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Síndrome de congestão pélvica

Por

JoAnn V. Pinkerton

, MD, University of Virginia Health System

Última revisão/alteração completa jul 2019| Última modificação do conteúdo jul 2019
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A síndrome de congestão pélvica é uma dor de longa duração (crônica) na parte inferior do tronco (pelve), causada pelo acúmulo de sangue nas veias da pelve, que se alargaram (dilataram) e enroscaram.

A síndrome de congestão pélvica é considerada uma causa comum da dor pélvica crônica (uma dor pélvica que dura mais de seis meses). A dor é sentida porque o sangue se acumula nas veias da pelve, que se dilatam e enroscam-se (chamadas varizes). A dor resultante às vezes é debilitante. O estrogênio pode contribuir para o surgimento dessas veias.

Muitas mulheres em idade fértil têm varizes na pelve, mas nem todas apresentam os sintomas.

Sintomas

A mulher com síndrome de congestão pélvica geralmente tem dor pélvica durante ou após uma gestação e ela tende a piorar com cada gravidez.

A dor costuma ser prolongada e indistinta, mas também pode ser aguda ou latejante. Ela fica pior no final do dia (depois de muito tempo em pé ou sentada) e diminui quando a mulher fica deitada. A dor também piora durante ou após a relação sexual. Muitas vezes é acompanhada por dor na lombar, dores nas pernas e sangramento vaginal anormal.

Algumas mulheres de vez em quando apresentam uma secreção vaginal transparente ou líquida.

Outros sintomas podem incluir fadiga, oscilações do humor, dores de cabeça e inchaço abdominal.

Diagnóstico

  • Ultrassonografia ou outro exame de imagem

  • Laparoscopia (às vezes)

O médico pode suspeitar que a mulher está com síndrome de congestão pélvica quando ela estiver tendo dor pélvica, mas um exame pélvico não detectar inflamação ou outra anomalia. Para que o médico diagnostique uma síndrome de congestão pélvica, a dor precisa ter estado presente por mais de seis meses e os ovários precisam estar sensíveis quando forem examinados.

A realização de uma ultrassonografia para verificar quanto à presença de varizes na pelve pode ajudar o médico a confirmar o diagnóstico de síndrome de congestão pélvica. No entanto, talvez seja necessário realizar outro exame por imagem para confirmar o diagnóstico. Esses exames podem incluir venografia (radiografias das veias tiradas após um meio de contraste radiopaco ser injetado em uma veia na virilha), tomografia computadorizada (TC), ressonância magnética (RM) e venografia por ressonância magnética.

Uma laparoscopia é realizada, se a dor for muito incômoda e a causa não tiver sido identificada. Neste procedimento, o médico faz uma pequena incisão, logo abaixo do umbigo, e introduz uma microcâmera para visualizar diretamente as estruturas da pelve.

Tratamento

  • Normalmente, a progestina medroxiprogesterona ou medicamentos anti-inflamatórios não esteroides

  • Caso necessário, um procedimento para bloquear o fluxo sanguíneo em direção às varizes

A medroxiprogesterona costuma ser usada antes para oferecer alívio da dor. Ela é uma progestina (uma forma sintética do hormônio feminino progesterona). Os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) também podem ajudar a aliviar a dor.

Caso esses medicamentos sejam ineficazes, é possível que o médico tente bloquear o fluxo de sangue para as varizes, impedindo, assim, que o sangue se acumule nelas. Existem dois procedimentos disponíveis:

  • Embolização de uma veia: Depois de utilizar um anestésico para anestesiar uma pequena área da coxa, o médico faz uma pequena incisão na região. Em seguida, ele introduz, através da incisão, um tubo fino e flexível (cateter) na veia e passam-no pelas varizes. O médico insere micromolas, esponjas ou líquidos viscosos através do cateter nas veias para bloqueá-las.

  • Escleroterapia: Da mesma forma, o médico introduz um cateter e injeta uma solução, através dele, dentro das varizes. Essa solução bloqueia as veias.

Quando o sangue não consegue mais irrigar as varizes pélvicas, a dor geralmente diminui.

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