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Manual MSD

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Não adesão em crianças

Por

Bridgette L. Jones

, MD, MS, University of Missouri, Kansas City, School of Medicine, Children's Mercy, Kansas City, MO

Última modificação do conteúdo mai 2018
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A não adesão às recomendações farmacológicas ( Adesão ao esquema terapêutico) pode ocorrer em qualquer idade por causa de

  • Custo

  • Administração dolorosa ou inconveniente

  • A necessidade de doses frequentes, esquemas complexos, ou ambos

Mas, nas crianças, muitos fatores isolados podem contribuir para a não adesão.

Crianças com < 6 anos podem ter dificuldades de engolir pílulas e podem resistir a certas formas de fármacos com gosto ruim.

Crianças maiores costumam resistir aos fármacos ou aos horários (p. ex., insulina, inaladores calibrados) que requerem a ausência delas nas atividades escolares ou as fazem parecer diferentes de seus pares.

Adolescentes podem se rebelar e declarar independência dos pais não fazendo uso da medicação. Eles também podem pular uma dose do fármaco sem sentir nenhum efeito adverso imediato e então incorretamente argumentam que não precisam do fármaco prescrito, tornando-se assim cada vez mais não aderentes.

Os pais ou cuidadores podem lembrar ou entender apenas em parte a fundamentação lógica e as instruções para a administração de um fármaco, e seus cronogramas de trabalho podem impedi-los de estar disponíveis para administrar as doses estabelecidas para as crianças. Alguns pais inicialmente tentam remédios caseiros ou fitoterápicos. Alguns responsáveis pela criança têm rendimentos limitados e são forçados a gastar o dinheiro com outras prioridades, por exemplo, alimentos; outros têm crenças e atitudes que os impedem de medicar as crianças.

Para minimizar a não adesão, a prescrição deve considerar as seguintes informações:

  • Assegurar-se de que o paciente ou o cuidador concorda com o diagnóstico, entende a gravidade e acredita que o tratamento dará resultados.

  • Corrigir as más interpretações e orientar o paciente ou o cuidador a buscar fontes de informações confiáveis.

  • Oferecer instruções orais e escritas, em lin-guagem que possa ser revista e compreendida.

  • Deixar o telefone à disposição da família para responder questões residuais.

  • Avaliar os progressos em consultas para seguimento.

  • Nas consultas, controlar, examinando o conteúdo dos frascos.

  • Ensinar o paciente ou o cuidador como anotar diariamente os sintomas e a medicação.

Os adolescentes, em particular, precisam sentir que têm o controle da doença e do tratamento e devem ser encorajados a comunicarem-se livremente e assumir as responsabilidades do tratamento tanto quanto possível. Horários devem ser simplificados (p. ex., ajustando múltiplos fármacos e minimizando o número de doses diárias, sempre mantendo a eficácia), combinando os horários dos cuidadores e do paciente. Os aspectos críticos da doença devem ser enfatizados (p. ex., tratamento com a série completa dos antibióticos). Se forem necessárias mudanças no estilo de vida (p. ex., dieta ou exercícios), elas devem ser introduzidas aos poucos durante várias consultas, e objetivos realistas devem ser definidos de modo a não sobrecarregar o paciente ou o cuidador. O sucesso alcançado deve merecer um elogio e só depois é que se parte para o próximo objetivo.

Para pacientes que precisam de esquemas caros e prolongados, uma lista de programas de assistência farmacêutica para pacientes está disponível em NeedyMeds.

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