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Nutrição na clínica médica

Por

Adrienne Youdim

, MD, David Geffen School of Medicine at UCLA

Última modificação do conteúdo mai 2019
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Deficiências nutricionais podem prejudicar a saúde (havendo um distúrbio ou não) e algumas alterações (p. ex., má absorção) podem causar deficiências nutricionais. Além disso, muitos pacientes (p. ex., idosos durante hospitalização) têm deficiências nutricionais insuspeitas que requerem tratamento. Muitos centros médicos contam com equipes multidisclipinares de terapia nutricional compostas de médicos, enfermeiros, nutricionistas e farmacêuticos que ajudam o médico a prevenir, diagnosticar e tratar deficiências nutricionais ocultas.

A hipernutrição pode contribuir para distúrbios crônicos, como câncer, hipertensão, obe­sidade, diabetes melito e doença coronariana. Restrições dietéticas são necessárias em muitos distúrbios metabólicos (p. ex., galactosemia, fenilcetonúria).

Avaliação do estado nutricional

Indicações para a avaliação nutricional são:

  • Peso ou composição corporal indesejável

  • Suspeita de deficiências específicas ou efeitos tóxicos de nutrientes essenciais

  • Em lactentes e crianças, crescimento ou desenvolvimento insuficiente

Deve-se avaliar o estado nutricional de rotina como parte do exame clínico para

  • Recém-nascidos e crianças

  • Pessoas idosas

  • Pessoas tomando vários fármacos

  • Pessoas com transtornos psiquiátricos

  • Pessoas com distúrbios sistêmicos que duram mais que vários dias

A avaliação do estado nutricional é feita por meio da anamnese, exame físico e, algumas vezes, exames complementares. Em caso de suspeita de desnutrição pode-se fazer exames laboratoriais (p. ex., dosar a albumina) e testes cutâneos de sensibilidade. A análise da composição corporal (p. ex., medidas das pregas cutâneas, análise de bioimpedância) é utilizada para estimar o percentual de gordura corporal e avaliar a obesidade.

A anamnese contém perguntas sobre ingestão alimentar, alterações do peso, fatores de risco de deficiências nutricionais e revisão dos sistemas (ver tabela Sinais e sintomas de deficiências nutricionais). Um nutricionista pode obter uma história alimentar mais detalhado. Normalmente contém uma lista dos alimentos consumidos nas últimas 24 horas e um questionário alimentar. Um diário alimentar pode ser utilizado para registrar os alimentos consumidos. O recordatório no qual o paciente pesa os alimentos consumidos é mais preciso.

Tabela
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Sinais e sintomas de deficiências nutricionais

Sistema/área

Sinais ou sintomas

Deficiências

Aparência geral

Fraqueza

Energia

Pele

Exantema

Várias vitaminas, zinco, ácidos graxos essenciais

Exantema em áreas expostas ao sol

Niacina (pelagra)

Hematoma fácil

Cabelos e unhas

Afinamento ou perda de cabelos

Embranquecimento prematuro dos cabelos

Unhas em colher

Olhos

Visão noturna prejudicada

Ceratomalacia da córnea (ressecamento e turvação da córnea)

Boca

Queilose e glossite

Riboflavina, niacina, piridoxina, ferro

Gengivas sangrantes

Extremidades

Edema

Neurológico

Parestesia ou dormência nas extremidades

Tiamina (beribéri)

Tetania

Déficits sensoriais e cognitivos

Tiamina, niacina, piridoxina, vitamina B12

Demência

Musculoesquelético

Enfraquecimento muscular

Proteína

Deformidades ósseas (p. ex., joelho valgo ou varo, coluna curva)

Ossos frágeis

Articulações doloridas ou edemaciadas

Gastrointestinal

Diarreia

Proteína, niacina, folato, vitamina B12

Diarreia e disgeusia

Disfagia ou odinofagia (decorrente de síndrome de Plummer-Vinson)

Endócrino

Tireomegalia

Deve-se proceder a um exame físico completo, incluindo medida da altura e do peso e distribuição da gordura corporal. O índice de massa corporal (IMC) — peso em kg/altura em m2 —, que ajusta o peso pela altura [ver tabela Índice de massa corporal (IMC)], é mais preciso do que as tabelas de peso e altura. Existem padrões de crescimento e ganho ponderal para lactentes, crianças e adolescentes (ver Crescimento físico dos lactentes e das crianças).

Tabela
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Índice de massa corporal (IMC)

Categoria de peso

(IMC)

Normal* (18,5–24)

Sobrepeso (25–29)

Obesos: Classe I (30-34)

Obesos: Classe II (35–39)

Obesos: classe III (≥ 40)

Altura

Peso corporal

152–155 cm

44–58 kg

58–69 kg

69–82 kg

81–93 kg

> 93 kg

157–160 cm

47–61 kg

62–74 kg

74–87 kg

87-100 kg

> 100 kg

162–165 cm

50–65 kg

66–79 kg

79–93 kg

93–106 kg

> 106 kg

168–170 cm

54–69 kg

70–84 kg

84–98 kg

98-113 kg

> 113 kg

173–175 cm

57–74 kg

74–89 kg

89-104 kg

104–119 kg

> 119 kg

178–180 cm

60–78 kg

79–94 kg

95–10 kg

110-127 kg

> 127 kg

183–185 cm

64–83 kg

84–99 kg

100–117 kg

117-134 kg

> 134 kg

188–190 cm

67–87 kg

88–105 kg

106-123 kg

123-141 kg

> 141 kg

193 cm

71–89 kg

93–108 kg

112-127 kg

130-145 kg

> 145 kg

*IMC menores que os relacionados como normais são considerados abaixo do peso.

A distribuição da gordura corporal é importante. Obesidade do tronco desproporcional (relação cintura/quadril > 0,8) está associada a distúrbios cardiovasculares e cerebrovasculares, hipertensão e diabetes melito com mais frequência que a gordura localizada em outro lugar. A medida da circunferência da cintura em pacientes com IMC < 35 ajuda a determinar se eles têm obesidade do tronco e tem valor preditivo de risco de diabetes, hipertensão, hipercolesterolemia e distúrbios cardiovasculares. O risco é maior se a circunferência da cintura for maior que 102 cm em homens ou maior que 88 cm em mulheres.

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