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Acidose respiratória

Por

James L. Lewis, III

, MD, Brookwood Baptist Health and Saint Vincent’s Ascension Health, Birmingham

Última modificação do conteúdo mar 2018
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A acidose respiratória caracteriza-se por elevação primária da pressão parcial do dióxido de carbono (Pc2), com ou sem aumento compensatório no HCO3; o pH geralmente é baixo, mas pode estar próximo do normal. A causa é a diminuição da frequência respiratória e/ou no volume (hipoventilação), tipicamente em razão de condições iatrogênicas, pulmonares ou do sistema nervoso central. A acidose respiratória pode ser aguda ou crônica; a forma crônica é assintomática, mas a forma aguda, ou mais grave, causa cefaleia, confusão e tonturas. Os sinais incluem tremor, abalos mioclônicos e asterixe. O diagnóstico é clínico, com gasometria e eletrólitos séricos. A causa é tratada; em geral, são necessários oxigênio (O2) e ventilação mecânica.

Acidose respiratória é o acúmulo de dióxido de carbono (CO2) (hipercapnia) decorrente de diminuição de frequência e/ou volume respiratório (hipoventilação). As causas de hipoventilação (discutidas em falha de ventilação) incluem

  • Condições que alteram o estímulo respiratório do sistema nervoso central

  • Alteração da transmissão neuromuscular e outras causas de fraqueza muscular

  • Doenças pulmonares obstrutivas, restritivas ou parenquimatosas

Hipóxia tipicamente acompanha a hipoventilação.

A acidose respiratória pode ser

  • Aguda

  • Crônica

A diferenciação se baseia no grau de compensação metabólica; o dióxido de carbono é, inicialmente, tamponado de forma não eficiente, mas em 3 a 5 dias os rins aumentam significativamente a reabsorção de bicarbonato.

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas dependem da velocidade e do grau de aumento da Pco2. O CO2 se difunde rapidamente através da barreira hematocerebral. Os sinais e sintomas resultam do aumento das concentrações de CO2 e de baixo pH no sistema nervoso central e de qualquer hipoxemia concomitante.

Acidose respiratória aguda (ou crônica agudizada) causa cefaleia, confusão, ansiedade, tontura e estupor (narcose por CO2). Acidose respiratória de desenvolvimento lento e estável (como na DPOC) pode ser bem tolerada, mas os pacientes apresentam perda de memória, distúrbios do sono, sonolência excessiva durante o dia e alterações de personalidade. Os sinais incluem distúrbios da marcha, tremores, diminuição dos reflexos tendinosos profundos, abalos mioclônicos, asterixe e papiledema.

Diagnóstico

  • Gasometria arterial e eletrólitos séricos

  • Diagnóstico da causa, geralmente clínico

O reconhecimento da acidose respiratória e a compensação renal apropriada ( Distúrbios ácido-base : Diagnóstico) indica a realização de gasometria arterial e a dosagem dos eletrólitos séricos. As causas costumam ser evidentes a partir de história e exames. O cálculo do gradiente alveolar-arterial (A-a) de oxigênio O2 inspirada — (Po2 − [Po2 arterial +54 Pco2 arterial)] pode ajudar a diferenciar doenças pulmonares de doenças extrapulmonares; um gradiente normal essencialmente exclui doenças pulmonares.

Tratamento

  • Ventilação adequada

  • Bicarbonato de sódio (NaHCO3) é quase sempre contraindicado

O tratamento consiste no fornecimento de ventilação adequada por entubação endotraqueal ou ventilação com pressão positiva não invasiva (para indicações específicas e procedimentos, Visão geral de insuficiência respiratória). Ventilação adequada é tudo que é necessário para corrigir a acidose respiratória, embora a hipercapnia crônica geralmente deva ser corrigida lentamente (p. ex., durante horas ou mais), pois a redução demasiadamente rápida da PCO2 pode causar uma alcalose por hipercapnia de “rebote”, quando a hiperbicarbonatemia compensatória subjacente for revelada; a resultante elevação abrupta do pH no sistema nervoso central pode causar convulsão e morte. Quaisquer deficits de potássio e cloreto são corrigidos.

O bicarbonato de sódio é quase sempre contraindicado, por causa do potencial de acidose paradoxal no sistema nervoso central. Uma exceção pode ocorrer nos casos de broncoespasmo grave, nos quais o bicabornato pode melhorar a resposta da musculatura lisa dos brônquios aos agonistas beta.

Pontos-chave

  • Acidose respiratória envolve uma diminuição na frequência e/ou volume respiratório (hipoventilação).

  • As causas comuns incluem impulso respiratório prejudicado (p. ex., devido a toxinas, doença do sistema nervoso central) e obstrução do fluxo de ar (p. ex., por causa de asma, DPOC, apneia do sono, edema das vias respiratórias).

  • Reconhecer a hipoventilação crônica pela presença de compensação metabólica (HCO3elevado) e sinais clínicos de tolerância (menos sonolência e confusão do que o esperado para o grau de hipercapnia).

  • Tratar a causa e fornecer ventilação adequada, utilizando entubação endotraqueal ou ventilação com pressão positiva não invasiva como necessário.

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