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Esclerite

Por

Melvin I. Roat

, MD, FACS, Sidney Kimmel Medical College at Thomas Jefferson University

Última revisão/alteração completa dez 2019| Última modificação do conteúdo dez 2019
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A esclerite é uma inflamação grave e destrutiva da esclerótica (a camada fibrosa resistente que cobre o olho) que pode acometer a visão.

  • A esclerite, algumas vezes, ocorre em pessoas que têm uma doença inflamatória generalizada.

  • O principal sintoma é uma dor profunda e intensa no olho.

  • Às vezes são realizados exames de imagem para confirmar o diagnóstico.

  • O tratamento normalmente inicia-se com corticosteroides.

A esclerite é mais comum entre mulheres com idade de 30 a 50 anos. Em um terço dos casos, são afetados ambos os olhos. A esclerite pode acompanhar artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico ou outra doença autoimune (um mau funcionamento do sistema imunológico do organismo que faz com que o organismo ataque seus próprios tecidos). Cerca de metade dos casos de esclerite é de causa desconhecida. (Consulte também Considerações gerais sobre doenças da conjuntiva e da esclerótica.)

O interior do olho

O interior do olho

Sintomas

Os sintomas da esclerite incluem dor no olho (em geral dor profunda) que é frequentemente constante e suficientemente intensa para interferir no sono e reduzir o apetite. Os sintomas incluem dor no olho, irritação com aumento do lacrimejar e sensibilidade à luz intensa. Uma vermelhidão um tanto arroxeada ocorre em parte ou em todo o olho.

Não é comum, mas a inflamação pode ser tão grave que um orifício se forma no globo ocular (perfuração) e ocorre a perda da visão. Tal inflamação grave é chamada esclerite necrosante. Pessoas com esclerite necrosante com frequência têm problemas em outros órgãos do corpo.

Diagnóstico

  • Uma avaliação médica dos sintomas e da aparência dos olhos

  • Algumas vezes, exames de imagem

Os médicos diagnosticam a esclerite pelos sintomas e aspecto dos olhos, quando observados com a lâmpada de fenda. Às vezes, a área da inflamação está na parte posterior do olho (esclerite posterior), e uma ultrassonografia ou uma tomografia computadorizada (TC) é necessária para confirmar o diagnóstico da esclerite posterior.

Prognóstico

Cerca de 14% das pessoas com esclerite desenvolvem diminuição significativa na visão dentro de 1 ano e 30% desenvolvem diminuição significativa da visão em 3 anos. Cerca de 50% das pessoas com esclerite necrosante morrem dentro de 10 anos, muitas vezes devido a um infarto do coração.

Tratamento

  • Corticosteroides

  • Às vezes imunossupressores

  • Algumas vezes, reparo cirúrgico

No tratamento da esclerite, é frequente o médico prescrever corticosteroides orais (como a prednisona). Muito raramente, medicamentos anti-inflamatórios não esteroides via oral são suficientes para casos leves. Se a pessoa apresenta uma doença autoimune ou não responde aos corticosteroides, poderão ser necessários medicamentos que suprimem o sistema imunológico (imunossupressores), como metotrexato, ciclofosfamida ou rituximabe.

Pessoas sob risco de uma perfuração podem necessitar um reparo cirúrgico.

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