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Incontinência fecal

Por

Jonathan Gotfried

, MD, Lewis Katz School of Medicine at Temple University

Última revisão/alteração completa mar 2020| Última modificação do conteúdo mar 2020
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A incontinência fecal consiste na perda do controle da defecação.

Causas

A incontinência fecal pode ocorrer de forma breve, durante episódios de diarreia ou quando fezes endurecidas ficam alojadas no reto (compactação fecal). A pessoa com lesões no ânus ou na medula espinhal, prolapso retal (protrusão do revestimento retal através do ânus), demência, lesão neurológica por diabetes, tumores do ânus ou lesões pélvicas durante o parto podem desenvolver incontinência fecal persistente.

Diagnóstico

  • Exame médico

  • Geralmente, sigmoidoscopia

O médico examina a pessoa procurando alguma anomalia estrutural ou neurológica. Este exame consiste em examinar o ânus e o reto, verificar a abrangência da sensibilidade ao redor do ânus e, geralmente, realizar uma sigmoidoscopia.

Talvez sejam necessários outros exames como, por exemplo, ultrassom do esfíncter anal, ressonância magnética (RM) da região pélvica e do períneo, exame da função dos nervos e dos músculos que revestem a pelve e medição das pressões do reto e do ânus (manometria anorretal).

Tratamento

  • Medidas para regular a evacuação

  • Exercícios para o esfíncter e, às vezes, biofeedback

  • Às vezes, um procedimento cirúrgico

O primeiro passo para corrigir a incontinência fecal é tratar de estabelecer um padrão regular de defecação para produção de fezes bem formadas. Muitas vezes, é útil alterar a dieta, como a adição de uma pequena quantidade de fibra. Se tais alterações não ajudarem, podem ser úteis medicamentos que retardam a defecação, como a loperamida.

Exercitar os músculos anais (esfíncteres) apertando-os e relaxando-os aumenta o seu tônus e a sua força. Utilizando uma técnica denominada biofeedback, é possível aprender a contrair o esfíncter e aumentar a sensibilidade do reto quanto à presença de fezes. Cerca de 70% das pessoas bem motivadas são beneficiadas com essa técnica.

Se a incontinência fecal persistir, uma cirurgia pode ajudar em alguns casos — por exemplo, quando a causa é uma lesão ou um defeito anatômico no ânus. Como último recurso, uma colostomia (criação cirúrgica de uma abertura entre o intestino grosso e a parede abdominal – Entendendo a colostomia) pode ser realizada. Fecha-se a abertura anal e as fezes são desviadas para uma bolsa plástica removível, fixada a uma abertura feita na parede abdominal.

OBS.: Esta é a versão para o consumidor. MÉDICOS: Clique aqui para a versão para profissionais
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