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Pneumonia eosinofílica aguda

Por

Joyce Lee

, MD, MAS, University of Colorado Denver

Última modificação do conteúdo set 2019
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A pneumonia eosinofílica aguda é um distúrbio de etiologia desconhecida, caracterizado por infiltração eosinofílica rápida do interstício pulmonar.

Em comparação à pneumonia eosinofílica crônica, a pneumonia eosinofílica aguda é uma doença aguda que normalmente não recorre. A incidência e a prevalência da PEA são desconhecidas. A pneumonia eosinofílica aguda pode ocorrer em qualquer idade, mas frequentemente compromete pacientes entre 20 e 40 anos de idade, com razão homem/mulher de 2:1.

A causa é desconhecida, mas a pneumonia eosinofílica aguda pode ser uma reação de hipersensibilidade aguda a antígeno desconhecido, inalado por indivíduo sadio. O tabagismo e outras exposições a fumos podem estar envolvidos.

Sinais e sintomas

A pneumonia eosinofílica aguda provoca doença febril aguda de curta duração (em geral, < 7 dias). Os sintomas são: tosse improdutiva, dispneia, mal-estar, mialgias, sudorese noturna e dor torácica pleurítica.

Os sinais compreendem: taquipneia, febre (frequentemente, > 38,5° C), estertores crepitantes inspiratórios em ambas as bases e, ocasionalmente, roncos com a expiração forçada.

Com frequência, a pneumonia eosinofílica aguda manifesta-se por insuficiência respiratória aguda que exige ventilação mecânica. Raramente, pode ocorrer choque distributivo (hiperdinâmico).

Diagnóstico

  • TC de alta resolução (TCAR)

  • Normalmente, hemograma completo (HC), análise do líquido pleural e teste de função pulmonar

  • Deve-se realizar broncoscopia para obtenção de lavado e, às vezes, biópsia

Suspeita-se do diagnóstico de pneumonia eosinofílica aguda em pacientes com sintomas de pneumonia aguda que evolui para insuficiência respiratória e não responde a antibióticos. O diagnóstico é baseado nos achados de testes de rotina e confirmado por broncoscopia.

A pneumonia eosinofílica aguda é um diagnóstico de exclusão e exige a ausência de causas conhecidas de pneumonia eosinofílica (p. ex., induzida por fármacos e toxinas, relacionada com infecções helmínticas e fúngicas, granulomatose eosinofílica com poliangiite, síndrome hipereosinofílica, tumores).

Frequentemente o hemograma não revela elevação intensa do número de eosinófilos, como revela a pneumonia eosinofílica crônica. A velocidade de hemossedimentação de eritrócitos (VHS) e os níveis de IgE estão elevados, mas são inespecíficos.

Inicialmente, a radiografia de tórax pode revelar apenas opacidades reticulares sutis ou em vidro fosco, com frequência com linhas B de Kerley. Também é possível observar opacidades alveolares isoladas (cerca de 25% dos casos), ou reticulares (cerca de 25% dos casos) nas manifestações clínicas iniciais. Diferentemente da pneumonia eosinofílica crônica, na pneumonia eosinofílica aguda as opacidades não estão caracteristicamente localizadas na periferia do pulmão. Ocorrem derrames pleurais em dois terços dos pacientes e, frequentemente, são bilaterais.

A TC de alta resolução é quase sempre anormal, com opacidades reticulares ou em vidro fosco esparsas, aleatórias e bilaterais.

O exame do líquido pleural revela eosinofilia intensa, com pH elevado.

Com frequência, os testes de função pulmonar demonstram processo restritivo, com redução da capacidade de difusão do monóxido de carbono (DLco).

Deve-se realizar broncoscopia para obtenção de lavado e, ocasionalmente, biópsia. O líquido do lavado broncoalveolar com frequência mostra número e porcentagem elevados de eosinófilos (> 25%). As características histopatológicas mais comuns da biópsia envolvem infiltração eosinofílica, com lesão alveolar difusa aguda e em organização, mas poucos casos foram submetidos à biópsia pulmonar.

Tratamento

  • Corticoides sistêmicos

Alguns pacientes com pneumonia eosinofílica aguda melhoram de maneira espontânea. A maioria é tratada com prednisona, 40 a 60 mg VO uma vez ao dia. Na vigência de insuficiência respiratória, dá-se preferência à metilprednisolona, 60 a 125 mg, IV, a cada 6 horas.

O prognóstico do pneumonia eosinofílica aguda normalmente é bom; a resposta a corticoides e a recuperação completa são comuns. Os derrames pleurais regridem de modo mais lento que as opacidades parenquimatosas.

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