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Massas adrenais não funcionais

Por

Ashley B. Grossman

, MD, University of Oxford; Fellow, Green-Templeton College

Última modificação do conteúdo jul 2019
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Massas adrenais não funcionais são lesões que ocupam espaço nas adrenais e não produzem hormônios. Os sinais, os sintomas e o tratamento dependem da natureza e do tamanho da massa.

As massas adrenais não funcionais mais comuns em adultos são adenomas (50%), seguidas de carcinomas e tumores metastáticos. Os cistos e lipomas compõem quase todo o restante. Entretanto, as proporções precisas dependem da apresentação clínica. Massas descobertas em triagem acidental costumam ser adenomas. Menos comumente, em recém-nascidos, as hemorragias adrenais espontâneas podem formar grandes massas adrenais, simulando neuroblastomas ou tumor de Wilms. Em adultos, hemorragia bilateral maciça pode resultar de doenças tromboembólicas ou coagulopatias.

Observam-se cistos benignos em pacientes idosos, que podem ser causados por degeneração cística ou acidentes vasculares. Linfomas, infecções bacterianas, infecções fúngicas (p. ex., histoplasmose) ou infestações parasitárias (p. ex., por Echinococcus) também podem se manifestar com massas adrenais, às vezes bilaterais. A disseminação hematógena de Mycobacterium tuberculosis pode causar massas adrenais. Um carcinoma adrenal não funcional causa um processo retroperitoneal difuso e infiltrativo. Pode ocorrer hemorragia, produzindo hematomas adrenais.

Sinais e sintomas

A maioria dos pacientes é assintomática. Em qualquer massa adrenal, é raro ocorrer insuficiência adrenal, a menos que as duas glândulas estejam envolvidas, mas a hiperfunção ocorre com mais frequência.

Os principais sinais de hemorragia adrenal bilateral maciça são dor abdominal, queda de hematócrito, sinais de insuficiência adrenal aguda e presença de massas suprarrenais na TC e RM. A tuberculose das adrenais pode causar calcificações e doença de Addison. Carcinoma adrenal não funcional normalmente se manifesta como doença invasiva ou metastática.

Diagnóstico

  • Medidas de hormônios adrenais

  • Biópsia com agulha fina

As massas adrenais não funcionais costumam ser encontradas de modo incidental durante exames com TC ou RM, realizados por outros motivos. A ausência de função é estabelecida clinicamente e confirmada por medições de hormônios adrenais. (Ver também o ACR Appropriateness Criteria on Incidentally Discovered Adrenal Mass e AACE and AAES Medical Guidelines for the Management of Adrenal Incidentalomas.)

A avaliação de triagem dos hormônios suprarrenais é feita pelo teste de supressão da dexametasona e pela dosagem de cortisol sérico (para descartar síndrome de Cushing), metanefrinas e catecolaminas fracionadas em urina de 24 horas (para descartar feocromocitoma) e aldosterona e renina plasmáticas (para excluir aldosteronismo primário).

Em caso de suspeita de doença metastática ou infecciosa, biópsia por agulha fina pode ser diagnóstica, mas é contraindicada se houver suspeita de carcinoma adrenal (para evitar a disseminação do tumor) ou feocromocitoma (para evitar a precipitação de hipertensão aguda).

Tratamento

  • Às vezes excisão, dependendo do tamanho e/ou resultados de imagem

  • Monitoramento periódico

Embora as novas modalidades de imagem (p. ex., RM em fase e fora de fase) possam ser diagnósticas, se o tumor é sólido, de origem adrenal e > 4 cm, ele normalmente deve ser excisado, a menos que as características das imagens sejam claramente benignas.

Tumores de 2 a 4 cm de diâmetro representam um problema clínico particularmente difícil. Se a triagem não sugerir câncer e a função hormonal não parecer alterada (p. ex., eletrólitos e metanefrinas normais, sem evidências de síndrome de Cushing), é razoável reavaliação periódica com exames de imagem, geralmente por 1 a 2 anos. Se não houver progressão, não será necessário acompanhamento subsequente. Entretanto, vários desses tumores secretam cortisol em quantidades pequenas demais para causar sintomas, e ainda não se esclareceu se podem produzir sintomas e morbidade caso não sejam tratados. A maioria dos médicos adota uma conduta expectante para os pacientes com esses tipos de tumor, mas devem considerar a sua remoção se houver produção importante de cortisol.

Adenomas adrenais < 2 cm não necessitam de tratamento especial, mas devem ser observados quanto ao crescimento e ao desenvolvimento de função secretora (como procura por sinais clínicos e medidas periódicas de eletrólitos).

O carcinoma suprarrenal não funcional com metástases geralmente tem indicação de cirurgia, embora o uso de mitotano com corticoides possa ajudar a controlar os sintomas de hipercortisolismo.

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