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Trombocitemia

Por Josef T. Prchal, MD, University of Utah; George E. Wahlen VA Medical Center

A trombocitemia (trombocitemia primária) é um distúrbio no qual plaquetas em excesso são produzidas, o que conduz a uma coagulação anormal do sangue ou a hemorragias.

  • A causa é desconhecida.

  • As mãos e os pés podem formigar e as pontas dos dedos das mãos podem ficar frias.

  • Exames de sangue rotineiros em geral oferecem um diagnóstico, mas às vezes é necessária uma biópsia de medula óssea.

  • São administrados tratamentos que suprimem os sintomas e reduzem a produção de plaquetas.

As plaquetas (trombócitos) são normalmente produzidas na medula óssea por células denominadas megacariócitos. Na trombocitemia, os megacariócitos aumentam em número e produzem plaquetas demais.

A trombocitemia afeta duas a três em cada 100.000 pessoas. Ela geralmente ocorre em pessoas com mais de 50 anos e mais frequentemente em mulheres. A causa da trombocitemia é desconhecida.

Sintomas

Geralmente, a trombocitemia não causa sintomas. Contudo, um excesso de plaquetas pode dar origem à formação espontânea de coágulos, o que bloqueia o fluxo sanguíneo através dos vasos, especialmente nos de menor calibre, mas também em vasos maiores do cérebro, fígado e coração. Pessoas mais idosas com trombocitemia têm muito maior propensão de formar coágulos do que as mais jovens.

Os sintomas se devem ao bloqueio de vasos sanguíneos e podem incluir formigamento e outras sensações anormais nas mãos e nos pés (parestesias), pontas dos dedos frias, dor no peito, alterações da visão, cefaleias, fraqueza e tontura. Podem ocorrer hemorragias, normalmente leves, com frequência consistindo em hemorragias nasais, formação fácil de hematomas, leve sangramento das gengivas ou hemorragia no trato digestivo. O baço e o fígado podem aumentar de tamanho.

Diagnóstico

Os médicos fazem diagnóstico de trombocitemia com base nos sintomas ou após encontrarem um grande número de plaquetas num exame de sangue rotineiro. Podem ser usados exames de sangue para confirmar o diagnóstico. Além disso, um exame microscópico do sangue pode mostrar plaquetas anormalmente grandes, aglomerados de plaquetas e fragmentos de megacariócitos.

Para diferenciar a trombocitemia primária, cuja causa se desconhece, da trombocitemia secundária, que tem causa conhecida, os médicos procuram sinais de outras doenças que poderiam aumentar o número de plaquetas. A coleta de uma amostra de medula óssea para exame ao microscópio (biopsia da medula óssea – ver Diagnóstico dos distúrbios sanguíneos : Exame da medula óssea) é às vezes útil e pode excluir leucemia mielocítica crônica como causa do aumento do número de plaquetas.

Tratamento

A trombocitemia pode exigir tratamento com fármacos que diminuem a produção de plaquetas. Esses fármacos incluem hidroxiureia, anagrelida e interferon alfa. O tratamento com um desses fármacos é normalmente iniciado quando se desenvolvem complicações com coágulos. A idade da pessoa, os outros riscos presentes e histórico de formação de coágulos (trombose) determinam a necessidade desse tipo de tratamento. O fármaco continua a ser administrado até que o número de plaquetas volte a um nível seguro. A dose deve ser ajustada para se manter um número adequado de plaquetas e outras células circulantes. Também podem ser usadas pequenas doses de aspirina, que tornam as plaquetas menos aderentes e impedem a coagulação.

Se o tratamento não retardar a produção de plaquetas rápido o suficiente, ele pode ser combinado com ou substituído por plaquetaférese, um procedimento reservado para situações de emergência. Nesse procedimento, é coletado sangue, as plaquetas são removidas dele e o sangue sem plaquetas é devolvido à pessoa.

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