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Encefalopatia traumática crônica (ETC)

(Dementia Pugilistica)

Por

Juebin Huang

, MD, PhD, Memory Impairment and Neurodegenerative Dementia (MIND) Center, University of Mississippi Medical Center

Última revisão/alteração completa abr 2020| Última modificação do conteúdo abr 2020
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Fatos rápidos

A encefalopatia traumática crônica é uma degeneração progressiva de células cerebrais causada por diversas lesões na cabeça, normalmente em atletas mas também em soldados que foram expostos a uma explosão.

Acredita-se que a demência pugilística, identificada em boxeadores na década de 1920, e a encefalopatia traumática crônica, um termo mais recente, sejam a mesma doença. A encefalopatia traumática crônica desenvolve-se em alguns jogadores de futebol universitários e profissionais aposentados e em outros atletas que apresentaram repetidas lesões na cabeça (como concussão). Ela também surge em alguns soldados que sofreram lesão na cabeça decorrente de explosão (lesão por explosão) em combate.

Especialistas ainda não sabem por que apenas determinadas pessoas que apresentam traumatismos cranianos repetidos desenvolvem encefalopatia traumática crônica nem quantas lesões e qual a força necessária para causar esta doença. Cerca de 3% dos atletas que apresentaram várias (mesmo aparentemente menores) concussões desenvolvem encefalopatia traumática crônica.

Sintomas

No início, as pessoas com encefalopatia traumática crônica podem apresentar um ou mais dos seguintes:

  • Alterações no humor: Elas se sentem deprimidas, irritáveis e/ou sem esperança, algumas vezes levando a pensamentos suicidas.

  • Alterações do comportamento: Elas agem de forma impulsiva ou agressiva ou perdem a paciência facilmente.

  • Alterações nas funções mentais: Elas se tornam esquecidas, apresentam dificuldade em planejar e organizar, ou ficam confusas. Demência pode se desenvolver.

  • Problemas com músculos: Elas se movem lentamente, ficam descoordenados e/ou apresentam problemas fisicamente para produzir a fala (disartria).

As pessoas podem não apresentar quaisquer sintomas até uma fase posterior da vida, algumas vezes não até seus 60 anos. Ou o humor e o comportamento podem mudar durante a idade adulta (por exemplo, durante seus 30 anos), e disfunção mental pode ocorrer mais tarde.

Diagnóstico

  • Avaliação de um médico

Os médicos suspeitam de encefalopatia traumática crônica em pessoas que

  • Apresentaram diversas lesões na cabeça

  • Apresentam sintomas típicos da doença

  • Não apresentam outra condição que melhor explique seus sintomas

Nenhum teste, incluindo imagem, pode confirmar o diagnóstico de encefalopatia traumática crônica.

A encefalopatia traumática crônica pode ser definitivamente diagnosticada apenas quando uma amostra de tecido cerebral é retirada após a morte, durante uma autópsia, e examinada ao microscópio.

Did You Know...

  • As pessoas que tiveram uma concussão devem descansar e abster-se de atividades atléticas e outras por um período de tempo.

Tratamento

  • Medidas de segurança e apoio

  • Aconselhamento

  • Medicamentos para aliviar os sintomas

Não existe tratamento específico para a encefalopatia traumática crônica. Medidas de segurança e apoio, assim como para outras demências, podem ajudar.

Medidas de segurança e apoio

Se a demência se desenvolver, criar um ambiente seguro e de apoio pode ser muito útil.

Geralmente, o ambiente deve ser iluminado, alegre, seguro, e estável e projetado de tal forma que ajude com a orientação. Alguns estímulos, como rádio ou televisão, são úteis, mas estímulos excessivos devem ser evitados.

A estrutura e a rotina ajudam as pessoas com demência a ficarem orientadas e obter uma sensação de segurança e estabilidade. Qualquer alteração no ambiente, rotinas ou cuidadores deve ser explicada para as pessoas de forma clara e simples.

Seguir uma rotina diária de tarefas como tomar banho, comer e dormir ajuda as pessoas com demência lembrarem das coisas. Seguir uma rotina regular na hora de dormir pode ajudá-las a dormir melhor.

Atividades programadas regularmente podem ajudar as pessoas a se sentirem independentes e necessárias, concentrando sua atenção em tarefas prazerosas ou úteis. Tais atividades devem incluir atividades físicas e mentais. As atividades devem ser divididas em pequenas partes ou simplificadas conforme ocorre a piora da demência.

Outras medidas

As pessoas com encefalopatia traumática crônica podem se beneficiar de aconselhamento psicológico, que pode ajudá-las a lidar com mudanças no humor. Os antidepressivos e os medicamentos estabilizadores de humor também podem ajudar, particularmente no controle de pensamentos suicidas.

Para ajudar a reduzir o risco de encefalopatia traumática crônica, as pessoas que tiveram uma concussão são orientadas a descansar e se abster de atividades atléticas e outras por um período de tempo.

Cuidado dos cuidadores

Cuidar de pessoas com demência é estressante e árduo, e os cuidadores podem ficar deprimidos e exaustos, muitas vezes negligenciando a própria saúde física e mental. As seguintes medidas podem ajudar os cuidadores (consulte a tabela Cuidar dos prestadores de cuidados):

  • Aprender como atender com eficácia as necessidades das pessoas com demência e o que esperar delas: Os cuidadores podem obter esta informação de enfermeiros, assistentes sociais, organizações e materiais publicados e on-line.

  • Procurar ajuda quando for necessário: Os cuidadores podem falar com os assistentes sociais (incluindo aqueles do hospital da comunidade local) sobre fontes apropriadas de ajuda, como programas de auxílio, visitas de enfermeiros em casa, assistência de manutenção da casa em tempo integral ou parcial e a assistência residente. Aconselhamento e grupos de apoio também podem ajudar.

  • Cuidar de si mesmo: Os cuidadores precisam lembrar que devem cuidar de si mesmos. Não devem esquecer seus amigos nem deixar de praticar seus hobbies e atividades.

Assuntos relacionados ao final da vida

Antes que as pessoas com encefalopatia traumática crônica fiquem muito incapacitadas, devem ser tomadas decisões sobre os cuidados médicos e devem ser feitos acordos financeiros e legais. Estes acordos são chamados de instruções prévias. As pessoas devem nomear alguém que esteja legalmente autorizado a tomar decisões de tratamento em seu nome (intermediário para os cuidados com a saúde). Devem discutir seus desejos de cuidados de saúde com essa pessoa e seu médico. Essas questões são discutidas com todos os envolvidos muito antes da necessidade de tomada de decisão.

Conforme a demência piora, o tratamento tende a ser dirigido para manter o conforto da pessoa em vez de tentar prolongar a vida.

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