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Estrutura e função dos olhos

Por

James Garrity

, MD, Mayo Clinic College of Medicine

Última revisão/alteração completa mar 2019| Última modificação do conteúdo mar 2019
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As estruturas e funções dos olhos são complexas. Cada olho ajusta constantemente a quantidade de luz que deixa entrar, foca os objetos próximos e afastados e gera imagens contínuas que são transmitidas ao cérebro de forma instantânea.

A órbita é uma cavidade óssea que contém o globo ocular, os músculos, os nervos e os vasos sanguíneos, assim como as estruturas que produzem e drenam as lágrimas. Cada órbita tem forma de pera e a sua estrutura é formada por vários ossos.

O interior do olho

O interior do olho

O olho tem uma camada exterior branca, relativamente resistente chamada de esclerótica (ou branco do olho).

Perto da parte frontal do olho, na área protegida pelas pálpebras, a esclerótica está coberta por uma membrana fina e transparente (a conjuntiva), que reveste a superfície da córnea. A conjuntiva também cobre a úmida superfície posterior das pálpebras e do globo ocular.

A luz penetra no olho através da córnea, a camada clara e curva na frente da íris e da pupila. A córnea atua como camada protetora da parte frontal do olho e também ajuda a concentrar a luz sobre a retina, no fundo do olho.

Depois de passar pela córnea, a luz atravessa a pupila (o ponto preto no meio do olho).

A íris—área circular e colorida do olho que circunda a pupila—controla a quantidade de luz que entra no olho. A íris permite que entre mais luz no olho (aumentando ou dilatando a pupila) quando o ambiente está escuro e deixa que entre menos luz (diminuindo ou contraindo a pupila) quando o ambiente tiver muita luz. Portanto, a pupila se dilata e se contrai como a abertura da lente de uma câmera conforme muda a quantidade de luz no ambiente imediatamente em seu redor. O tamanho da pupila é controlado pela ação do músculo do esfíncter pupilar e músculo dilatador da pupila.

Por trás da íris, encontra-se o cristalino. Ao mudar de forma, o cristalino concentra luz na retina. Com a ação de pequenos músculos (chamados músculos ciliares) o cristalino aumenta de espessura para que o olho focalize os objetos próximos e fica mais fino para focalizar os objetos distantes.

A retina contém os nervos que percebem a luz (fotorreceptores) e os vasos sanguíneos que a nutrem. A parte mais sensível da retina é uma área pequena, designada mácula, que tem milhões de fotorreceptores bem unidos entre si (do tipo chamado cones). A alta densidade dos cones na mácula gera uma imagem visual detalhada, do mesmo modo que uma câmera digital de alta resolução tem mais megapixels.

Cada fotorreceptor está ligado a uma fibra nervosa. As fibras nervosas dos fotorreceptores se agrupam para formar o nervo óptico. O disco óptico, a primeira parte do nervo óptico, está localizado na parte posterior do olho.

Os fotorreceptores da retina convertem a imagem em impulsos elétricos, os quais são transmitidos ao cérebro pelo nervo óptico. Há dois tipos principais de fotorreceptores: cones e bastonetes.

Os cones são os responsáveis pela visão precisa, central e detalhada e pela visão em cores, estando agrupados principalmente na mácula.

Os bastonetes são responsáveis pela visão periférica (lateral) e pela visão noturna. Os bastonetes são mais numerosos do que os cones e bem mais sensíveis à luz, mas não registram a cor nem contribuem para a visão central detalhada como fazem os cones. Os bastonetes ficam agrupados, sobretudo, nas áreas periféricas da retina.

O globo ocular se divide em dois segmentos, cada um cheio de líquido. A pressão gerada por esses líquidos preenche o globo ocular e ajuda a manter a sua forma.

A seção frontal (segmento anterior) se estende do interior da córnea até a superfície frontal do cristalino. É preenchida por um líquido denominado humor aquoso, que nutre as estruturas internas. O segmento anterior é dividido em duas câmaras. A câmara frontal (anterior) se estende da córnea até a íris. A câmara dorsal (posterior) se estende da íris até o cristalino. Normalmente, o humor aquoso é produzido na câmara posterior, flui lentamente pela pupila e chega à câmara anterior, saindo depois do globo ocular através de canais de saída localizados onde a íris se encontra com a córnea.

A parte dorsal (segmento posterior) se estende da superfície posterior do cristalino até a retina. E contém um líquido gelatinoso denominado humor vítreo.

Traçando os caminhos visuais

Os sinais nervosos se deslocam de cada olho junto com o nervo óptico correspondente e outras fibras nervosas (denominado caminho visual) para a parte posterior do cérebro, onde a visão é percebida e interpretada. Os dois nervos ópticos se encontram no quiasma óptico, que é uma área atrás dos olhos e imediatamente à frente da hipófise, por baixo da zona frontal do cérebro. O nervo óptico de cada olho se divide no quiasma óptico. Metade dos nervos de cada lado cruzam para o outro lado e seguem para a parte posterior do cérebro. Assim, o lado direito do cérebro recebe informação dos dois nervos ópticos para o campo esquerdo da visão, e o lado esquerdo do cérebro recebe informação dos dois nervos ópticos para o campo direito da visão. O meio desses campos de visão se sobrepõe. É visto pelos dois olhos (conhecido como visão binocular).

Um objeto é visto a partir de ângulos ligeiramente diferentes por cada olho, de modo que as informações que o cérebro recebe de cada olho são diferentes, embora se sobreponham. O cérebro integra as informações para produzir uma imagem completa. Esse processo é a base da visão estereoscópica ou da percepção de profundidade.

Traçando os caminhos visuais
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