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Fornecedores de cuidados: Família e amigos

Por

Debra Bakerjian

, PhD, APRN, Betty Irene Moore School of Nursing, UC Davis

Última revisão/alteração completa abr 2018| Última modificação do conteúdo abr 2018
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Algumas pessoas idosas têm familiares, amigos ou vizinhos que estão dispostos e são capazes de ajudá-las e cuidar delas. Essas pessoas podem ser chamadas de cuidadores. Ocasionalmente, membros de grupos religiosos ou outros grupos ajudam ou assumem o papel de cuidadores sem custo algum ou a baixo custo. Os cuidadores podem ajudar com atividades básicas (como comer, vestir-se e banhar-se) ou com as tarefas da casa (como cozinhar, limpar, fazer compras, pagar contas e cortar a grama) e outras atividades (como tomar os medicamentos da forma prescrita).

Dos 49 milhões de pessoas com 65 anos de idade ou mais nos Estados Unidos em 2016, muitos precisam da ajuda de cuidadores diariamente. Mais de 22 milhões de cuidadores nos Estados Unidos fornecem cuidados contínuos a pessoas idosas. Eles podem fornecer cuidados por poucas horas durante a semana ou dia e noite.

A maior parte dos cuidadores são cuidadores familiares, os cônjuges ou filhos das pessoas de quem cuidam, e a maior parte deles são mulheres. Cerca de dois terços dos cuidadores trabalham em tempo integral ou meia jornada, além de fornecer os cuidados.

Determinar se uma pessoa idosa precisa ou não de cuidados pode ser difícil. Observar como uma pessoa idosa é capaz de realizar as seguintes tarefas pode ajudar os familiares preocupados a tomar uma decisão:

  • Comer: Frequentemente as roupas estão manchadas de comida? A pessoa está perdendo peso sem uma explicação óbvia?

  • Levantar e sentar de uma cadeira ou cama: A pessoa balança para frente e para trás várias vezes antes de realmente levantar-se? Há por perto objetos ou móveis que são usados como apoio? Sentar-se em uma cadeira parece com cair-se para trás? A pessoa cai com frequência quando se levanta da cama ou de uma cadeira?

  • Usar o toalete: A roupa está manchada ou úmida?

  • Tomar banho: A pele ou o cabelo estão sujos?

  • Vestir-se: A pessoa aparenta estar amassada ou desgrenhada?

  • Andar: A pessoa parece instável ou cai?

  • Tomar os medicamentos receitados: Os medicamentos duram mais do que deveriam? Os medicamentos são usados mais rapidamente do que deveriam? As pílulas estão misturadas em um único recipiente?

  • Usar o telefone: A pessoa parece entender conversas por telefone? O telefone costuma ser atendido quando se sabe que a pessoa está em casa?

  • Administrar dinheiro: As contas não são pagas gerando avisos de atraso? A pessoa é constantemente notificada devido a saldo negativo nas contas?

  • Fazendo compras e preparando alimentos: Há comida suficiente disponível? A comida é guardada com datas de validade vencidas? As panelas parecem ser queimadas com frequência? O forno foi encontrado ligado?

  • Lavar a roupa: As roupas estão limpas?

Recompensas e desafios

Cuidar de um familiar pode ser muito gratificante, mesmo quando é um trabalho duro e causa estresse. Muitas pessoas escolhem cuidar do cônjuge, parceiro ou familiar por amor e respeito. Eles encontram novo significado para suas próprias vidas sendo importantes na vida dessa outra pessoa, mesmo se seus esforços nem sempre são apreciados. No entanto, ninguém pode estar totalmente preparado para os desafios de cuidar.

Fisicamente, mentalmente, financeiramente e emocionalmente cuidar de alguém pode ser uma tarefa difícil, como nas seguintes situações:

  • Os cuidadores podem ter que fazer todas as tarefas domésticas, vestir e banhar a pessoa cuidada, assegurar-se de que esta siga o regime de medicamentos receitados, administrar as finanças ou uma combinação.

  • Eles podem gastar todas suas economias enquanto cuidam do cônjuge ou familiar dependente, ou podem ter que deixar seu trabalho para cuidar dessa pessoa.

  • Eles podem ter que atender continuamente às necessidades emocionais da pessoa.

  • Eles podem ter que abandonar atividades das quais gostam.

  • Os familiares podem discordar ou discutir sobre quem deveria fornecer ou pagar por esses cuidados e sobre outros aspectos dos cuidados.

As exigências podem ser mais árduas quando os cuidadores são frágeis, foram empurrados para este papel de maneira inesperada ou relutante ou devem cuidar de alguém que não é cooperativo ou é combativo.

As muitas responsabilidades e conflitos que vêm do cuidar de uma pessoa idosa podem isolar um cuidador, comprometer seus relacionamentos e ameaçar oportunidades de trabalho. Elas podem levar à raiva, frustração, culpa, ansiedade, estresse, depressão e uma sensação de desesperança e exaustão. Esses sentimentos são às vezes chamados desgaste do cuidador. O desgaste pode afetar qualquer um a qualquer momento, mas é mais provável quando a pessoa sendo cuidada não pode ser deixada sozinha ou não dorme bem. Na maior parte dos casos, quando os cuidadores não estão conscientes disso ou são incapazes de obter ajuda, o desgaste pode levar a maus tratos de idosos, incluindo abandono e até mesmo ao abuso da pessoa idosa.

Para determinar como fornecer a ajuda que uma pessoa idosa precisa e evitar o desgaste do cuidador, os cuidadores frequentemente precisam falar com diferentes profissionais, incluindo um assistente social, um gerente de cuidados (especialista treinado para garantir que a pessoa idosa receberá toda a ajuda e cuidados necessários), o clínico geral, um enfermeiro e/ou fisioterapeuta e terapeuta ocupacional. Os cuidadores também podem usar estratégias para preparar-se para este trabalho e evitar o desgaste do cuidador.

Evitar o desgaste do cuidador

Os cuidadores podem ajudar a evitar o desgaste fazendo o seguinte:

  • Aprender sobre as causas, sintomas e efeitos em longo prazo do estado da pessoa idosa

  • Antecipar as mudanças na pessoa idosa e no nível de cuidado que a pessoa idosa precisa

  • Deixar que pessoas idosas tomem as decisões e resolvam os problemas, tanto quanto possível

  • Conhecer seus próprios limites

  • Não tomar como pessoal a raiva, frustração ou comportamentos difíceis da pessoa idosa (esses comportamentos podem ser sintomas de um distúrbio como a demência)

  • Evitar discussões e aprender como redirecionar conversas difíceis

  • Discutir as responsabilidades com outros familiares e amigos, e pedir que ajudem quando for apropriado e possível.

  • Discutir os sentimentos e experiências com um amigo, com alguém que teve experiências parecidas ou com pessoas de um grupo de apoio.

  • Comer e se exercitar regularmente e dormir suficientemente

  • Programar períodos de tempo regulares para relaxar e desfrutar algumas atividades

  • Obter informações sobre os recursos financeiros da pessoa idosa

  • Evitar esgotar os recursos financeiros pessoais

  • Contatar organizações que possam fornecer informações e referências para cuidadores

  • Usar centros durante o dia ou serviços de descanso para ter uma pausa temporária, quando necessário

  • Contratar um auxiliar domiciliar ou um profissional da área de saúde, como um enfermeiro diplomado ou um auxiliar de enfermagem, para ajudar, se necessário

  • Falar com um conselheiro, terapeuta ou um sacerdote, se necessário

  • Lembrar que centros de vida assistida ou casas de repouso podem ser a melhor opção

Cuidados de longa distância

Em uma sociedade moderna e móvel, os familiares algumas vezes vivem a centenas ou mesmo milhares de quilômetros de distância. Essas distâncias complicam os esforços para garantir que as pessoas idosas recebam de seus familiares a ajuda que precisam. Cuidadores de longa distância - normalmente filhos adultos - têm muitos desafios.

Frequentemente, é difícil manter uma boa comunicação. Os familiares podem sentir que nunca fazem uma ideia completa e precisa de como a pessoa idosa está indo ou o que é preciso. Mesmo quando as necessidades são entendidas, os familiares podem sentir que há pouco que podem fazer para a pessoa idosa a menos que estejam lá para fazê-lo.

Os familiares podem tomar várias medidas para tornar a ajuda à distância menos preocupante:

  • Programar períodos regulares para ligar, o que pode ser reconfortante para todos

  • Comunicar-se por e-mail ou videoconferência

  • Achar uma pessoa que possa visitar seu ente querido regularmente e que concorde em ser acionado imediatamente se surgirem problemas ou preocupações

  • Organizar a participação em algum tipo de programa de refeições (como Meals on Wheels), caso comprar, preparar as refeições e comer sejam uma preocupação

  • Instalar um sistema de segurança na casa se houver preocupação com a segurança

  • Instalar um sistema de resposta de emergência pessoal (dispositivo de alerta médico) se houver preocupação de cair

Além disso, os familiares devem ter cópias de quaisquer instruções prévias, como testamentos em vida ou procuração vitalícia para cuidados de saúde, assim poderão ajudar caso seu ente querido precise de tratamento de emergência. Os familiares também devem saber se seu ente querido deixou alguma Ordem do médico para tratamento de prolongamento da vida (Physician's Order for Life-Sustaining Treatment, POLST), por vezes também denominada Ordem médica para tratamento de prolongamento da vida (Medical Order for Life-Sustaining Treatment, MOLST). Esses documentos especificam que tipos de tratamento de prolongamento de vida as pessoas desejam e não desejam e são considerados uma ordem médica concreta.

Os familiares podem obter ajuda de pessoas que estão familiarizadas com os recursos da comunidade onde a pessoa idosa mora. O clínico geral da pessoa idosa pode ser de ajuda para conseguir assistência local. Ou os familiares podem contratar um gerente de cuidados geriátricos para supervisionar os cuidados. No entanto, os familiares às vezes acreditam que eles não têm outra escolha além de ir e ajudar diretamente. A lei de licença médica familiar (Family Medical Leave Act) prevê que as pessoas mantenham seus empregos mesmo se ausentando por até 12 semanas de licença não remunerada para atender um familiar dependente. Apenas grandes empregadores são obrigados a fornecer essa proteção, e há outras restrições, como as sobre elegibilidade do funcionário.

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