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Medicina tradicional chinesa

Por

Denise Millstine

, MD, Mayo Clinic

Última modificação do conteúdo set 2018
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Originada há > 2.000 anos, a medicina chinesa tradicional (MTC) é um sistema médico que se baseia na filosofia de que a doença resulta de fluxo impróprio da força vital (qi). O qi é restabelecido pelo equilíbrio de forças opostas, yin e yang, que se manifestam no corpo como frio e calor, interno e externo, e deficiência e excesso.

Várias práticas são usadas para preservar e restaurar o qi e, assim, a saúde. As mais comumente utilizadas são

Outras práticas são alimentação, massagem e exercícios de meditação chamados qi gong.

A MTC muitas vezes usa categorias diagnósticas que não correspondem aos conhecimentos científicos atuais da biologia e das doenças (p. ex., deficiência geral, excesso de yin ou de yang).

Evidências para medicina tradicional chinesa

É difícil obter evidências de alta qualidade, principalmente porque os princípios ativos das ervas da MTC não são purificados, frequentemente não são identificados e podem ser numerosos. Assim, é difícil ou impossível determinar a dose, e a dose pode variar entre as ervas de diferentes origens. Em geral, não há informações disponíveis sobre biodisponibilidade, farmacocinética e farmacodinâmica. Além disso, os princípios ativos podem interagir entre si de forma complexa e variável.

A medicina fitoterápica chinesa tradicionalmente utiliza fórmulas contendo misturas de ervas para tratar várias doenças. As fórmulas tradicionais podem ser estudadas como um todo ou cada erva que compõe a fórmula pode ser estudada separadamente. Uma erva utilizada isolada pode não ser tão eficaz e apresentar vários efeitos adversos. Entretanto, as pesquisas convencionais atuais favorecem os estudos de ervas isolados para um melhor controle das variáveis. Outro problema é o grande número de misturas de ervas que podem ser estudadas.

Estudos das ervas e das misturas de ervas da MTC para a síndrome do cólon irritável tiveram resultados mistos, e revisões desses estudos concluíram que são necessários estudos mais rigorosos.

Estudos preliminares com o Tripterygium wilfordii (trovão de Deus) demonstraram atividades anti-inflamatórias e sugeriram eficácia clínica no tratamento da artrite reumatoide, mas revisões descobriram que as evidências existentes são insuficientes para comprovar a eficácia e concluíram que mais pesquisas são necessárias (1).

Estudos preliminares mostram que o astrágalo pode melhorar a qualidade de vida dos pacientes tratados com quimioterapia para câncer de pulmão, mas não prolonga a sobrevida, nem diminui a evolução do câncer, de acordo com a avaliação por meio de biomarcadores. Dados preliminares sugeriram maior eficácia da quimioterapia contendo platina para o câncer de pulmão avançado de células não pequenas, particularmente melhor resposta tumoral, mas faltam dados confirmatórios dos desfechos clínicos (2).

Possíveis efeitos adversos

Um problema com a MTC é a padronização e o controle de qualidade das ervas chinesas. Várias não são regulamentadas na Ásia e podem estar contaminadas com metais pesados originados da poluição da água do solo ou podem ser adulteradas com fármacos como antibióticos e corticoides. Muitas vezes os ingredientes são substituídos, em parte porque os nomes das ervas são traduzidos incorretamente.

Nas misturas de ervas, os efeitos adversos também podem resultar de interações entre os princípios ativos.

Referências

  • 1. Liu Y, Tu S, Gao W, et al: Extracts of Tripterygium wilfordii Hook F in the treatment of rheumatoid arthritis: a systemic review and meta-analysis of randomised controlled trials. Evid Based Complement Alternat Med 410793, 2013. doi: 10.1155/2013/410793.

  • 2. McCulloch M, See C, Shu XJ, et al: Astragalus-based Chinese herbs and platinum-based chemotherapy for advanced non-small-cell lung cancer: meta-analysis of randomized trials. J Clin Oncol20;24(3):419–30, 2006. doi: 10.1200/JCO.2005.03.6392.

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