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Procedimentos especiais para doação e transfusão de sangue

Por

Ravindra Sarode

, MD, The University of Texas Southwestern Medical Center

Última revisão/alteração completa fev 2019| Última modificação do conteúdo fev 2019
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Além da transfusão e doação de sangue normais, algumas vezes são usados procedimentos especiais.

Plaquetaférese (doação de plaquetas)

Na plaquetaférese, o doador doa somente plaquetas e não sangue total. O sangue total é coletado do doador e uma máquina, que separa o sangue nos seus componentes, remove de maneira seletiva as plaquetas e devolve o resto do sangue ao doador. Como os doadores recebem novamente a maior parte do seu sangue de volta, eles podem de maneira segura doar oito a dez vezes o mesmo número de plaquetas durante um desses procedimentos do que doariam em uma única doação de sangue total. Eles também podem doar plaquetas mais frequentemente, uma vez a cada três dias (mas não mais do que 24 doações durante um ano). A coleta de plaquetas de um doador demora entre uma e duas horas, ao passo que uma doação de sangue total dura cerca de dez minutos.

Doação dupla de glóbulos vermelhos

Na chamada doação dupla de glóbulos vermelhos, uma pessoa doa o dobro de glóbulos vermelhos de uma doação única de sangue total. Essa doação dupla é possível porque a pessoa doa apenas glóbulos vermelhos, em vez de sangue total. O sangue total é coletado do doador e uma máquina, que separa o sangue nos seus componentes, remove de maneira seletiva os glóbulos vermelhos e devolve o resto dos componentes do sangue (plaquetas e plasma) ao doador. Também é administrado um pouco de líquido ao doador por via intravenosa porque, não fosse isso, a pressão arterial do doador poderia cair muito e causar sintomas, como tontura e perda de consciência. Após a doação dupla de glóbulos vermelhos, a pessoa pode estar menos capaz de se exercitar vigorosamente por alguns dias. A doação dupla de glóbulos vermelhos pode ser realizada com frequência de até uma vez a cada 112 dias (a cada 16 semanas). Alguns especialistas recomendam que as pessoas administrem suplementos de ferro após a doação dupla de glóbulos vermelhos para que seus organismos consigam repor os glóbulos vermelhos mais rapidamente.

Transfusão autóloga

Em uma transfusão autóloga, os doadores são os receptores do seu próprio sangue. Nas semanas anteriores a um procedimento cirúrgico eletivo, por exemplo, uma pessoa pode doar várias unidades de sangue para serem transfundidas, caso necessário, durante ou após o procedimento cirúrgico. A pessoa toma comprimidos de ferro após a doação do sangue para ajudar o corpo a repor as células sanguíneas perdidas antes da cirurgia. Além disso, durante alguns tipos de cirurgia e em certos tipos de lesões, o sangue perdido pode ser coletado, lavado e imediatamente administrado de volta na pessoa (recuperação de sangue intraoperatória). Uma transfusão autóloga elimina os riscos de incompatibilidade e doenças transmitidas pelo sangue (a menos que seja administrado sangue errado por engano). Contudo, os médicos não usam esta técnica tão frequentemente quanto a transfusão padrão porque o suprimento geral de sangue é muito seguro devido à triagem e testagem rigorosas dos doadores. Adicionalmente, pacientes idosos podem não tolerar doar sangue antes de cirurgias porque têm muito maior probabilidade de sofrer efeitos colaterais durante a doação, tais como baixa pressão arterial e desmaios. Eles também têm de qualquer forma maior probabilidade de apresentar baixas contagens de células sanguíneas. Além disso, a transfusão autóloga é mais cara do que a transfusão padrão.

Doação direta ou dirigida

Familiares ou amigos podem doar sangue especificamente uns para os outros se os tipos sanguíneos e fatores Rh do receptor e do doador forem compatíveis. No caso de alguns receptores, saber quem doou o sangue é reconfortante, ainda que uma doação de um familiar ou amigo não seja necessariamente mais segura do que a de uma pessoa sem parentesco. O sangue de um parente é testado, como todas as amostras de sangue, e então tratado com radiação para prevenir a doença do enxerto contra o hospedeiro, que, ainda que rara, ocorre mais frequentemente quando o receptor e o doador têm parentesco.

Aférese de células-tronco hematopoiéticas (transplante de células-tronco)

Na aférese de células-tronco hematopoiéticas, um doador doa somente células-tronco hematopoiéticas (células indiferenciadas que podem se transformar em qualquer tipo de célula sanguínea) em vez de sangue total. Antes do procedimento de doação, o doador recebe uma injeção de um tipo especial de proteína (fator de crescimento), que estimula a medula óssea a liberar células-tronco na corrente sanguínea. É extraído sangue total do doador e uma máquina que separa os componentes do sangue remove de maneira seletiva as células-tronco hematopoiéticas e devolve o resto do sangue para o doador. Doadores e receptores de células-tronco precisam ter tipos de leucócitos compatíveis (antígeno de leucócitos humanos, ou HLA), um tipo de proteína encontrada em certas células, em vez de tipos sanguíneos compatíveis. Por vezes, são usadas células-tronco hematopoiéticas para tratar pessoas com leucemia, linfoma ou outros cânceres do sangue. Este procedimento é chamado transplante de células-tronco. As células-tronco do próprio receptor podem ser obtidas ou podem ser administradas células-tronco doadas.

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