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Esporotricose

Por Sanjay G. Revankar, MD, Professor of Medicine and Director, Infectious Disease Fellowship Program, Division of Infectious Diseases, Wayne State University School of Medicine
Jack D. Sobel, MD, Dean and Distinguished Professor of Medicine, Wayne State University School of Medicine

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Educação para o paciente

Esporotricose é uma infecção cutânea causada pelo fungo saprófita Sporothrix schenkii. Envolvimento pulmonar e hematogênico é incomum. Os sintomas consistem em nódulos subcutâneos que se disseminam por via linfática e evoluem para abscessos e úlceras. O diagnóstico é realizado por cultura e o tratamento é feito com itraconazol e anfotericina B.

(Ver também as diretrizes práticas para o controle da esporotricose da Infectious Diseases Society of America.)

Sporothrix schenckii é encontrado em arbustos de rosas ou bérberis, musgo de esfagno e outros adubos. Horticultores, jardineiros e pessoas que trabalham em fazendas e com madeira são infectados com frequência, tipicamente após traumas mínimos envolvendo material contaminado. Em contraste com outros fungos dimórficos, S. schenckii normalmente não é inalado, mas entra no corpo através de pequenos cortes e lesões na pele.

Sinais e sintomas

Infecções linfocutâneas são as mais comuns. Podem ocorrer em qualquer órgão do corpo, mas caracteristicamente envolvem mão e braço, embora lesões primárias possam ocorrer em superfícies expostas dos pés ou da face.

Uma lesão primária pode aparecer como uma pápula pequena e não sensível ou, ocasionalmente, como um nódulo subcutâneo que eventualmente se torna necrótico e algumas vezes ulcera. Tipicamente, alguns dias ou semanas mais tarde, uma cadeia de linfonodos começa a aumentar de tamanho de forma vagarosa e progressiva, formando nódulos subcutâneos móveis. Se não tratada, a pele se torna avermelhada e pode, mais tarde, necrosar, ocasionando, algumas vezes, abscesso, ulceração e superinfecção bacteriana. Sinais e sintomas sistêmicos de infecção são notavelmente ausentes.

A esporotricose linfocutânea é crônica e indolente; é potencialmente fatal apenas se uma infecção bacteriana secundária causar sepsia.

Raras vezes, em pacientes sem as lesões linfocutâneas primárias, a disseminação hematogênica provoca infecções indolentes de articulações periféricas múltiplas, acometendo algumas vezes ossos e, menos frequentemente, genitais, fígado, baço, rins, ou meninges. Igualmente rara é a pneumonia crônica provocada por inalação de esporos e manifestada por infiltrados ou cavidades localizados, na maioria das vezes em pacientes com doença pulmonar crônica preexistente.

Diagnóstico

  • Cultura

A doença deve ser diferenciada de infecções locais causadas por Mycobacterium tuberculosis, micobactérias atípicas, Nocardia, ou outros organismos. Durante o estágio inicial, não disseminado, a lesão primária é, algumas vezes, confundida com uma picada de aranha. Cultura do local da infecção ativa fornece o diagnóstico definitivo. Leveduras de S. schenckii podem ser vistas somente em espécimes de tecido fixados, mesmo com coloração especial. Testes sorológicos não estão disponíveis.

Tratamento

  • Itraconazol

Itraconazol oral, administrado durante 3 a 6 meses, é o tratamento de escolha. Infecções graves e infecções em pacientes com AIDS requerem anfotericina B intravenosa. Pacientes com AIDS podem necessitar de manutenção vitalícia com itraconazol. Voriconazol e posaconazol podem desempenhar algum papel.

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