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Reações medicamentosas adversas

(Efeitos adversos dos fármacos)

Por

Daphne E. Smith Marsh

, PharmD, BC-ADM, CDCES, University of Illinois at Chicago College of Pharmacy

Última modificação do conteúdo abr 2021
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Recursos do assunto

Reação adversa a fármacos (RFA, ou efeito adverso a fármacos) é um termo abrangente que se refere aos efeitos indesejáveis, desconfortáveis ou perigosos que um fármaco pode ter.

Reações adversas a fármacos (RAF) podem ser consideradas uma forma de toxicidade, mas esse termo é mais comumente aplicado aos efeitos da sobredosagem Princípios gerais da intoxicação Intoxicação é o contato com uma substância que produz toxicidade. Os sintomas variam, mas certas síndromes comuns podem sugerir tipos particulares de intoxicações. O diagnóstico inicialmente... leia mais (acidental ou intencional), aos níveis séricos elevados ou à exacerbação dos efeitos do fármaco que ocorre durante o uso apropriado (p. ex., quando a biotransformação do fármaco é temporariamente inibida por uma doença ou por outro fármaco). Para informações sobre a toxicidade de fármacos específicos, ver tabela Sintomas e tratamento de intoxicações específicas Sintomas e tratamento de intoxicações específicas Sintomas e tratamento de intoxicações específicas  . Efeito colateral é um termo impreciso utilizado, com frequência, para se referir aos efeitos inesperados do fármaco que ocorrem dentro de limites terapêuticos.

Como todos os fármacos têm potencial para reações adversas a fármacos, é necessária a análise do risco-benefício Ponderação dos benefícios e dos efeitos adversos dos fármacos Obviamente, um fármaco (ou qualquer tratamento médico) só deve ser usado quando puder beneficiar o paciente. O benefício leva em conta tanto a capacidade do fármaco de produzir o resultado desejado... leia mais (análise da probabilidade de benefício versus risco de reações adversas a fármacos) toda vez que se prescreve um fármaco.

Nos EUA, 3 a 7% de todas as hospitalizações decorrem de reações adversas a fármacos. As RAFs ocorrem durante 10 a 20% das hospitalizações, das quais cerca de 10 a 20% são graves. Essas estatísticas não incluem o número de reações farmacológicas adversas que ocorrem em pacientes ambulatoriais e em casa de repouso. Embora o número exato de reações farmacológicas adversas não seja certo, estas representam um importante problema de saúde pública que, na maior parte, é evitável (1, 2) Referências gerais Reação adversa a fármacos (RFA, ou efeito adverso a fármacos) é um termo abrangente que se refere aos efeitos indesejáveis, desconfortáveis ou perigosos que um fármaco pode ter. Reações adversas... leia mais .

A incidência e a gravidade das reações adversas a fármacos variam de acordo com as características dos pacientes (p. ex., idade, sexo, etnia, doenças coexistentes, fatores genéticos ou geográficos) e os fatores do fármaco (p. ex., tipo de fármaco, via de administração, duração do tratamento, dosagem e biodisponibilidade). A incidência é maior de acordo com a idade avançada e polifarmácia. Em idosos, a incidência é provavelmente mais alta e as RAFs são mais graves (ver também Problemas relacionados a fármacos em idosos Problemas relacionados a fármacos em idosos Problemas relacionados a fármacos são comuns em idosos e incluem ineficácia, efeitos adversos, superdosagem, subdosagem e interações medicamentosas dos fármacos. (Ver também Visão geral... leia mais ), embora a idade propriamente dita possa não ser a causa primária. É desconhecida a contribuição de erros de prescrição e de adesão à incidência de RAF Adesão ao esquema terapêutico A adesão (confomidade) é o grau em que o paciente segue o esquema terapêutico. Para os fármacos, a adesão requer a obtenção imediata da prescrição e a tomada do fármaco como prescrito em termos... leia mais .

Dicas e conselhos

  • Reações adversas farmacológicas ocorrem em 10 a 20% das hospitalizações.

  • Cerca de 10 a 20% dessas reações são graves.

Referências gerais

Etiologia das reações adversas a fármacos

A maioria das reações adversas a fármacos tem relação com a dose, mas outras são alérgicas ou idiossincráticas. As ADR relacionadas com a dose são, geralmente, previsíveis; em contrapartida, as ADR não relacionadas com a dose costumam ser imprevisíveis.

As ADR relacionadas com a dose são particularmente preocupantes quando os fármacos têm índice terapêutico estreito (p. ex., hemorragia com anticoagulantes orais). As ADR podem ser consequência da diminuição da depuração do fármaco em pacientes com comprometimento da função renal ou hepática ou da interação medicamentosa.

RAF alérgicas não têm relação com a dose e requerem exposição prévia. As alergias desenvolvem-se quando o fármaco age como antígeno ou alergênio. Após a sensibilização do paciente, a exposição subsequente ao fármaco desencadeia um dos diferentes tipos de reação alérgica Hipersensibilidade a fármacos A hipersensibilidade a fármacos é uma reação mediada pelo sistema imunitário contra um fármaco (fármaco). Os sintomas variam de leves a graves e incluem exantema, anafilaxia e doença do soro... leia mais . A história clínica e os exames dérmicos apropriados podem, às vezes, ajudar a prever RAFs alérgicas.

RAFs idiossincráticas são RAFs inesperadas que não têm relação com a dose ou não são alérgicas. Incide em pequena porcentagem de pacientes que recebem um fármaco. Idiossincrasia é um termo impreciso que foi definido como resposta anormal geneticamente determinada a um fármaco, mas nem todas as reações idiossincráticas têm causa farmacogenética. O termo pode tornar-se obsoleto à medida que mecanismos específicos das RAFs são desvendados.

Sinais e sintomas das reações adversas a fármacos

As reações farmacológicas adversas são, geralmente, classificadas como leve, moderada, grave ou letal (ver tabela Classificação de Reações Adversas a Fármacos [RAFs] Classificação das reações adversas a fármacos (RAFs) Classificação das reações adversas a fármacos (RAFs) ). As RAFs graves ou letais podem ser especificamente mencionadas em alertas nas bulas dos fabricantes.

Os sinais e sintomas podem se manifestar logo após a primeira dose ou somente após a utilização regular. Eles podem, obviamente, resultar do uso de fármacos ou serem muito sutis para que possam ser identificados como relacionados aos fármacos. Nos idosos, RAFs sutis podem causar deterioração funcional, alterações do estado mental, incapacidade de melhora, perda de apetite, confusão e depressão.

Tabela

Classicamente, as ADR alérgicas ocorrem logo após a ingestão do fármaco, mas, geralmente, não acontecem após a primeira dose; tipicamente, ocorrem quando o fármaco é administrado após exposição inicial. Os sintomas são prurido, exantema, farmocodermias, edema dasvias respiratórias superiores ou inferiores com dificuldade para respirar e hipotensão.

As RAFs idiossincráticas podem provocar quase qualquer sinal ou sintoma e, geralmente, não podem ser previstas.

Diagnóstico das reações adversas a fármacos

  • Considerar a reexposição

  • Relatar as suspeitas de ADR ao MedWatch

Os sintomas que surgem logo após a ingestão do fármaco são, com frequência, facilmente correlacionados com o seu uso. Entretanto, o diagnóstico de sintomas decorrentes do uso crônico de fármacos requer um nível significativo de presunção, sendo, com frequência, complicado. Às vezes, é necessária a interrupção do fármaco, o que é difícil se ele for essencial e não houver um substituto aceitável. Quando a prova da relação entre fármaco e sintomas for significativa, deve-se considerar a reexposição ao fármaco, exceto no caso de reações alérgicas graves.

Os médicos devem relatar a maioria das RAFs suspeitas ao MedWatch (programa de monitoramento de RAF da Food and Drug Administration — FDA), que constitui um sistema de alerta precoce. Apenas por meio desse relato é possível identificar e investigar RAFs inesperadas. MedWatch também monitora modificações da natureza e da frequência das RAFs. A notificação on-line das reações farmacológicas adversas é incentivada. Formulários e informações sobre a notificação das RAF estão disponíveis em Physicians ’Office Reference e no FDA News Daily Drug Bulletin , bem como em www.fda.gov (MedWatch: The FDA Safety Information and Adverse Event Reporting Program) ; formulários também podem ser obtidos pelo telefone 800-FDA-1088. Enfermeiros, farmacêuticos e outros profissionais de saúde também devem relatar RAFs. O Adverse Event Reporting System (FAERS) da FDA é uma ferramenta de pesquisa que melhora o acesso aos dados sobre reações adversas a fármacos (1) Referência sobre diagnóstico Reação adversa a fármacos (RFA, ou efeito adverso a fármacos) é um termo abrangente que se refere aos efeitos indesejáveis, desconfortáveis ou perigosos que um fármaco pode ter. Reações adversas... leia mais .

A incidência das reações farmacológicas adversas graves ou fatais é muito baixa (tipicamente < 1 em 1.000) e pode não ser aparente durante os ensaios clínicos, que normalmente não têm o poder estatístico necessário para detectar RAFs de baixa incidência. Assim, essas RAFs podem ser detectadas apenas depois de um fármacos ser liberado para o público geralmente e seu uso ser generalizado. Os médicos não devem supor que, porque um fármaco está no mercado, todas as RAFs são conhecidas. A vigilância pós-comercialização é extremamente importante para o rastreamento de RAFs de baixa incidência.

Referência sobre diagnóstico

Tratamento das reações adversas a fármacos

  • Modificação de dose

  • Interrupção do fármaco, se necessário

  • Trocar para outro fármaco

Para as reações adversas a fármacos relacionadas com a dose, pode ser suficiente a modificação da eliminação ou a redução dos fatores precipitantes. Raramente é necessário o aumento da taxa de eliminação do fármaco. Para as RAFs alérgicas e idiossincráticas, geralmente o uso do fármaco deve ser interrompido e não deve ser retomado. A mudança para uma classe diferente de fármaco é, geralmente, necessária no caso de RAFs alérgicas e, também, algumas vezes, no caso de RAFs relacionadas com a dose. Por exemplo, a constipação induzida por opioides pode ser melhorada com o uso de um antagonista do receptor de opioides, como a lubiprostona.

Prevenção das reações adversas a fármacos

A prevenção das reações adversas a fármacos (RAF) requer familiaridade com o fármaco e com as possíveis reações a ele. Deve-se fazer uma análise com o auxílio de computador para checar possíveis interações medicamentosas e, ainda, repetir a análise toda vez que houver modificação ou acréscimo de fármacos. Devem-se selecionar cuidadosamente os fármacos e a dosagem inicial para idosos (ver Razões dos problemas relacionados a fármacos Razões dos problemas relacionados a fármacos Problemas relacionados a fármacos são comuns em idosos e incluem ineficácia, efeitos adversos, superdosagem, subdosagem e interações medicamentosas dos fármacos. (Ver também Visão geral... leia mais ). Se os pacientes desenvolverem sintomas inespecíficos, sempre se deve considerar a possibilidade de RAFs antes do início do tratamento sintomático. Vários genes foram identificados como tendo uma associação com RAF. Por exemplo, várias enzimas hepáticas que afetam o metabolismo hepático do citocromo P450 foram caracterizadas; muitas delas são afetadas por polimorfismos de nucleotídeo único, levando a efeitos clinicamente significativos em uma ampla variedade de fármacos comumente prescritos. Portanto, a farmacogenômica pode ajudar a prever, reduzir e minimizar as RAF ( 1, 2 Referências sobre prevenção Reação adversa a fármacos (RFA, ou efeito adverso a fármacos) é um termo abrangente que se refere aos efeitos indesejáveis, desconfortáveis ou perigosos que um fármaco pode ter. Reações adversas... leia mais ). Mas apenas uma quantidade limitada desses testes é usada na prática clínica de rotina [p. ex., terapia com varfarina orientada por genótipo (3 Referências sobre prevenção Reação adversa a fármacos (RFA, ou efeito adverso a fármacos) é um termo abrangente que se refere aos efeitos indesejáveis, desconfortáveis ou perigosos que um fármaco pode ter. Reações adversas... leia mais )].

Referências sobre prevenção

  • 1. Zhou Z-W, Chen X-W, Sneed KB, et al: Clinical association between pharmacogenomics and adverse drug reactions. Drugs 75:589-631, 2015. doi: 10.1007/s40265-015-0375-0

  • 2. Gerogianni K, Tsezou A, Dimas K: Drug-induced skin adverse reactions: The role of pharmacogenomics in their prevention. Mol Diagn Ther 22(3): 297-314, 2018. doi: 10.1007/s40291-018-0330-3

  • 3. Bardolia C, Matos A, Michaud V, et al: Utilizing pharmacogenomics to educe adverse drug events. Am J Biomed Sci & Res 11(3). doi: 10.34297/AJBSR.2020.11.00163

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