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Problemas em trânsito

Por

Christopher Sanford

, MD, MPH, DTM&H, University of Washington

Última revisão/alteração completa dez 2018| Última modificação do conteúdo dez 2018
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Diversos quadros clínicos podem ocorrer durante a viagem, mesmo em pessoas saudáveis.

Enjoo do movimento

A cinetose (também chamada de enjoo de viagem ou enjoo do movimento) costuma ser desencadeada por vibração e movimento e piora se a pessoa sente calor, ansiedade fome ou se comer em excesso.

Os sintomas incluem náusea, vômitos, sudorese e tonturas.

Medidas preventivas incluem consumir alimentos, bebidas e álcool com moderação, fixar o olhar em um objeto parado ou no horizonte, deitar-se e ficar de olhos fechados e respirar um pouco de ar fresco. Um adesivo transdérmico de escopolamina ou um anti-histamínico (como a ciclizina, o dimenidrinato, a difenidramina ou a meclizina) talvez ajudem, especialmente se tomados antes de viajar. No entanto, esses medicamentos podem causar sonolência, boca seca, confusão, quedas e outros problemas em idosos.

Coágulos de sangue durante a viagem

Os coágulos (trombose venosa profunda) podem ocorrer quando a pessoa permanece sentada por um longo período de tempo durante viagens de avião, trem, ônibus ou automóvel. Os coágulos sanguíneos ocorrem com mais frequência em pessoas que

  • Têm mais idade

  • Estão com sobrepeso

  • Fumam

  • Têm câncer

  • Estão tomando estrogênio (como suplementos de estrogênio ou em medicamentos contraceptivos)

  • Estão grávidas

  • Passaram recentemente por uma cirurgia

  • Tiveram coágulos

  • Permaneceram inativas ou imóveis

Os coágulos sanguíneos se formam nas veias da perna ou na região pélvica e, às vezes, se soltam e chegam até os pulmões (um quadro clínico denominado embolia pulmonar). Alguns dos coágulos das pernas não causam sintomas, outros provocam cãibras, edemas e alterações na cor das pernas e dos pés. A embolia pulmonar é muito mais séria que os coágulos nas pernas. As pessoas podem, primeiramente, desenvolver uma sensação de mal-estar, seguida por falta de ar, dor no peito ou desmaio. As embolias pulmonares podem ser letais.

É possível diminuir o risco de desenvolver coágulos sanguíneos se a pessoa

  • Mudar de posição com frequência

  • Esticar e movimentar as pernas com frequência enquanto estiver sentada

  • Beber bastante líquido

  • Levantar-se para caminhar e espreguiçar-se a cada uma a duas horas

Não se deve manter as pernas cruzadas durante muito tempo, pois isso diminui a circulação. Evite cafeína e álcool e vista meias elásticas de suporte para reduzir o risco.

Pressão no ouvido e nos seios nasais durante o voo

A pressão no ouvido e nos seios nasais durante o voo deve-se às mudanças na pressão do ar no avião (pressão da cabine). Normalmente, durante a decolagem e ascensão do avião, a pressão da cabine diminui e as pequenas bolsas de ar presas nos seios nasais e no ouvido médio expandem-se, dando lugar a uma sensação de pressão no ouvido, estalidos, ou os dois, ou desconforto e pressão leve nos seios paranasais. Durante a aterrissagem do avião, a pressão na cabine aumenta e surgem sintomas semelhantes. Essas sensações leves desaparecem, geralmente, quando se estabelece um equilíbrio entre a pressão dos seios paranasais e dos ouvidos e a pressão da cabine.

Em pessoas com alergias, problemas sinusais e infecções respiratórias comuns, os canais que ligam os ouvidos e os seios nasais ao nariz e à boca ficam inflamados e algumas vezes obstruídos com muco, impedindo que o equilíbrio da pressão seja restabelecido com normalidade. As pessoas com esses problemas podem sentir um mal-estar significativo. Deglutir (principalmente enquanto mantém-se o nariz fechado) frequentemente ou bocejar durante a descida, usar descongestionantes antes da descida ou soprar forte com a boca fechada e narinas fechadas ajuda a equilibrar a pressão do ar. Algumas pessoas chupam balas duras durante a descida. Essas ações são normalmente suficientes para aliviar um mal-estar pequeno do ouvido e dos seios nasais.

Problemas dentários não tratados ou dentes que foram submetidos a procedimentos dentários recentes podem ficar doloridos com a mudança da pressão do ar.

Crianças

As crianças são particularmente sensíveis à dor provocada por diferenças de pressão. Devem mascar chiclete, chupar bala ou beber algo durante a decolagem e a aterrissagem para estimular a deglutição. Bebês podem ser amamentados, tomar mamadeira ou chupar chupeta.

Distúrbio do sono (jet lag)

O distúrbio do sono depois de uma viagem aérea (jet lag) é comum quando as pessoas viajam e cruzam rapidamente mais de três fusos horários. O distúrbio do sono não ocorre com viagens pelo mar, por ferrovia ou de carro, pois os viajantes têm tempo de se ajustar às mudanças de fuso horário. O sintoma mais óbvio é a fadiga na chegada. Outros sintomas incluem

  • Irritabilidade

  • Dificuldade para dormir (insônia)

  • Dor de cabeça

  • Dificuldade de concentração

O jet lag pode ser reduzido se os períodos de sono e de vigília forem ajustados aos horários de destino um ou dois dias antes da partida. Durante o voo, deve-se evitar fumo, cafeína e álcool em excesso. O controle da exposição à luz também pode ajudar os viajantes a se ajustar a um novo fuso horário.

Viagem no sentido oeste

As pessoas que viajam para o oeste tendem a acordar mais cedo e sentem-se cansadas mais cedo do que se sentiriam no horário local. Por exemplo, se as pessoas que normalmente acordam às 7 horas e vão para cama às 23 horas passarem por três fusos horários para o oeste, elas tenderão a acordar às 4 horas do horário local e sentirão a necessidade de dormir às 20 horas. Para se ajustar, as pessoas deverão se expor à luz do sol no fim da tarde e tentar ficar acordadas até a hora adequada para dormir.

Viagem no sentido leste

As pessoas que viajam para o leste tendem a acordar mais cedo e ficar acordadas mais tempo do que no horário local. Por exemplo, se as pessoas que normalmente acordam às 7 horas e vão para cama às 23 horas passarem por três fusos horários para o leste, elas tenderão a acordar às 10 horas do horário local e não sentirão a necessidade de dormir antes das 2 horas. Para se ajustar, as pessoas deverão se expor à luz do sol logo no início da manhã. Os que tiveram um voo noturno deverão tentar permanecer ativos fisicamente, até o fim da tarde e tentar não cochilar.

Sedativos de ação curta (remédio para dormir) podem ajudar a pessoa a adormecer no horário local adequado, depois de uma viagem para o leste. No entanto, os sedativos podem ter efeitos colaterais, como sonolência durante o dia, amnésia e insônia à noite. Os sedativos de ação prolongada, como o diazepam, podem provocar confusão e quedas em pessoas idosas e, portanto, seu consumo deve ser evitado.

O hormônio melatonina regula o ciclo de sono-vigília. Alguns médicos têm recomendado o uso de complementos de melatonina depois de uma viagem para o leste para redefinir o relógio biológico para dormir. Embora alguns viajantes informem que a melatonina seja benéfica, sua eficácia e segurança ainda não foram totalmente comprovadas.

Desidratação durante o voo

A desidratação ao voar é comum devido à baixa umidade nos aviões. A desidratação tende a afetar pessoas mais idosas e pessoas com determinadas doenças, como diabetes, ou que ingerem medicamentos usados para aumentar a excreção de sódio e de água na urina (diuréticos). Os principais sintomas são tontura, sonolência, confusão e, ocasionalmente, desmaios, podendo também ocorrer sede e secura da boca.

A desidratação pode ser prevenida por meio da ingestão de líquidos e evitando-se o álcool e a cafeína. A pele ressecada pode ser tratada com cremes hidratantes.

Disseminação de infecção durante a viagem

A disseminação de infecções em aviões e navios de cruzeiros recebe frequentemente atenção, mas é relativamente rara. Embora seja provável que os resfriados sejam o tipo de infecção mais comum, a preocupação é maior em relação à:

Os viajantes podem minimizar o risco de contrair gripe tomando a vacina contra a gripe mais recente. Eles podem minimizar o risco de diarreia e de algumas outras infecções lavando as mãos com frequência e usando desinfetantes de mão à base de álcool. Alguns cruzeiros oferecem antibióticos aos passageiros que estiveram em contato com outros que estão com infecções bacterianas.

Lesões leves durante a viagem

As lesões pouco graves são comuns durante viagens. A falta de costume em levantar bagagens pesadas costuma provocar lesões do ombro. A bagagem que cai dos compartimentos situados acima da cabeça pode ser causa de outras lesões graves. A turbulência no avião pode provocar lesões ou enjoo do movimento. Enquanto estiverem sentados, os passageiros deverão manter os cintos de segurança apertados o tempo todo. Durante viagens de barco, é possível prevenir lesões usando-se sapatos que proporcionem uma aderência adequada em superfícies úmidas, usando-se corrimãos e retirando os óculos de sol antes de entrar nas escadas do barco, e mantendo-se alerta em ambientes desconhecidos. Usar uma lanterna durante a noite é útil também para evitar as quedas.

Ansiedade

As viagens provocam ansiedade em muitas pessoas. O medo de voar, o medo dos espaços fechados e a preocupação de que problemas médicos possam ser agravados durante o voo são fontes frequentes de ansiedade. A ansiedade pode provocar insônia, piorando o jet lag. As pessoas podem hiperventilar, geralmente com sintomas como dor no peito, dificuldade para respirar, espasmos musculares e formigamento nos braços e nas mãos e ao redor da boca. A companhia de outros viajantes ou de um cuidador pode ajudar a aliviar a ansiedade. A terapia cognitivo-comportamental e os programas de dessensibilização ou a hipnose também podem ser úteis. Tomar medicamentos sedativos ou ansiolíticos, como zolpidem ou alprazolam, antes e, às vezes, durante a viagem, pode ser benéfico (consulte a tabela Medicamentos usados para tratar transtornos de ansiedade).

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