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Distúrbios do metabolismo de piruvato

Por

Matt Demczko

, MD, Sidney Kimmel Medical College of Thomas Jefferson University

Última modificação do conteúdo jul 2018
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A inabilidade para metabolização do piruvato causa acidose láctica e uma variedade de anormalidades do sistema nervoso central.

O piruvato é um importante substrato no metabolismo dos carboidratos. Distúrbios do metabolismo do piruvato são incluídos entre os distúrbios do metabolismo dos carboidratos.

Deficiência de piruvato desidrogenase

A piruvato desidrogenase é uma multienzima complexa responsável pela geração da acetil CoA a partir do piruvato, no ciclo de Krebs. A deficiência resulta em elevação do piruvato e, portanto, dos níveis do ácido láctico. A herança é ligada ao cromossomo X ou autossômica recessiva.

As manifestações clínicas variam em gravidade, mas incluem a acidose láctica, malformações do sistema nervoso central e outras alterações pós-natais, incluindo lesões císticas do córtex cerebral, tronco cerebral, gânglios da base, ataxia e retardo psicomotor.

O diagnóstico de deficiência de piruvato desidrogenase é confirmado por análise enzimática de fibroblastos da pele, teste de DNA ou por ambos. (Ver também Teste para doenças hereditárias metabólicas suspeitas.)

Não há tratamento claramente eficaz para deficiência da piruvato desidrogenase, embora uma dieta com baixo teor de carboidratos ou dieta cetogênica, aliada à suplementação com tiamina, tenha beneficiado alguns pacientes.

Deficiência de piruvato carboxilase

A piruvato carboxilase é uma enzima importante para a neoglicogênese a partir do piruvato e alanina musculares. A deficiência pode ser primária, ou secundária à deficiência de holocarboxilase sintetase, biotina ou biotinidase; a herança para as duas é autossômica recessiva, e ambas resultam em acidose láctica.

A incidência da deficiência primária é < 1/250.000 nascimentos, mas pode ser maior em certas populações de índios americanos. As principais manifestações clínicas são o retardo psicomotor com convulsões e a espasticidade. As anormalidades laboratoriais incluem hiperamonemia, acidose láctica, cetoacidose, níveis plasmáticos elevados de lisina, citrulina, alanina e prolina, bem como excreção aumentada de α-cetoglutarato.

A deficiência secundária é clinicamente semelhante, com incapacidade para ganho de peso, convulsões e acidúria orgânica.

O diagnóstico da deficiência de piruvato desidrogenase é confirmado pela análise enzimática em cultura de fibroblastos de pele ou análise de DNA.

Não há tratamento eficaz para a deficiência de piruvato carboxilase, mas alguns pacientes com deficiência primária, bem como todos aqueles com deficiência secundária, devem receber suplementação com biotina na dose de 5 a 20 mg VO, uma vez/dia.

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