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Prevenção e reação aos maus tratos a idosos

Por

Daniel B. Kaplan

, PhD, LICSW, Adelphi University School of Social Work;


Barbara J. Berkman

, DSW, PhD, Columbia University School of Social Work

Última revisão/alteração completa mai 2019| Última modificação do conteúdo mai 2019
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Muitas pessoas idosas que são maltratadas não pedem ajuda por vários motivos. Elas podem se sentir envergonhadas e ficarem relutantes em contar sobre os maus tratos. Elas podem ser incapazes de contar aos outros porque o agressor limita as ligações telefônicas ou o acesso aos visitantes e aos profissionais da área de saúde. Se o agressor é o cuidador, o idoso pode se sentir muito dependente ou querer proteger o agressor que também pode ser um filho adulto. Elas podem ter medo de serem ainda mais machucadas, ou de serem abandonadas ou de serem colocadas em uma casa de repouso.

Os idosos nunca devem pensar que os maus tratos são parte de ser idoso e dependente. Ser maltratado ameaça sua própria dignidade e senso de bem-estar e pode até mesmo custar sua vida. Familiares e amigos podem ajudar mantendo laços estreitos com o idoso.

Os idosos que estão preocupados com os maus tratos podem tomar providências, como as que seguem, para fazer com que isso seja menos provável de acontecer:

  • Não viver com alguém que tenha um histórico de comportamento violento ou abuso de substâncias

  • Manter contato com amigos e antigos vizinhos, especialmente se eles tiveram que mudar-se para uma casa de repouso

  • Ficar conectado com organizações comunitárias e sociais (aumentando as chances de que os maus tratos, se acontecerem, sejam vistos)

  • Insistir no aconselhamento legal antes de assinar qualquer documento relacionado sobre onde vão viver ou quem irá controlar suas finanças (a Area Agency on Aging [Instituição de Cuidados de Idosos] local pode indicar a ajuda legal para os que solicitarem)

Se o idoso acreditar que está em perigo, eles podem ligar para uma linha direta de abuso de idosos para ajuda imediata. Essas linhas diretas estão listadas no catálogo telefônico local, normalmente nas Páginas Azuis ou podem ser fornecidas por uma operadora telefônica. Uma lista de todas as leis estaduais sobre maus tratos a idosos e números de telefone para se denunciar maus tratos estão disponíveis no National Center on Elder Abuse (855-500-3537 ou www.ncea.acl.gov). A National Association of Area Agencies on Aging (Associação nacional de agências locais para o envelhecimento) (202-872-0888 ou www.n4a.org) é outra boa fonte de informações e referências. Se os idosos não se sentem em perigo, mas ainda assim querem ajuda, eles podem tentar falar sobre isso com seu médico, assistente social ou outro profissional da área de saúde.

Parentes, amigos e conhecidos têm a responsabilidade de ajudar se souberem ou tiverem fortes suspeitas de maus tratos, assim como os profissionais da área de saúde. Enfrentar diretamente o agressor não é recomendado porque isso pode piorar os maus tratos. Em vez disso, a situação deve ser relatada. Se os maus tratos ocorrem em uma instituição, é obrigatório denunciar a negligência ou o abuso confirmado ou suspeito em todos os estados e, na maior parte dos estados, se este ocorrer em casa. Cada estado tem leis que protegem e fornecem serviços para pessoas vulneráveis, incapacitadas ou incapazes. Cada estado tem leis que protegem as pessoas de serem processadas por denunciarem suspeita de maus tratos. Para denunciar maus tratos, as pessoas podem entrar em contato com o seguinte:

  • Na maior parte dos estados: O departamento de serviço social do estado (Adult Protective Services)

  • Em alguns estados: A unidade do estado para o envelhecimento

  • Para abuso em uma instituição: O escritório local do ombudsman para cuidados de longo prazo ou o departamento de saúde estadual

Os números de telefone para essas agências e escritórios em qualquer parte dos Estados Unidos podem ser encontrados ligando-se para o Eldercare Locator (800-677-1116 ou no site www.eldercare.gov) ou o National Center on Elder Abuse (855-500-3537 ou www.ncea.acl.gov) e informando o município e a cidade ou o código postal de residência da pessoa.

Uma vez que os maus tratos e seus efeitos podem variar bastante, as intervenções precisam ser personalizadas para a situação de cada pessoa. As intervenções podem incluir o seguinte:

  • Assistência médica

  • Educação, como informações sobre os maus tratos e opções disponíveis, assim como ajuda com a concepção dos planos de segurança

  • Apoio psicológico, como psicoterapia e grupos de apoio

  • Intervenção legal e aplicação da lei, como detenção do agressor, ordens de proteção e defesa legal

  • Arranjo para alojamento alternativo, como residências que fornecem abrigo de segurança com proteção contra o agressor

Mais informações

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