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Reabilitação para outras deficiências

Por

Alex Moroz

, MD, New York University School of Medicine

Última modificação do conteúdo jul 2017
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Artrite

Pacientes com artrites podem se beneficiar de atividades e exercícios para aumentar, a amplitude de movimentação da articulação e a força e de estratégias para proteger as articulações. Por exemplo, pacientes podem ser orientados a

  • Deslizar uma panela contendo uma massa, invés de carregar do fogão para a pia (para evitar dor e esforço indevidos para as articulações)

  • Entrar e sair da banheira com segurança

  • Utilizar assento de vaso sanitário e bancos de banho elevados ou ambos (para reduzir a dor e esforço nas articulações dos membros inferiores)

  • Enrolar espuma, tecido ou fita ao redor dos cabos dos objetos (p. ex., facas, panelas e potes) para acolchoar

  • Utilizar ferramentas com cabos maiores e com desenho ergonômico

Estas instruções podem ocorrer em ambulatórios, em casa através de agências de saúde domiciliares ou em clínicas privadas.

Cegueira

Pacientes são ensinados a se basear mais nos outros sentidos, a desenvolver habilidades específicas e a utilizar dispositivos para cegos (p. ex., braile, bengala e máquina de leitura). A terapia visa ajudar a restabelecer a segurança psicológica e auxilia os pacientes a lidarem com as atitudes dos outros e a influenciá-las. A terapia varia dependendo do modo como ocorreu a perda de visão (de modo súbito, ou lento e progressivo), da extensão da perda da visão, das necessidades funcionais do paciente e dos deficits coexistentes. Por exemplo, pacientes com neuropatia periférica e diminuição da sensibilidade tátil nos dedos, podem apresentar dificuldades para ler em braile. Vários indivíduos cegos necessitam de aconselhamento psicológico (em geral terapia cognitivo-comportamental) para auxiliar a enfrentar sua condição.

Para deambulação, a terapia envolve aprender a utilizar a bengala; as bengalas utilizadas por cegos geralmente são brancas e mais longas e finas que as bengalas comuns. Indivíduos que utilizam cadeiras de rodas são ensinados a utilizar uma das mãos para operar a cadeira e a outra para utilizar uma bengala. Indivíduos que preferem utilizar um cachorro treinado em vez de uma bengala são ensinados a segurar e lidar com o cachorro. Quando caminham com uma pessoa que enxerga, o indivíduo cego pode se segurar no membro superior do indivíduo que enxerga e não utilizar um dispositivo para auxiliar a deambulação. A pessoa que enxerga não deve conduzir o indivíduo cego pela mão devido a alguns cegos perceberem esta ação como dominante e controladora.

DPOC

Pacientes com DPOC podem se beneficiar de exercícios para aumentar a resistência e de estratégias para simplificar atividades e desta forma conservar energia. Atividades e exercícios que estimulam o uso dos membros superiores e inferiores são utilizados para aumentar a capacidade muscular aeróbica, o que diminui a necessidade total de oxigênio e facilita a respiração. A supervisão dos pacientes ao realizarem a atividade ajuda a motivação e os torna mais seguros. Estas instruções podem ocorrer em um serviço médico ou na residência do paciente.

Lesão cerebral

O termo traumatismo craniano geralmente é utilizado de forma intercambiável com lesão cerebral traumática (TCE). As anormalidades podem variar e incluir fraqueza muscular, espasticidade, incoordenação e ataxia; é comum a disfunção cognitiva (p. ex., perda de memória, perda da capacidade de resolver problemas, distúrbios de linguagem e visuais).

A intervenção precoce por especialistas em reabilitação é indispensável para a recuperação funcional máxima. Essas intervenções incluem prevenção de incapacidades secundárias (p. ex., escaras de decúbito, contraturas articulares), prevenção de pneumonia e educação da família. O mais cedo possível, os especialistas em reabilitação devem avaliar o paciente para estabelecer os achados basais. Mais tarde, antes de iniciar a terapia de reabilitação, deve-se reavaliar os pacientes; esses achados são comparados aos resultados basais para ajudar a priorizar o tratamento. Pacientes com disfunção cognitiva grave requerem terapia cognitiva intensiva, que geralmente é iniciada imediatamente após a lesão e continua por meses ou anos.

Lesão da medula espinal

A terapia de reabilitação específica varia com base nas anormalidades do paciente, que dependem do nível e da extensão (parcial ou completa) da lesão ({blank} Trauma medular, especialmente {blank} Efeitos da lesão na medula espinal de acordo com o local). A transecção completa causa paralisia flácida; a transecção parcial causa paralisia espástica dos músculos inervados pelo segmento afetado. A capacidade funcional do paciente depende do nível da lesão ({blank} Visão geral dos distúrbios da medula espinal : Sinais e sintomas) e do desenvolvimento de complicações (p. ex., contraturas articulares, escaras de decúbito, pneumonia).

A área afetada deve ser imobilizada de forma cirúrgica ou não cirúrgica o mais breve possível e durante a fase aguda. Durante a fase aguda, os cuidados de rotina diários devem incluir medidas para prevenção de contraturas, úlceras por pressão e pneumonia; também devem ser tomadas todas as medidas necessárias para prevenção de outras complicações (p. ex., hipotensão ortostática, atelectasias, trombose venosa profunda, embolia pulmonar). A colocação do paciente em umo leito inclinável e o aumento gradual do ângulo em direção à posição vertical pode ajudar a restabelecer o equilíbrio hemodinâmico. Meias compressivas, faixa elástica ou uma atadura abdominal podem prevenir a hipotensão ortostática.

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