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Tomografia por emissão de pósitrons (PET)

Por

Mehmet Kocak

, MD, Rush University Medical Center

Última revisão/alteração completa jun 2019| Última modificação do conteúdo jul 2019
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A tomografia por emissão de pósitrons (Positron Emission Tomography, PET) é um tipo de cintilografia. Um radionuclídeo é uma forma radioativa de um elemento, o que significa que ele é um átomo instável que se torna mais estável com a liberação de energia na forma de radiação. A maioria dos radionuclídeos libera fótons de alta energia na forma de raios gama, mas a PET utiliza radionuclídeos que liberam partículas denominadas pósitrons.

Na PET, uma substância usada (metabolizada) pelo organismo, como glicose ou oxigênio, é radiomarcada com um radionuclídeo. A combinação dessa substância e do radionuclídeo é chamada marcador radioativo. O marcador se acumula em tecidos específicos do corpo. Geralmente, quanto mais ativo for o tecido (por exemplo, quanto mais glicose ou oxigênio ele utilizar), mais o marcador se acumula e mais a radiação é emitida.

O aparelho de PET contém vários anéis de detectores que registram a radiação liberada. Os dados são registrados de vários ângulos diferentes. Com esses dados, os computadores produzem uma série de imagens coloridas bidimensionais que parecem fatias do corpo (chamadas tomógrafos). Os dados podem ser usados para construir imagens tridimensionais.

As imagens mostram os diferentes níveis de atividade em diferentes intensidades de cores. Assim, a PET pode fornecer informações sobre o funcionamento de um tecido e pode identificar tecidos anormais, que podem ser mais ou menos ativos que os tecidos normais. No entanto, a PET não exibe detalhes anatômicos e estruturais de tecidos e órgãos tão bem quanto a tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM).

Procedimento da PET

Antes do procedimento, é possível que seja pedido à pessoa que não consuma álcool, cafeína, produtos com tabaco, ou quaisquer medicamentos que possam afetar a função mental (por exemplo, sedativos).

Na PET, a substância marcada com radionuclídeo é injetada na veia da pessoa. As substâncias demoram de 30 a 60 minutos para atingir a área a ser avaliada.

A pessoa se deita em uma mesa estreita e acolchoada que desliza para dentro do aparelho da PET, e a mesa é posicionada de forma que a área sendo avaliada esteja dentro da grande abertura circular do aparelho da PET.

Será pedido à pessoa que se deite de barriga para cima durante a maior parte do exame, que pode levar de 45 a 60 minutos. Dependendo da área do corpo a ser avaliada, é possível que seja pedido à pessoa que faça determinadas atividades, como exercícios mentais, para estimular a atividade no cérebro.

Usos da PET

A PET é utilizada para avaliar o fluxo sanguíneo e a atividade no cérebro e coração, bem como para detectar câncer e outras anormalidades.

Coração

A PET do coração pode mostrar como o coração está funcionando, o que pode ajudar a determinar se a pessoa é candidata a uma cirurgia de revascularização do miocárdio, ou a um transplante de coração.

Cérebro

Uma PET do cérebro pode mostrar quão bem o cérebro está funcionando e quais áreas do cérebro estão mais ativas durante certas atividades, como, por exemplo, durante cálculos matemáticos.

Ocasionalmente, a PET é utilizada para ajudar o médico a diagnosticar a doença de Alzheimer e a doença de Parkinson e ajudá-lo a avaliar transtornos convulsivos.

Câncer

A PET pode mostrar onde um câncer está e onde ele se espalhou e como ele está respondendo ao tratamento.

Aproximadamente 80% dos exames de PET são realizados para ajudar o médico a avaliar o câncer. Esses cânceres incluem câncer do pulmão, câncer colorretal, câncer esofágico, câncer da cabeça e do pescoço, linfoma e melanoma.

A PET também ajuda o médico a determinar se os linfonodos inchados na pessoa com câncer são devidos ao fato de o câncer ter se espalhado (metástase) ou a outra anomalia.

Variações da PET

Tomografia computadorizada por PET (PET-TC)

A PET costuma ser realizada em conjunto com a TC. A PET-TC fornece imagens bidimensionais detalhadas, que mostram a anatomia (por meio da TC) e a função (por meio da PET). As duas imagens (imagens de TC e de PET) podem ser visualizadas separadamente, ou uma pode ser sobreposta à outra. Portanto, essa técnica fornece informações úteis sobre a anatomia e a função e pode ajudar o médico a identificar anomalias que afetam a anatomia e/ou a função.

Essa técnica é particularmente útil para cânceres em partes do corpo que têm muitos tecidos diferentes muito próximos, como o pescoço e a pelve. Ajuda a localizar, de maneira precisa, o câncer e detecta, precocemente, as recorrências.

Esse teste demora, normalmente, menos de uma hora.

Desvantagens da PET

A quantidade de exposição à radiação com a PET é semelhante à da TC. Quando a PET e a TC são realizadas durante um único exame, a dose de radiação é aumentada de forma significativa.

Como os radionuclídeos usados na PET liberam radiação por apenas pouco tempo, a PET pode ser realizada somente se o radionuclídeo for produzido em um local próximo e pode ser obtida rapidamente.

A PET é relativamente cara e não é amplamente disponível.

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