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Transtorno de adaptação

Por

John W. Barnhill

, MD, Weill Cornell Medical College and New York Presbyterian Hospital

Última revisão/alteração completa out 2018| Última modificação do conteúdo out 2018
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Os transtornos de adaptação englobam sintomas emocionais e/ou comportamentais extremamente angustiantes e debilitantes causados por um fator estressante identificável.

Geralmente, as pessoas ficam tristes, com raiva ou chateadas quando alguma coisa desagradável acontece. Esse tipo de reação não é considerado um transtorno, a menos que a reação tenha uma intensidade além do esperado na cultura da pessoa ou quando ocorre um comprometimento significativo na sua capacidade de desempenhar atividades.

Os fatores estressantes podem ser um único evento discreto (por exemplo, perder o emprego), eventos múltiplos (por exemplo, ter problemas financeiros e românticos ao mesmo tempo) ou problemas contínuos (por exemplo, cuidar de uma pessoa da família que tem uma deficiência intelectual significativa). Os fatores estressantes não precisam ser necessariamente eventos extremamente traumáticos, como é o caso do transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

A morte de um ente querido pode ser um fator desencadeante de um transtorno de adaptação. No entanto, os médicos devem levar em conta a ampla variedade de reações de luto consideradas normais em culturas diferentes, e diagnosticar o transtorno apenas se a reação de luto ultrapassar a esperada.

Os transtornos de adaptação são comuns e estima-se que ocorram em aproximadamente 5% a 20% das consultas de saúde mental ambulatoriais.

Sinais e sintomas

Os sintomas de um transtorno de adaptação normalmente têm início logo após o evento estressante e não ultrapassam um período de seis meses após o término do fator estressante. 

Existem muitas manifestações no transtorno de adaptação, sendo as mais comuns

A pessoa pode ter várias manifestações. 

Existe também um maior risco de haver tentativas de suicídio e suicídio consumado.

Diagnóstico

  • Avaliação de um médico com base em critérios específicos

O médico faz o diagnóstico tomando por base os critérios recomendados pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5ª Edição (DSM‑5).

A pessoa precisa ter

  • Sintomas emocionais ou comportamentais no prazo de três meses após a exposição ao fator estressante

Os sintomas devem ser clinicamente significativos, algo demonstrado pela presença de um ou mais dos quesitos a seguir:

  • Angústia intensa que é desproporcional ao fator estressante (levando em conta fatores culturais e outros fatores)

  • Os sintomas causam um comprometimento significativo no desempenho de atividades sociais ou ocupacionais

Uma pessoa que apresenta comprometimento ou angústia significativos após um evento traumático, mas que não atende aos critérios do TEPT ou do TEA possivelmente será diagnosticada com um transtorno de adaptação.

Tratamento

  • Psicoterapia

  • Às vezes, medicamentos para tratar determinados sintomas

Os transtornos de adaptação precisam ser cuidadosamente avaliados e tratados. No entanto, há pouca evidência dando respaldo a qualquer tratamento específico para os transtornos de adaptação. Uma ampla gama de psicoterapias individuais e em grupo, incluindo psicoterapia breve, terapia cognitivo-comportamental e psicoterapia de apoio, tem sido utilizada com sucesso. A terapia costuma ter como alvo lidar com um problema específico, como a tristeza. 

Medicamentos são frequentemente utilizados para tratar sintomas, como insônia, ansiedade e depressão.

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