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Síndromes do desfiladeiro torácico (Thoracic Outlet Syndromes, TOS)

Por

Michael Rubin

, MDCM, Weill Cornell Medical College

Última revisão/alteração completa out 2019| Última modificação do conteúdo out 2019
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As síndromes do desfiladeiro torácico compreendem um grupo de distúrbios causados pela pressão nos nervos, artérias ou veias grandes conforme passam entre o pescoço e o tórax. Quando a pressão é exercida nos nervos, há dor e sensação de formigamento (parestesias) na mão, no pescoço, no ombro e no braço. Quando a pressão é exercida nas artérias, os braços ficam pálidos e frios. Quando a pressão é exercida nas veias, os braços incham e a pele adjacente pode adquirir um aspecto azulado.

  • Os nervos e os vasos sanguíneos podem ser apertados conforme passam por passagem justa desde o pescoço até o tórax.

  • A dor e a sensação de formigamento podem começar no pescoço e no ombro, descendo até o braço.

  • São realizados vários exames diagnósticos para encontrar as possíveis causas, mas nenhum exame consegue confirmar o diagnóstico.

  • Geralmente, fisioterapia, exercício e analgésicos ajudam a aliviar os sintomas, mas, às vezes, é preciso fazer uma cirurgia.

O desfiladeiro torácico é o espaço entre o pescoço e o tórax pelo qual passam os principais vasos sanguíneos e numerosos nervos que levam até o braço. Uma vez que essa passagem está bastante preenchida, os vasos sanguíneos ou os nervos que se dirigem até o braço podem ficar comprimidos entre estruturas (como uma costela, a clavícula ou um músculo contíguo), causando problemas. Não obstante, a causa exata dos distúrbios do desfiladeiro torácico geralmente não é clara.

Muito raramente, a causa é uma anormalidade anatômica evidente, como as seguintes:

  • Uma pequena costela a mais no pescoço (costela cervical) que exerce pressão em uma artéria

  • Uma costela anormal no tórax

  • Uma fratura mal curada da clavícula

As síndromes do desfiladeiro torácico são mais comuns entre as mulheres e, geralmente, se desenvolvem entre os 35 e 55 anos.

Sintomas

Se a pressão for exercida nos nervos, a síndrome do desfiladeiro torácico causa dor e sensação de formigamento que geralmente começam no pescoço ou no ombro, depois se espalham pela superfície interna do braço, até a mão.

Se a pressão for exercida em uma das artérias subclávias (localizadas sob a clavícula), o braço fica pálido e frio.

Se a pressão for exercida nas veias, a mão, o braço e o ombro do lado afetado podem inchar, ou a pele adjacente pode adquirir um aspecto azulado (um quadro conhecido por cianose) devido a um fluxo sanguíneo comprometido, resultando em um fornecimento inadequado de oxigênio. Em casos raros, a pressão é grave o bastante a ponto de causar síndrome de Raynaud, em que os dedos ficam pálidos ou azuis e, geralmente, dormentes, quando expostos ao frio.

Diagnóstico

  • Avaliação de um médico

  • Geralmente estudos de condução nervosa e eletromiografia

  • Geralmente, imagem por ressonância magnética

  • Radiografia do pescoço

  • Por vezes, angiografia

Os médicos baseiam o diagnóstico de síndrome do desfiladeiro torácico em sintomas e resultados de um exame físico e de vários testes de diagnóstico. No entanto, nenhum desses procedimentos confirma ou exclui definitivamente a síndrome do desfiladeiro torácico.

Geralmente são feitos os seguintes exames:

  • Os estudos de condução nervosa e eletromiografia podem detectar as anomalias características da síndrome do desfiladeiro torácico.

  • O exame de imagem por ressonância magnética (RM) é realizado para buscar anomalias anatômicas.

Com um estetoscópio colocado sobre a clavícula ou perto da parte superior da axila, o médico ausculta ruídos que indicam um fluxo sanguíneo anômalo (sopros) numa artéria comprimida pelas estruturas próximas. Ou os médicos podem solicitar uma radiografia do pescoço para procurar por uma costela a mais na parte da coluna que passa pelo pescoço.

Para detectar um fluxo sanguíneo anômalo, também se pode realizar uma angiografia das artérias do braço (artérias braquiais). Neste exame, são tiradas radiografias depois que uma substância visível nas radiografias (agente de contraste radiopaco) for injetada na corrente sanguínea.

Tratamento

  • Fisioterapia e exercício

  • Por vezes, medicamentos anti-inflamatórios não esteroides e antidepressivos

  • Algumas vezes, cirurgia

Na maioria das pessoas com sintomas de síndrome do desfiladeiro torácico, fisioterapia e exercício produzem melhoras. Os medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e os antidepressivos administrados em baixas doses também podem ajudar.

Quando se confirma a existência de uma anomalia anatômica ou pressão nos grandes vasos sanguíneos, ou se os sintomas continuarem a progredir, pode ser necessário realizar uma intervenção cirúrgica. No entanto, como um diagnóstico definitivo é difícil de ser realizado e porque os sintomas frequentemente persistem no pós-operatório, os médicos geralmente consultam um especialista experiente que pode ajudar a determinar se a cirurgia é necessária.

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