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Fungos pigmentados

(Cromoblastomicose, Cromomicose, Feoifomicose, Dermatite verrucosa)

Por Sanjay G. Revankar, MD, Wayne State University School of Medicine ; Jack D. Sobel, MD, Wayne State University School of Medicine

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Educação para o paciente

Cromoblastomicose é uma infecção cutânea causada por fungos dermatiáceos (pigmentados). Os sintomas são nódulos ulcerados nas áreas expostas do corpo; podem ocorrer infecções extracutâneas (denominadas feoifomicose) nos tecidos subcutâneos, nos seios paranasais, no cérebro e em outros tecidos. O diagnóstico é feito por aparência, histopatologia e cultura. O tratamento deve ser feito com itraconazol, outro azol, ou flucitosina e excisão cirúrgica.

A cromoblastomicose é uma infecção cutânea que afeta pessoas imunocompetentes normais, principalmente em áreas tropicais ou subtropicais, caracterizando-se pela formação de nódulos papilomatosos que tendem a ulcerar. Fungos pigmentados são altamente reconhecidos como oportunistas que afetam pacientes imunossuprimidos. Os agentes causadores dessas infecções são muitos tipos de fungos dermatiáceos escuros e pigmentados pela melanina, incluindo espécies de Bipolaris, Cladophialophora, Cladosporium, Drechslera, Exophiala, Fonsecaea, Phialophora, Xylohypha, Ochronosis, Rhinocladiella, Scolecobasidium e Wangiella.

Sinais e sintomas

A maioria das infecções inicia-se no pé ou na perna, mas outras partes expostas do corpo podem ser infectadas, especialmente onde a pele está lesionada. As pápulas iniciais, que são pequenas, pruginosas e crescentes, podem se assemelhar à dermatofitose (tinha). As lesões se estendem para formar manchas vermelho-violáceas pouco sensíveis e fortemente demarcadas com bases enduradas. Várias semanas ou meses mais tarde, novas lesões, projetando-se 1 a 2 mm acima da pele, podem aparecer ao longo do trajeto da drenagem linfática. Projeções nodulares endurecidas, vermelhas ou cinzas, em forma de couve-flor, podem se desenvolver no centro das máculas, estendendo-se gradualmente até a cobertura das extremidades ao longo de 4 a 15 anos. Obstrução linfática pode ocorrer, o prurido pode persistir e infecções bacterianas secundárias podem causar ulcerações e, ocasionalmente, septicemia.

Infecções extracutâneas (denominadas feoifomicose) podem ocorrer, incluindo sinusite invasiva, algumas vezes com necrose óssea, assim como nódulos subcutâneos ou abscessos, queratites, massa pulmonar, osteomielite, artrite micótica, abscesso intramuscular, endocardite, abscesso cerebral e meningite crônica.

Fungos dermatiáceos raramente causam infecções fatais naqueles com mecanismos de defesa do hospedeiro intactos. Doenças graves ocorrem com mais frequência em pacientes imunocomprometidos.

Diagnóstico

  • Cultura

  • Algumas vezes, coloração do tecido

Lesões tardias de cromoblastomicose apresentam uma aparência característica, mas o envolvimento precoce pode confundi-las com dermatofitoses. A feoifomicose deve ser distinguida por histopatologia e cultura da miríade de outras condições infecciosas e não infecciosas.

Fungos dermatiáceos são frequentemente distinguíveis em amostras de tecido coradas com hematoxilina e eosina convencional, revelando-se como corpos amarronzados septados, refletindo seu conteúdo natural de melanina. A coloração de Fontana-Masson para melanina confirma sua presença. A cultura é necessária para identificar as espécies causadoras.

Tratamento

  • Itraconazol, algumas vezes com flucitosina

  • Muitas vezes, cirurgia

O itraconazol é a droga mais eficaz, embora nem todos os pacientes apresentem resposta. Algumas vezes, a flucitosina é associada a fim de prevenir recaídas. O fluconazol raramente provoca regressão de lesões e a anfotericicna B é ineficaz. O papel do voriconazol e do posaconazol ainda não foi determinado.

Muitos casos requerem excisão cirúrgica para serem curados.

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