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Pré-eclâmpsia e eclâmpsia

Por Antonette T. Dulay, MD, The Ohio State University College of Medicine

Pré-eclâmpsia é a hipertensão arterial, que é acompanhada de proteína na urina, e que se desenvolve após a vigésima semana de gestação. Eclâmpsia são convulsões que ocorrem em mulheres com pré-eclâmpsia e que não apresentam outra causa.

  • A pré-eclâmpsia pode desprender a placenta e o bebê pode nascer precocemente, aumentando o risco de ter problemas logo após o nascimento.

  • Mãos e pés da mulher podem inchar, e se a pré-eclâmpsia é grave e não for tratada, ela pode ter convulsões (eclâmpsia) ou danos em órgãos.

  • Dependendo da gravidade da pré-eclâmpsia, o tratamento pode envolver repouso, hospitalização, medicamentos para baixar a pressão arterial ou o nascimento do bebê o mais cedo possível.

  • O sulfato de magnésio é dado pela veia para prevenir ou impedir as convulsões.

Cerca de 3 a 7% das mulheres grávidas desenvolvem pré-eclâmpsia (toxemia gravídica). Na pré-eclâmpsia, um aumento da pressão arterial é acompanhada de proteína na urina (proteinúria). Sem tratamento, a pré-eclâmpsia pode causar repentinamente convulsões (eclâmpsia). A eclâmpsia ocorre em 1 entre 200 mulheres que têm pré-eclâmpsia. Se não for tratada rapidamente, a eclâmpsia geralmente é fatal.

A pré-eclâmpsia (com ou sem eclâmpsia) desenvolve-se após a vigésima semana de gravidez e, geralmente, antes do final da primeira semana após o parto. Um quarto dos casos ocorrem após o parto, geralmente dentro dos primeiros 4 dias, mas, por vezes até 6 semanas após o parto.

Você sabia que...

  • Pré-eclâmpsia e eclâmpsia podem desenvolver-se após o parto

Síndrome HELLP

Esta síndrome desenvolve-se em 1 ou 2 entre 10 mulheres com pré-eclâmpsia grave ou eclâmpsia. A síndrome HELLP consiste em:

  • Hemólise (a destruição das células vermelhas do sangue)

  • Níveis elevados de enzimas hepáticas, indicando danos ao fígado

  • Baixa contagem de plaquetas, tornando o sangue menos capaz de coagular e aumentar o risco de sangramento durante e após o parto

A maioria das gestantes com essa síndrome têm hipertensão arterial e proteína na urina, mas algumas não têm nenhuma.

Causas

A causa da pré-eclâmpsia é desconhecida. Mas isso é mais frequente entre mulheres que

  • Estão grávidas pela primeira vez

  • Estão carregando dois ou mais fetos

  • Tiveram pré-eclâmpsia em uma gestação anterior

  • Têm parentes que tiveram pré-eclâmpsia

  • São obesas

  • Já têm pressão arterial alta ou uma doença vascular

  • Têm uma doença coagulativa

  • Têm menos de 17 ou mais de 35 anos

Sintomas

Algumas mulheres não têm sintomas. Em outras, a pré-eclâmpsia provoca a retenção de líquidos (edema), particularmente nas mãos, no rosto e em torno dos olhos, mas também nos pés. Os anéis já não servem. As mulheres podem ganhar excesso de peso.

Pequenos pontos vermelhos (petéquias) podem aparecer na pele, indicando sangramento na pele. As mulheres podem se sentir nervosas.

Se for grave, a pré-eclâmpsia pode danificar os órgãos, tais como o cérebro, os rins, os pulmões, o coração ou o fígado. Depois, as mulheres podem ter cefaleia, visão distorcida, confusão mental, dificuldade respiratória, dor na parte superior direita do abdômen (acima do fígado), vômitos ou outros sintomas. Se a síndrome HELLP se desenvolver, pode causar sintomas semelhantes. A síndrome HELLP pode desenvolver-se antes do aparecimento dos sintomas de pré-eclâmpsia. Uma gestante que tem uma nova cefaleia que não se resolve com acetaminofeno ou dentro de 24 horas, deve contatar seu médico.

A pré-eclâmpsia pode causar alguns sintomas perceptíveis por um tempo e de repente se agravar e causar convulsões (eclâmpsia).

Os bebês podem ficar pequenos por causa do mau funcionamento da placenta ou por nascerem prematuramente. Os bebês de mulheres com pré-eclâmpsia são 4 ou 5 vezes mais propensos a ter problemas logo após o nascimento do que os bebês de mulheres que não têm esta complicação.

Raramente, a pré-eclâmpsia pode fazer com que a placenta seja retirada precocemente (a chamada ruptura prematura da placenta – Ruptura da placenta (abruptio placentae)).

Diagnóstico

Os médicos diagnosticam a pré-eclâmpsia quando uma mulher tiver o seguinte:

  • Os sintomas típicos, tais como dor de cabeça, inchaço ao redor dos olhos, e, particularmente, inchaço das mãos

  • Aumento da pressão arterial durante a gestação

  • Proteína na urina

Os médicos fazem exames de sangue e de urina para confirmar o diagnóstico, para determinar quão grave é a pré-eclâmpsia e para verificar o dano no órgão. Os médicos também verificam a frequência cardíaca do feto. A ultrassonografia é feita para verificar outros sinais de bem-estar do feto, tais como movimentos, respiração e tônus ​​muscular ( Monitoramento do feto).

Tratamento

O parto é o melhor tratamento, mas os médicos devem pesar o risco de um parto prematuro contra a gravidade da pré-eclâmpsia. O parto é realizado tão breve quanto possível nas seguintes situações:

  • Eclâmpsia

  • Pré-eclâmpsia grave se a gestação já dura mais do que 34 semanas ou se os pulmões do feto estiverem desenvolvidos

  • Agravamento dos danos aos órgãos da mulher

  • Problemas no feto

Se o parto puder ser atrasado em gravidezes de 32 a 34 semanas, as mulheres tomam os corticosteroides para ajudar os pulmões do feto a se desenvolverem. Se a gestação já dura mais de 36 ou 37 semanas, e a pré-eclâmpsia é leve, o bebê nasce.

Pré-eclâmpsia leve

Se a pré-eclâmpsia leve desenvolver-se no início da gestação, as mulheres são aconselhadas a modificar suas atividades. Por exemplo, elas são aconselhadas a parar de trabalhar, se possível, ficar sentadas a maior parte do dia e evitar o estresse. Além disso, essas mulheres devem consultar seu médico de 2 a 3 vezes por semana. No entanto, a maioria das mulheres com pré-eclâmpsia leve são hospitalizadas, pelo menos no início. Lá, elas ficam acamadas e são monitoradas de perto até o feto estar desenvolvido o suficiente para nascer em segurança. Podem ser necessários medicamentos para baixar a pressão arterial (anti-hipertensivos) (ver Medicamentos usados para tratar distúrbios cardíacos e vasculares). Se a pressão arterial e outros problemas puderem ser controlados, as mulheres podem ser capazes de voltar para casa, mas elas devem ver os seus médicos a cada 2 ou 3 dias.

Se a pré-eclâmpsia se desenvolve perto da data limite, o parto geralmente é induzido e o bebê nasce. O sulfato de magnésio é dado durante o trabalho de parto para prevenir convulsões.

Pré-eclâmpsia grave e eclâmpsia

Assim que for diagnosticada pré-eclâmpsia grave ou eclâmpsia, é administrado sulfato de magnésio nas mulheres por via intravenosa para prevenir ou impedir convulsões. Se as mulheres tiverem convulsões após receber o sulfato de magnésio, é administrado um anticonvulsivante (diazepam ou lorazepam) por via intravenosa.

O bebê pode nascer através de cesariana, que é a maneira mais rápida, a menos que o colo uterino já esteja aberto (dilatado) o suficiente para um parto normal imediato. Um parto imediato reduz o risco de complicações para a mulher e para o feto. Se a pressão arterial estiver elevada, os medicamentos para baixar a pressão arterial, como a hidralazina ou labetalol, podem ser administrados por via intravenosa antes da tentativa de parto. A síndrome HELLP geralmente é tratada da mesma maneira.

Após o parto

Após o parto, as mulheres que tiveram pré-eclâmpsia ou eclâmpsia recebem sulfato de magnésio por 24 horas e são monitoradas por 2 a 4 dias, porque elas possuem um maior risco de convulsões. Assim que a condição delas melhorar gradualmente, elas são estimuladas a aumentar suas atividades. Eles podem permanecer no hospital durante alguns dias, dependendo da gravidade da pré-eclâmpsia e de suas complicações.

Depois de voltar para casa, essas mulheres podem precisar tomar medicamentos para baixar a pressão arterial. Normalmente, elas fazem um check-up pelo menos a cada 1 a 2 semanas pelos primeiros meses após o parto. A pressão arterial delas pode permanecer elevada por 6 a 8 semanas. Se ela permanecer elevada por mais tempo, a causa pode não estar relacionada com a pré-eclâmpsia.

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