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Paracoccidioidomicose

(Blastomicose Sul-americana)

Por Sanjay G. Revankar, MD, Professor of Medicine and Director, Infectious Disease Fellowship Program, Division of Infectious Diseases, Wayne State University School of Medicine
Jack D. Sobel, MD, Dean and Distinguished Professor of Medicine, Wayne State University School of Medicine

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Educação para o paciente

Paracoccidioidomicose é uma micose progressiva de pele, membranas mucosas, linfonodos e órgãos internos causada por Paracoccidioides brasiliensis. Os sintomas são úlceras de pele, adenite e dor no órgão abdominal envolvido. O diagnóstico é clínico e microscópico, confirmado por cultura. O tratamento é feito com azóis (p. ex., itraconazol), anfotericina B, ou sulfonamidas.

A infecção ocorre somente em discretos focos nas Américas do Sul e Central, mais frequentemente em pessoas do sexo masculino na faixa etária de 20 a 50 anos, em especial em plantadores de café da Colômbia, da Venezuela e do Brasil. Embora seja uma infecção oportunista relativamente rara, a paracoccidioidomicose ocorre, algumas vezes, em pacientes imunocomprometidos, incluindo aqueles com AIDS. Embora reservatórios naturais de P. brasiliensis permaneçam indefinidos, presume-se que existam no solo como mofo, com a infecção ocorrendo em razão da inalação de conídios (esporos produzidos pela forma miceloide dos fungos). Estes convertem-se em leveduras invasivas nos pulmões, assumindo-se que sua disseminação ocorra por via linfo-hematogênica.

Sinais e sintomas

A maioria das pessoas que inala conídios de P. brasiliensis não fica doente; caso ocorra doença, esta normalmente se manifesta como pneumonia aguda, a qual pode cessar de maneira espontânea. Do ponto de vista clínico, as infecções aparentes são, em geral, crônicas e progressivas, mas comumente não são fatais. Existem 3 padrões:

  • Mucocutâneas: as infecções muito frequentemente envolvem a face, em especial as bordas mucocutâneas do nariz e da cavidade oral. Em geral, leveduras são abundantes e apresentam lesões puntiformes sobre bases granulares de úlceras que se expandem lentamente. Linfonodos regionais aumentam de tamanho, tornam-se necróticos e drenam material necrótico através da pele

  • Linfáticas: ocorre aumento indolor de linfonodos cervicais, supraclaviculares, ou axilares

  • Viscerais: caracterizadas por lesões focais que causam aumento, em especial, de fígado, baço e linfonodos abdominais, algumas vezes com dor abdominal concomitante

As infecções podem ser mistas, envolvendo combinações dos três padrões.

Diagnóstico

Descobertas clínicas sugerem o diagnóstico. O diagnóstico é feito por cultura, embora a presença de grandes leveduras (15 μm) nos espécimes, formando brotamentos múltiplos característicos, forneça forte evidência presuntiva.

Tratamento

  • Antifúngicos

Azóis são altamente eficazes. Itraconazol oral é, em geral, considerado a droga de escolha, principalmente por custar menos que outros azóis disponíveis nas áreas endêmicas. A anfotericina B intravenosa também pode eliminar a infecção, sendo muitas vezes usada em casos graves. Sulfonamidas, que são amplamente utilizadas em alguns países porque são baratas, podem suprimir o crescimento e melhorar as lesões, mas não proporcionam cura.

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