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Ehrlichiose e Anaplasmose

Por

William A. Petri, Jr

, MD, PhD, University of Virginia School of Medicine

Última revisão/alteração completa jul 2018| Última modificação do conteúdo ago 2018
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Ehrlichiose e anaplasmose são infecções transmitidas por carrapatos que causam febre, calafrios, dores musculares, dor de cabeça e sensação geral de doença (mal-estar).

  • Os sintomas de ehrlichiose e anaplasmose são semelhantes, mas é menos provável que a anaplasmose cause uma erupção cutânea.

  • A técnica de reação em cadeia de polimerase (PCR), realizada em uma amostra de sangue, permite que os médicos detectem as bactérias rapidamente.

  • A melhor forma de prevenir a infecção é evitar as picadas de carrapato.

  • A ehrlichiose e anaplasmose são tratadas com um antibiótico.

As bactérias Ehrlichia e Anaplasma, assim como riquétsias, podem viver somente dentro de células de um animal ou pessoa. Porém, ao contrário das riquétsias, essas bactérias habitam nos glóbulos brancos do sangue (Ehrlichia nos monócitos e Anaplasma nos granulócitos).

Ehrlichiose é mais comum no sudeste e centro-sul dos Estados Unidos. A anaplasmose ocorre nos estados do nordeste e da região do meio do Atlântico, parte superior do centro-oeste e costa oeste dos Estados Unidos. A anaplasmose também ocorre na Europa. A infecção é transmitida às pessoas por picadas de carrapatos. Assim, é mais provável essas infecções se desenvolverem entre a primavera e o final do outono, quando os carrapatos estão mais ativos.

Essas infecções são transmitidas por carrapatos diferentes:

  • Ehrlichiose: o carrapato estrela solitário (Amblyomma americanum)

  • Anaplasmose: o carrapato de veado (espécies de Ixodes)

A doença de Lyme e a babesiose também são transmitidas por carrapatos Ixodes (de corpo rígido) e são comuns nas mesmas áreas. Consequentemente, as pessoas podem contrair mais de uma infecção se forem picadas por um carrapato infectado por mais de um organismo.

Como as bactérias Ehrlichia e Anaplasma infectam os glóbulos brancos do sangue que circulam na corrente sanguínea, essas bactérias podem ser transmitidas por transfusões de sangue e transplante de órgãos. Algumas pessoas desenvolveram anaplasmose após receberem transfusão de sangue de uma pessoa que foi recentemente infectada ou que foi infectada, mas não apresentou sintomas.

Sintomas

Os sintomas de ehrlichiose e anaplasmose são parecidos. Os sintomas geralmente começam cerca de 12 dias após a picada de um carrapato. Os sintomas começam de forma repentina. Eles incluem febre, calafrios, dores musculares, fraqueza, enjoo e/ou vômito, tosse, dor de cabeça e mal-estar.

Uma erupção cutânea pode se desenvolver no torso, braços e pernas em algumas pessoas com ehrlichiose, mas é incomum em pessoas com anaplasmose. Algumas pessoas não apresentam sintomas.

A ehrlichiose e a anaplasmose podem causar coagulação sanguínea generalizada (coagulação intravascular disseminada), mau funcionamento (insuficiência) grave de vários órgãos, convulsões e coma.

Os sintomas de ambas as infecções são mais graves em pessoas com o sistema imunológico enfraquecido (devido a um distúrbio como infecção por HIV ou a fármacos como corticosteroides). A morte não é comum, mas tem mais probabilidade de ocorrer em pessoas com o sistema imunológico enfraquecido ou nas que não forem tratadas logo.

Diagnóstico

  • Exames de sangue

Os médicos fazem exames de sangue, os quais podem detectar uma baixa contagem de glóbulos brancos, baixa contagem de plaquetas (trombocitopenia), um alto nível de enzimas hepáticas e coagulação sanguínea anormal. Mas esses achados ocorrem em muitos outros distúrbios.

A técnica de reação em cadeia da polimerase (PCR) pode ser realizada. Uma amostra de sangue é usada. A técnica de PCR aumenta a quantidade de DNA da bactéria e, assim, permite que os médicos identifiquem a bactéria mais rapidamente.

As análises de sangue para a detecção de anticorpos contra essas bactérias podem ser úteis, mas essas análises não conseguem detectar os anticorpos até várias semanas após o início da doença.

Prevenção

Para prevenir esses distúrbios, as pessoas devem tomar medidas que impeçam picadas de carrapato.

Prevenção contra picadas de carrapatos

A prevenção do acesso de carrapatos à pele inclui

  • Manter-se em vias e trilhas

  • Enfiar as calças nas botas ou nas meias

  • Vestir camisas de manga comprida

  • Aplicar repelentes com dietiltoluamida (DEET) em superfícies cutâneas

A DEET deve ser usada com cuidado em crianças muito pequenas, pois foram relatadas reações tóxicas. Permetrina no vestuário é eficaz para matar os carrapatos. As buscas frequentes de carrapatos, principalmente em áreas pilosas e em crianças, são essenciais em regiões em que as infecções transmitidas por carrapatos são comuns.

Carrapatos cheios de sangue devem ser retirados com cuidado e não devem ser amassados entre os dedos, pois amassar o carrapato pode resultar em transmissão da doença. O corpo do carrapato não deve ser agarrado, nem esmagado. A tração gradual na cabeça do carrapato com uma pequena pinça irá desalojá-lo. O ponto em que ele se grudou deve ser limpo com álcool. Vaselina, fósforos acesos e outros produtos irritantes não são formas eficazes de retirar os carrapatos e não devem ser usadas.

Não há meios práticos disponíveis para eliminar áreas inteiras de carrapatos. No entanto, o número de carrapatos pode ser reduzido em áreas em que eles são comuns tornando-se o ambiente menos atraente para os animais que transportam os carrapatos. Por exemplo, as pessoas podem tornar as áreas menos atraentes para camundongos retirando pilhas de madeira e folhagem caída e limpando a grama alta e o mato rasteiro ao redor das casas, especialmente nas áreas de lazer. Os camundongos podem se esconder e fazer ninhos nesses locais.

Tratamento

  • Antibióticos

Se pessoas eventualmente expostas a carrapatos infectados tiverem sintomas típicos, o tratamento para ehrlichiose ou anaplasmose é geralmente iniciado antes de os resultados dos testes estarem disponíveis. Quando o tratamento é iniciado cedo, a maioria das pessoas responde rapidamente e bem. Um atraso no tratamento pode levar a sérias complicações, incluindo morte em 2% a 5% das pessoas.

Geralmente se usa doxiciclina. As pessoas tomam este antibiótico até melhorarem e não terem febre por 24 a 48 horas, mas devem tomá-lo durante pelo menos 7 dias.

Algumas pessoas continuam a ter dores de cabeça e se sentem fracas e, geralmente, com mal-estar durante semanas após o tratamento.

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