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Glucagonoma

Por

Minhhuyen Nguyen

, MD,

  • Professor of Clinical Medicine
  • Fox Chase Cancer Center, Temple University

Última modificação do conteúdo jun 2019
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O glucagonoma é um tumor das células alfapancreáticas que secreta glucagon, causando hiperglicemia e exantema característico. O diagnóstico é feito por índices elevados de glucagon e estudos por imagem. A localização do tumor se faz por TC e ultrassonografia endoscópica. O tratamento consiste em ressecção cirúrgica.

Glucagon é um hormônio normalmente secretado pelo pâncreas quando os níveis de glicose no sangue caem. O glucagon estimula a glicogenólise no fígado e, assim, aumenta a glicose no sangue. Os glucagonomas são um tipo de tumor endócrino pancreático que se origina das células alfa do pâncreas. Os glucagonomas são muitos raros, mas semelhantes a outros tumores de células das ilhotas em que as lesões primárias e secundárias são de crescimento lento; sobrevida de 15 anos é comum. Oitenta por cento dos glucagonomas são malignos. A média de idade do início dos sintomas é 50 anos; 80% dos pacientes são mulheres. Poucos pacientes têm neoplasia endócrina múltipla tipo 1.

Sinais e sintomas

Como glucagonomas produzem glucagon, que aumenta o açúcar no sangue, os sintomas são os mesmos que os sintomas do diabetes. Com frequência, ocorrem perda ponderal, anemia normocrômica, hipoaminoacidemia e hipolipidemia, mas a característica clínica mais proeminente é uma erupção crônica envolvendo as extremidades, geralmente relacionada à língua lisa, brilhante e hiperemiada e à queilite. A lesão descamativa, vermelho-amarronzada, eritematosa com necrólise superficial é chamada de eritema necrolítico migratório.

Diagnóstico

  • Dosagem de glucagon

  • TC e ultrassonografia endoscópica para localizar

A maioria dos pacientes com glucagonoma tem níveis de glucagon > 1.000 pg/mL (> 1000 ng/L; normal é < 200 pg/mL [< 200 ng/L]). Entretanto, elevações moderadas podem ser observadas em insuficiência renal, pancreatite aguda, estresse excessivo e jejum. A correlação com os sintomas é necessária.

Os pacientes devem passar por TC abdominal seguida de ultrassonografia endoscópica; pode-se realizar RM ou positron emission tomography (PET) caso a TC não seja reveladora.

Tratamento

  • Remoção cirúrgica em casos de doença localizada

  • Quimioterapia para a doença metastática

  • Octreotida para diminuir a produção de insulina

A ressecção do tumor alivia todos os sintomas.

Tumores irressecáveis, metastáticos ou recorrentes são tratados com uma combinação de estreptozotocina e doxorrubicina, que pode diminuir os níveis de glucagon circulante imunorreativo, aliviar os sintomas e melhorar os índices de resposta (50%), mas dificilmente melhora a sobrevida. As quimioterapias mais recentes sob investigação para o glucagonoma incluem regimes à base de temozolomida, everolimo ou sunitinibe.

Injeções de octreotida suprimem em parte a produção de glucagon, melhorando os sintomas e podendo também, contudo, diminuir a tolerância à glicose, já que a octreotida diminui a produção de insulina. A octreotida pode rapidamente reverter a anorexia e a perda ponderal causados pelo efeito catabólico do excesso de glucagon. Pacientes não responsivos podem ser submetidos a tratamento com formulação de octreotida de liberação prolongada, administrando-se 20 a 30 mg, sc, 1 vez por mês. Pacientes usando octreotida também podem exigir a administração de enzimas pancreáticas porque a octreotida suprime a secreção de enzimas pancreáticas.

Aplicado localmente, via oral ou parenteral, o zinco pode causar o desaparecimento do eritema, mas a resolução pode ocorrer também após simples hidratação ou administração intravenosa de aminoácidos ou ácidos graxos, sugerindo que o eritema não seja somente causado pela deficiência de zinco.

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