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Paraparesia espástica tropical/mielopatia associada a HTLV-1 (Tropical Spastic Paraparesis/HTLV-1–Associated Myelopathy, TSP/HAM)

Por

Michael Rubin

, MDCM, New York Presbyterian Hospital-Cornell Medical Center

Última revisão/alteração completa fev 2020| Última modificação do conteúdo fev 2020
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A paraparesia espástica tropical/mielopatia associada a HTLV-1 é uma doença da medula espinhal que progride lentamente causada pelo vírus T linfotrópico 1 humano (HTLV-1).

  • O vírus é transmitido por contato sexual, uso de drogas injetáveis ilegais, exposição ao sangue ou amamentação.

  • As pessoas têm fraqueza, rigidez e espasmos musculares nas pernas, dificultando o caminhar e muitas têm incontinência urinária.

  • Para diagnosticar a doença, os médicos perguntam sobre possível exposição ao vírus e fazem uma imagem por ressonância magnética, punção lombar e exames de sangue.

  • Medicamentos, como corticosteroides, podem ajudar e os espasmos são tratados com relaxantes musculares.

O vírus T-linfotrópico humano 1 (HTLV-1) é semelhante ao vírus da imunodeficiência humana (HIV), o vírus que causa a AIDS. O vírus HTLV-1 pode causar certos tipos de leucemia e linfoma (câncer dos glóbulos brancos).

O HTLV-1 é transmitido através de

  • Contato sexual

  • Uso de drogas ilegais, que são injetadas na veia (via intravenosa)

  • Exposição ao sangue

Pode ser transmitido à criança por amamentação. É mais comum entre prostitutas, usuários de drogas injetáveis, pessoas que fazem hemodiálise e pessoas de determinadas áreas, como aquelas próximas ao equador, sul do Japão e partes da América do Sul.

Uma doença semelhante pode resultar de infecção com um vírus similar, o vírus T-linfotrópico humano 2 (HTLV-2).

O vírus se aloja nos glóbulos brancos. Como o líquido cefalorraquidiano contém glóbulos brancos, a medula espinhal pode ser lesionada. A medula espinhal desenvolve uma inflamação que danifica as vias que transportam sinais de dor, temperatura e posição pela medula espinhal subindo até o cérebro, bem como as vias que transportam sinais do cérebro pela medula espinhal descendo até os músculos. A lesão é mais decorrente da reação do corpo ao vírus que ao vírus em si.

Sintomas

Os músculos de ambas as pernas vão ficando gradualmente fracos. As pessoas podem ser incapazes de sentir vibrações nos pés e perdem o sentido de onde estão os seus pés e dedos (sentido de posição). Os membros ficam rígidos, os movimentos entorpecidos e a marcha torna-se difícil. São comuns os espasmos musculares nas pernas, como também a perda de controle da bexiga (incontinência urinária).

A paraparesia espástica tropical/mielopatia associada ao HTLV-1 geralmente progride ao longo de vários anos.

Diagnóstico

  • Avaliação do risco de a pessoa estar exposta

  • Imagem por ressonância magnética

  • Testes para verificação do vírus no sangue e líquido cefalorraquidiano

O diagnóstico de paraparesia espástica tropical/mielopatia associada ao HTLV-1 geralmente se baseia em sintomas e no risco de a pessoa ter sido exposta ao vírus. Por isso, o médico pode perguntar à pessoa sobre os seus contatos sexuais e uso de drogas injetáveis ilegais.

São testadas amostras de sangue e líquido cefalorraquidiano, obtidas por uma punção lombar (punção na coluna vertebral), para detectar se há partes do vírus ou anticorpos ao vírus. (Os anticorpos são produzidos pelo sistema imunológico para defesa contra um agressor específico, incluindo o HTLV-1.)

É realizado um exame de imagem por ressonância magnética (RM) do cérebro e da medula espinhal para verificar se há anormalidades, como degeneração da medula espinhal e para verificar outras possíveis causas dos sintomas.

Tratamento

  • Interferon alfa, imunoglobulina e/ou corticosteroides

  • Para espasmos, relaxantes musculares

Nenhum tratamento tem se mostrado eficaz para paraparesia espástica tropical/mielopatia associada a HTLV-1. No entanto, alfainterferona (um medicamento antiviral), imunoglobulina intravenosa e/ou corticosteroides podem retardar a progressão da doença e reduzir a incapacidade e a dor. (Imunoglobulina intravenosa é uma solução purificada de anticorpos obtida de doadores voluntários e administrada na veia.)

Os espasmos podem ser tratados com relaxantes musculares, como baclofeno ou tizanidina.

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