetidas a intervenção coronariana percutânea depois de um ataque cardíaco.

Nitratos

Dinitrato de isossorbida

Mononitrato de isossorbida

Nitroglicerina

Rubor

Dor de cabeça

Frequência cardíaca temporariamente acelerada (taquicardia)

Esses medicamentos podem aliviar a angina, evitar episódios de angina e reduzir o risco de ataque cardíaco e morte súbita. (Entretanto, a redução de risco é muito inferior do que com betabloqueadores.) Eles são usados ​​para tratar pessoas que têm angina estável ou instável ou síndrome X. Para esses medicamentos manterem a eficácia em longo prazo, as pessoas precisam ficar de oito a doze horas por dia sem tomar o medicamento.

Opioides

Morfina

Pressão arterial baixa quando uma pessoa fica em pé

Constipação

Náusea

Vômitos

Confusão (especialmente em pessoas idosas)

Em algumas pessoas que tiveram um ataque cardíaco, esses medicamentos são usados para aliviar a ansiedade e dor, se a dor persistir apesar do uso de outros medicamentos.

Estatinas

Atorvastatina

Fluvastatina

Lovastatina

Pravastatina

Rosuvastatina

Sinvastatina

Ocasionalmente, sensibilidade e dor musculares, mas a dor muscular raramente é grave (miosite)

Raramente, lesão hepática, mas não mais frequentemente do que em pessoas que não estão tomando o medicamento

Esses medicamentos reduzem os níveis de colesterol e ajudam a curar artérias danificadas, diminuindo a chance de se ter um primeiro ataque cardíaco, um ataque cardíaco repetido ou um acidente vascular cerebral.

Medicamentos trombolíticos

Alteplase

Anistreplase

Reteplase

Estreptoquinase

Tenecteplase

Raramente, sangramento dentro do cérebro (hemorragia intracerebral) ou do trato digestivo

Esses medicamentos dissolvem os coágulos sanguíneos. Eles são usados ​​para tratar pessoas que tiveram um ataque cardíaco.

*Os médicos podem usar diversas combinações de medicamentos, dependendo do tipo de doença arterial coronariana que a pessoa tem.

Também conhecidos como inibidores da hidroximetilglutaril-CoA (HMG-CoA) redutase.

HDL = lipoproteína de alta densidade.

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