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Síndrome do encarceramento

Por

Kenneth Maiese

, MD, National Heart, Lung, and Blood Institute

Última revisão/alteração completa jul 2019| Última modificação do conteúdo jul 2019
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A síndrome do encarceramento consiste em paralisia quase completa. Estado de alerta e função mental não são afetados. As pessoas não conseguem fazer expressões faciais, mover-se, falar ou comunicar-se por conta própria, mas podem mover os olhos para cima e para baixo e piscar.

  • A síndrome do encarceramento costuma ser causada por acidente vascular cerebral, mas pode ser causada por síndrome de Guillain-Barr ou por um câncer que afete uma certa parte do cérebro.

  • Pessoas com esta síndrome não conseguem mover a parte de baixo de sua face, mastigar, engolir, falar, mover seus membros nem mover os olhos de um lado para o outro, mas geralmente conseguem ver, ouvir, mover os olhos para cima e para baixo e piscar.

  • Para identificar a síndrome do encarceramento, os médicos testam as pessoas que não conseguem se mover e que aparentemente não apresentam resposta, pedindo-lhes que abram e fechem os olhos e realizam exames de imagem para identificar a causa.

  • O tratamento inclui tratar a causa (se identificada), oferecer uma boa nutrição, prevenir problemas decorrentes da incapacidade de movimentação (como úlceras de decúbito) e ministrar treinamento de comunicação.

A síndrome do encarceramento normalmente resulta de um acidente vascular cerebral. Mas ela pode resultar de

  • Algum problema (como câncer no cérebro ou uma lesão na cabeça), que destrói a parte média do tronco cerebral, mas não afeta as partes do cérebro que controlam a consciência e a função mental (a parte superior do tronco cerebral e o telencéfalo, que é a parte maior do cérebro)

  • Raramente, uma paralisia completa de nervos periféricos e músculos, que pode resultar da síndrome de Guillain-Barré grave ou de um câncer que afete a parte média do tronco cerebral ou a área em seu redor

Sintomas

Pessoas com síndrome de encarceramento não podem mover a parte de baixo de sua face, mastigar, engolir, falar, mover seus membros nem mover os olhos de um lado para o outro. Elas podem ter dificuldade em respirar, mas podem ver e ouvir.

A síndrome do encarceramento se assemelha ao estupor ou coma porque as pessoas não têm nenhuma maneira óbvia de responder, embora estejam completamente conscientes. No entanto, a maioria pode mover os olhos para cima e para baixo e piscar. Se os cuidadores não percebem os movimentos dos olhos, as pessoas com síndrome de encarceramento podem equivocadamente ser consideradas sem consciência do que ocorre ao seu redor e incapazes de pensar ou se comunicar.

As pessoas com síndrome do encarceramento podem aprender a se comunicar, abrindo e fechando os olhos em resposta a perguntas. Algumas pessoas com síndrome de encarceramento podem aprender a se comunicar usando um computador que interpreta a atividade cerebral e que pode ser controlado por movimentos oculares e, às vezes, por outros meios.

Você sabia que...

  • Pessoas com síndrome do encarceramento podem pensar normalmente, mas parece que não respondem porque não podem mover nenhuma parte de seu corpo, exceto os olhos.

Diagnóstico

  • Avaliação de um médico

  • Exames por imagem como imagem por ressonância magnética

Uma vez que a síndrome do encarceramento pode ser confundida com estupor ou coma, os médicos testam as pessoas que não se movem e parecem sem resposta, pedindo-lhes para abrir e fechar os olhos.

Os exames de imagem do cérebro, como a imagem por ressonância magnética (RM) e tomografia computadorizada (TC), são feitos para determinar a causa, especialmente para verificar se há distúrbios tratáveis ​​que contribuem com o problema.

Se o diagnóstico for incerto, os médicos podem realizar outros exames de diagnóstico por imagem, como tomografia por emissão de pósitrons (positron emission tomography, PET) ou tomografia computadorizada por emissão de fóton único (single-photon emission computed tomography, SPECT), potenciais evocados ou eletroencefalografia.

Prognóstico

A recuperação das pessoas depende da causa e gravidade da síndrome, conforme os seguintes exemplos:

  • Se a causa for um pequeno acidente vascular cerebral e as pessoas não estão completamente paralisadas, elas podem se recuperar completamente ou o suficiente para fazer algumas tarefas cotidianas, como comer e falar, por conta própria.

  • Se o acidente vascular cerebral for grande, a maioria das pessoas precisa de assistência de enfermagem em tempo integral de forma permanente.

  • Se a causa for a síndrome de Guillain-Barré, as pessoas podem melhorar em vários meses, mas a recuperação é raramente completa.

  • Se a causa for uma doença progressiva como câncer, geralmente resulta em morte.

Tratamento

  • Medidas preventivas para problemas devido à imobilização

  • Boa alimentação

  • Treinamento de comunicação

O tratamento precoce envolve corrigir eventuais quadros clínicos que podem contribuir para a síndrome. As pessoas que têm dificuldade em respirar podem precisar de ajuda com a respiração, como a ventilação mecânica.

Tratamento em longo prazo

Como as pessoas em coma, aquelas que apresentam síndrome do encarceramento exigem atenção integral.

Fornecer uma boa alimentação (suporte nutricional) é importante. As pessoas são alimentadas através de um tubo inserido pelo nariz até o estômago (chamado alimentação por sonda). Às vezes, elas são alimentadas por uma sonda inserida diretamente no estômago ou no intestino delgado através de uma incisão na parede abdominal. Os medicamentos também podem ser dados através desses tubos.

Muitos problemas resultam da incapacidade de se mover e as medidas para evitá-los são essenciais. Por exemplo, o seguinte pode ocorrer:

  • Úlceras de decúbito: Deitar em uma posição pode cortar o fornecimento de sangue para algumas regiões do corpo, fazendo com que a pele rache e úlceras de decúbito se formem.

  • Músculos fracos e lesão nos nervos: Quando os músculos não são usados, eles se tornam fracos. Deitar em uma posição por um longo período pode exercer pressão suficiente sobre um nervo para causar lesões.

  • Contraturas: A falta de movimentos pode também levar a rigidez permanente dos músculos (contraturas) fazendo com que as articulações tornem-se permanentemente flexionadas.

  • Coágulos sanguíneos: A falta de movimento torna mais provável a formação de coágulos sanguíneos nas veias da perna.

As úlceras de decúbito podem ser prevenidas pelo reposicionamento frequente da pessoa e colocação de almofadas protetoras sob as partes do corpo que ficam em contato com a cama, como calcanhares, para proteger essas partes.

Para evitar fraqueza muscular, lesões nos nervos e contraturas, os fisioterapeutas movem suavemente as articulações da pessoa em todas as direções (exercícios passivos de amplitude de movimento) ou colocam talas nas articulações em determinadas posições.

A prevenção de coágulos sanguíneos inclui o uso de medicamentos e compressão ou elevação das pernas. A movimentação dos membros, como ocorre em exercícios passivos de amplitude de movimento, também pode ajudar a prevenir coágulos sanguíneos.

Devido às pessoas terem incontinência, deve-se tomar cuidado em manter a pele limpa e seca. Se a bexiga não estiver funcionando e urina estiver sendo retida, um tubo (cateter) poderá ser colocado na bexiga para drenar a urina. Os cateteres são limpos cuidadosamente e examinados regularmente para prevenir o desenvolvimento de infecções do trato urinário.

Treinamento de comunicação

As pessoas com a síndrome de encarceramento podem aprender a se comunicar usando um dispositivo de entrada de computador controlado pelo movimento dos olhos. Outros dispositivos podem detectar quando a pessoa funga ligeiramente. Esses dispositivos também podem ser conectados a um computador e utilizados para comunicar. Os fonoaudiólogos podem ajudar as pessoas a desenvolver um código de comunicação usando piscar de olhos ou fungar. Se elas recuperam uso de outra parte do corpo (como um polegar ou do pescoço), elas podem se comunicar de outras formas.

No entanto, esses métodos são cansativos e lentos. Logo, outros métodos estão sendo desenvolvidos utilizando eletrodos que são fixos no couro cabeludo ou implantados no cérebro. Os eletrodos podem detectar sinais elétricos produzidos por células nervosas. Esses sinais são enviados a um computador e processados. Eles podem ser utilizados para mover cursores em uma tela de computador, operar um braço robótico e produzir falas geradas por computador.

Outras questões

Como a comunicação geralmente pode ser estabelecida, as pessoas afetadas devem tomar suas próprias decisões de saúde. No entanto, as pessoas afetadas ficam frequentemente muito deprimidas e podem precisar ser aconselhadas por um profissional de saúde mental, especialmente quando estão considerando intervenções médicas futuras e medidas de suporte de vida.

Caso presente, a depressão é tratada.

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