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Deficiência de vitamina K

Por

Larry E. Johnson

, MD, PhD, University of Arkansas for Medical Sciences

Última revisão/alteração completa out 2019| Última modificação do conteúdo out 2019
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A deficiência de vitamina K é mais comum em bebês, especialmente naqueles que são amamentados. A deficiência pode causar sangramento; portanto, todos os recém-nascidos devem receber uma injeção de vitamina K.

  • Sangramento, o principal sintoma, pode ser fatal em recém-nascidos.

  • Exames de sangue para verificar a rapidez da coagulação sanguínea podem confirmar o diagnóstico.

  • Todos os recém-nascidos devem receber uma injeção de vitamina K.

  • Suplementos de vitamina K tomados por via oral ou injetados sob a pele podem corrigir a deficiência.

A vitamina K apresenta-se sob duas formas:

  • Filoquinona: Esta forma ocorre em plantas e é consumida na dieta. É mais bem absorvida quando é consumida juntamente com gordura. A filoquinona não é tóxica.

  • Menaquinona: Essa forma é produzida por bactérias no intestino, mas apenas pequenas quantidades são produzidas. Em alguns países, essa forma é usada para suplementação.

A vitamina K é necessária para a síntese das proteínas que ajudam a controlar o sangramento (fatores de coagulação) e, por isso, para a coagulação normal do sangue. Ela também é necessária para a saúde dos ossos e outros tecidos.

A vitamina K, assim como as vitaminas A, D e E, é uma vitamina lipossolúvel, a qual se dissolve em gordura, e é mais bem absorvida quando ingerida juntamente com alguma gordura. Boas fontes de vitamina K incluem verduras de folhas verdes (como couve-galega, espinafre e couve-de-folhas) e óleo de soja e de canola.

A deficiência de vitamina K pode causar doença hemorrágica no recém-nascido, caracterizada por uma tendência à hemorragia. Deve-se administrar uma injeção de vitamina K aos recém-nascidos para protegê-los dessa doença. Bebês amamentados que não receberem essa injeção ao nascer ficam especialmente suscetíveis à deficiência de vitamina K, pois o leite materno contém apenas pequenas quantidades dessa vitamina. A doença hemorrágica é mais provável em bebês que estão sendo amamentados ou que apresentem um transtorno que prejudique a absorção de gordura ou uma doença hepática. As fórmulas lácteas infantis contêm vitamina K. O risco é também maior se a mãe tiver tomado medicamentos anticonvulsivantes (por exemplo, fenitoína), anticoagulantes (que tornam o sangue menos propenso a coagular) ou determinados antibióticos.

Você sabia que...

  • Os recém-nascidos correm risco de apresentar deficiência de vitamina K, porque eles não recebem uma quantidade suficiente de vitamina K antes do nascimento e porque eles ainda não conseguem sintetizar a vitamina K por conta própria.

Em adultos saudáveis, a deficiência de vitamina K não é comum uma vez que muitas verduras verdes contêm vitamina K e bactérias no intestino produzem vitamina K.

Se uma pessoa tiver deficiência de vitamina K, tomar varfarina ou anticoagulantes relacionados interfere na síntese dos fatores de coagulação (que ajudam o sangue a coagular) e pode aumentar a probabilidade de ter hemorragia ou agravá-la. Anticoagulantes são indicados para pessoas com quadros clínicos que aumentam o risco de coágulos no sangue. Esses quadros clínicos incluem repouso prolongado no leito (por exemplo, devido a lesão ou doença), recuperação após uma cirurgia e ter fibrilação atrial (um ritmo cardíaco irregular e anormal). Pessoas que tomam varfarina precisam fazer exames de sangue periodicamente para verificar a rapidez com que seu sangue coagula.

Causas

A deficiência de vitamina K pode ocorrer devido ao seguinte:

  • Falta de vitamina K na dieta

  • Uma dieta muito baixa em gorduras uma vez que a vitamina K é mais bem absorvida quando ingerida com alguma quantidade de gordura

  • Distúrbios que prejudicam a absorção de gordura e que, portanto, reduzem a absorção da vitamina K (por exemplo, obstrução dos dutos biliares ou fibrose cística)

  • Determinados medicamentos, incluindo anticonvulsivantes, e alguns antibióticos

  • Consumo de grandes quantidades de óleo mineral, que pode reduzir a absorção de vitamina K

Recém-nascidos são propensos à deficiência de vitamina K devido ao seguinte:

  • Apenas pequenas quantidades de vitamina K passam da mãe para o feto durante a gravidez.

  • Durante os primeiros dias após o nascimento, o intestino do recém-nascido ainda não adquiriu bactérias para a produção de vitamina K.

Sintomas

O principal sintoma da deficiência de vitamina K é o sangramento (hemorragia) sob a pele (que causa manchas negras), nasal, de uma ferida, do estômago ou do intestino. O sangramento no estômago, às vezes, provoca vômitos com sangue. É possível ver sangue na urina ou nas fezes, ou as fezes podem ter uma cor negra.

As hemorragias no cérebro ou em volta dele são potencialmente fatais para os recém-nascidos.

Ter uma doença hepática aumenta o risco de apresentar hemorragia, porque os fatores de coagulação são produzidos no fígado.

A deficiência de vitamina K pode também debilitar os ossos.

Diagnóstico

  • Exames de sangue

O médico suspeita da presença de deficiência de vitamina K quando ocorre sangramento anormal em pessoas com quadros clínicos que as colocam em risco.

Exames de sangue para medir a rapidez da coagulação sanguínea podem confirmar o diagnóstico. Saber a quantidade de vitamina K consumida pela pessoa ajuda o médico a interpretar o resultado desses exames de sangue. Às vezes, os níveis de vitamina K no sangue são medidos.

Tratamento

  • Em caso de recém-nascidos, injeção de vitamina K

  • Em caso de deficiência, vitamina K via oral ou injetável

Uma injeção intramuscular de vitamina K é recomendada para todos os recém-nascidos para reduzir o risco de hemorragia no cérebro após o parto.

Se uma deficiência de vitamina K for diagnosticada, essa vitamina costuma ser administrada por via oral ou por injeção subcutânea. Se a causa for um medicamento, será ajustada a dose do medicamento ou será administrada uma dose extra de vitamina K.

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